A Aplicação de Microciclos com Carga Externa de Treinamento Distintas Pode Interferir nas Respostas Psicobiológicas e Performance de Jovens Judocas?

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190 páginas. 2018 20/02/2018

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Resumo

O objetivo do estudo foi comparar a ordem de aplicação de microciclos com carga externa de treinamento (CET) distintas nas respostas psicobiológicas e performance de jovens judocas. Participaram da pesquisa 24 jovens judocas (14 homens e 5 mulheres, 17,0 ± 1,5 anos, 66 ± 10 kg, 167 ± 8 cm, %G = 16 ± 5 %, PVC = 2,2 ± 0,9 anos, experiência treinamento no judô = 6,0 ± 1,2 anos, 14 faixas pretas e 10 marrons) que foram divididos aleatoriamente em 2 grupos (G1 e G2). A 1ª semana foi considerada a fase de pré intervenção (momento pré), a 2ª e 3ª semana a fase de intervenção (pósmicro1 e pósmicro2). O G1 iniciou com microciclo A (CET). Na segunda semana, foi modificada a ordem de aplicação dos microciclos (G1 = Micro A-B e G2 = Micro B-A). Os microciclos foram monitoradas pelos seguintes métodos: i) escala de qualidade total de recuperação (QTR - QTRSUBJETIVA e QTROBJETIVA) e recordatório nutricional, ambos, realizados pelos sujeitos sempre antes da hora de dormir; ii) variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e salto vertical com contramovimento (CMJ) 30 minutos antes das sessões do período matutino e noturno; iii) percepção subjetiva de esforço (PSE) sempre 30 minutos após o término das sessões de treinamento, obtendo-se a carga interna de treinamento (CIT), iv) questionários semanais de fontes e sintomas de estresse (DALDA) e perfil do estado de humor (POMS). A performance no judô foi avaliada pelo Special Judo Fitness Test (SJFT). Os principais resultados foram: (CIT) = na CITTOTAL (A + B) não foi observada diferença entre grupos (p = 0,989, d=0,01); G1 e G2 apresentaram maiores valores no microciclo B (>CET) em relação ao A (0,05). QTR = não houve diferença dos valores médios da QTRsubjetiva e QTRobjetiva do microciclo A para B, entretanto, a ordem de aplicação dos microciclos alterou a variação (CV%) da QTRsubjetiva no G2 (pósmicro1 = 37,6% vs pósmicro2 = 21,4%). DALDA = diferenças substanciais intergrupos para FONTESPQN e SINTOMASMQN (pré vs pósmicro2 e pósmicro1 vs pósmicro2). POMS = diferenças intergrupos para PTHESCORE (pósmicro1 vs pósmicro2), Fadiga (pré vs pósmicro e pósmicro1 vs pósmicro2). CMJ = o CV% do CMJ foi diferente intergrupos (pósmicro1 vs pósmicro2). A análise individual dos sujeitos demonstrou comportamento distinto da média de G1 e G2 para os métodos da VFC, QTROBJETIVA e CMJ, assim como entre sujeitos responsivos e não responsivos ao SJFT. Coletivamente, conclui-se que a CIT acumulada nas 2 semanas determina a adaptação da performance específica dos judocas independente da ordem de aplicação da magnitude da CET nos microciclos. Além disto, as respostas psicobiológicas dos sujeitos são atenuadas na segunda semana quando aplicado um microciclo com maior CET na primeira semana. 

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