A Ambivalência no Brincar de Uma Criança de Cinco Anos: Eu e o Outro

Por: A. Sommerhalder, F. D. Alves e P. S. Emerique.

XV Conferência Mundial do IPA

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Resumo

No brincar, a criança tem a possibilidade de aprender a lidar com a contradição humana, pois o lúdico permite um movimento de passagem do trágico ao prazeroso, mesmo pressupondo que a ambivalência permaneça. O presente trabalho teve por objetivo discutir as relações de um menino de cinco anos num grupo de dez crianças (meninos e meninas) de oito anos, em situação de brincadeira. A observação destas crianças foi feita na brinquedoteca de uma escola rticular da cidade de Rio Claro, 50 A Cultura e o Brincar nos Espaços Urbanos Estado de São Paulo/Brasil, uma vez por semana, durante um mês. A partir das observações, notou-se, nas verbalizações da criança de cinco anos, seu desejo de brincar com as crianças mais velhas, a cada nova atividade. Para tanto, ela tinha que respeitar algumas regras propostas para a brincadeira. Porém, no seu decorrer, nem sempre esta criança cumpria tais regras. Esta situação gerava conflito na sua relação com o grupo, como revelam algumas falas das crianças mais velhas: "assim não vale", "ele não entende" e "ele está roubando". Com isso, esta criança de cinco anos tinha que decidir entre continuar brincando no grupo ou brincar conforme sua vontade. Na brincadeira, esse desejo prevaleceu na maioria das vezes. As observações indicam que uma criança pequena ainda tem dificuldades de abrir mão de seu desejo quando confrontado com as regras das brincadeiras. A partir da abordagem psicanalítica acreditamos que, brincando, as criança tem a possibilidade de aprender a lidar com o desejo e com suas limitações .

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