A Abordagem da Educação Especial no Projeto Político Pedagógico da Escola

Por: Maria Elisabeth M. Malagodi.

III Congresso de Ciência do Desporto

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O projeto político pedagógico ainda tem sido considerado como um documento administrativo
que deve ser elaborado para cumprir as exigências burocráticas das leis que normatizam a
educação, deixando, assim de contemplar os propósitos e intencionalidades das instituições de
ensino como um espaço que ofereça uma educação de qualidade com condições igualitárias de
acesso ao espaço comum, levando em consideração a diversidade existente na escola. Sabe-se
que em relação à inclusão ocorre um descompasso entre o discurso e a ação, por isso, é
necessário realizar pesquisa para conhecer como a inclusão tem sido tratada na prática. O
objetivo desta pesquisa é identificar como a escola tem abordado em seu projeto político
pedagógico a questão da educação especial, uma vez que esta deverá ser oferecida
preferencialmente na rede regular de ensino. A pesquisa bibliográfica foi constituída de: pesquisa
na internet para levantamento das leis governamentais que normatizam as competências das
instituições de ensino e a educação especial; pesquisa na internet para levantamento das
publicações on-line sobre o tema; pesquisa em bibliotecas para levantamento de bibliografias
disponíveis sobre o tema. A pesquisa de campo foi constituída de: levantamento, junto a Diretoria
de Ensino, das escolas inclusivas da rede pública municipal e estadual nas diferentes regiões de
Campinas; escolha aleatória de 06 escolas inclusivas de diferentes regiões de Campinas, sendo 03
escolas da rede municipal e 03 escolas da rede estadual; elaboração e aplicação de um
questionário com perguntas abertas. Foram selecionados 06 sujeitos, sendo 01 sujeito de cada
escola para a aplicação do questionário. Os questionários foram direcionados para ser respondido
por Diretores, Coordenadores Pedagógicos e/ou Supervisores. Resultados: A elaboração do
projeto político pedagógico exclusivamente com fins burocráticos acarreta a inexistência de: uma
avaliação em relação ao que foi projetado; uma proposta de educação inclusiva; um planejamento
de qualificação para o corpo docente e equipe escolar trabalharem de forma adequada com a
educação especial; a elaboração de projetos que visem a adequação, implementação e aquisição
de recursos e espaços voltados para a educação especial. A pesquisa aponta que a educação
especial na maioria das escolas de rede regular de ensino tem sido tratada de forma improvisada.
É sugerido, a partir da pesquisa realizada, um esforço conjunto da comunidade, o estabelecimento
de parcerias das escolas com Universidades e Organizações não Governamentais como, por
exemplo, as APAEs, na busca de apoio de especialistas no assunto. A escola, através de projetos,
propor ações e medidas que vise assegurar a formação dos educadores, a remoção de barreiras
físicas e atitudinais, a provisão de recursos materiais e humanos. Esses são alguns caminhos para
que a escola inclusiva alcance benefícios para todos e com isso a educação seja efetivada na
concepção de que é um direito de todos os cidadãos.

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