A Aptidão Motora do Idoso Relacionada a Fatores Multidimensionais de Saúde em Diferentes Contextos

Por: Silvio Luiz Indrusiak Weiss.

171 páginas. 2013 18/03/2013

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Resumo

Esta pesquisa avaliou a aptidão motora associada aos fatores multidimensionais da saúde de idosos em diferentes contextos sociodemográficos e que frequentam programas de promoção e reabilitação de saúde. De natureza descritiva, foi caracterizado por um delineamento transversal comparativo entre grupos, de desenvolvimento. Participaram idosos com idade acima de 60, inclusive, de qualquer gênero, residentes na Grande Florianópolis. A amostra foi do tipo não-probabilística por conveniência (intencional), composta por 70 idosos, subdivididos em 2 grupos, um composto por 35 idosos de um programa de reabilitação cardiopulmonar e metabólica e o outro por 35 idosos residentes na Região Metropolitana de Florianópolis. Foi utilizada a EMTI (Escala Motora para Terceira Idade), o Questionário BOAS e a Ficha para informações sobre fatores de risco e atividade física. A coleta de dados estendeu-se por um período total de 7 meses. A idade média dos idosos do Grupo de Reabilitação Cardíaca (GRC) foi de 70,8 (σ=6,8) anos e do Grupo de Idosos de Referência (GIR) de 68,1 (σ=5,9) anos, com a grande maioria do GRC (71,3%) com no mínimo 2 dos fatores de risco, sendo os mais comuns a hipertensão arterial (54,2%) e a doença cardíaca (42,8%). No GIR, 60% informou possuir apenas um fator de risco (23%). 100% do GRC declararam praticar atividade física, enquanto no GIR 65,8% são inativos. Os idosos participantes do PRCM indicaram maior satisfação com serviços de saúde e adesão às atividades de vida diária. A aptidão motora do GIR foi superior a do GRC em todas as áreas da motricidade, em alguns casos como AM2 e AM4 com diferenças significativas (p=0,041 e p=0,00009). A comparação entre GRC/GIR, foi X²=13,32 com uma diferença significativa entre os grupos (p=0,02). Quase a metade dos idosos do GRC (48,6%) foi classificada como Inferior (I) ou Muito Inferior (MI), enquanto idosos do GIR foram classificados como Normal (80%), Baixo (11,4%), Médio (54,3%) e Alto (14,3%). Demonstrou-se que a quantidade menor de medicamentos ingeridos, está relacionada com a melhor aptidão motora. Também confirmou-se a tendência dos homens apresentarem melhor aptidão motora que as mulheres, apesar da desvantagem em relação a outros fatores de saúde. A aptidão motora geral (p=0.006), motricidade fina (p=0,051), motricidade global (p=0,005) e o esquema corporal (p=0,038) dos idosos laborais foi superior, bem como as outros resultados da aptidão motora e fatores de saúde. Houve diferença significativa na aptidão motora geral (p=0,039) e no equilíbrio (p=0,02) dos idosos com e sem fraqueza autorreferida, a favor dos idosos sem fraqueza. O estudo concluiu, que há relação direta entre uma aptidão motora melhor os diversos fatores multidimensionais de saúde, indicando que essa relação pode representar melhores condições de saúde, menos morbidades e ingestão de remédios, entre outros fatores.O estudo também concluiu acerca dos benefícios inequívocos que o PRCM proporciona aos pacientes nas fases III e IV da reabilitação, em relação recuperação da saúde, melhora da autoestima, mudança no estilo de vida e integração social.

Endereço: http://www.cefid.udesc.br/pos_cmh

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