A Associação de Esteroide Anabolizante Ao Treinamento Físico Aeróbio Leva a Alterações Morfológicas Cardíacas e Perda de Função Ventricular em Ratos

Por: Daniel Cia Koike, Edilamar Menezes de Oliveira, Everton Crivoi do Carmo, Kaleizu Teodoro Rosa, Katt Coelho Mattos, Maria Claudia Costa Irigoyen, Natan Daniel da Silva Junior, Rogério Brandão Wichi e Tiago Fernandes.

Revista Brasileira de Medicina do Esporte - v.17 - n.2 - 2011

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Resumo

INTRODUÇÃO: O esteroide anabolizante (EA) associado ao treinamento físico induz mudança da hipertrofia cardíaca (HC) fisiológica para patológica. Entretanto, esses trabalhos foram realizados com atletas de força, sendo os efeitos do EA associados ao treinamento aeróbio poucos conhecidos. Com isso, o objetivo do estudo foi avaliar os efeitos do treinamento aeróbio e dos EA sobre a estrutura e função cardíaca. 

MÉTODOS: Foram utilizados 28 ratos Wistar divididos em quatro grupos: sedentários controle (SC), sedentários anabolizante (SA), treinados controle (TC) e treinado anabolizante (TA). O EA foi administrado duas vezes por semana (10mg/kg/ semana). O treinamento físico de natação foi realizado durante 10 semanas, cinco sessões semanais. Foram avaliadas a pressão arterial e frequência cardíaca por pletismografia de cauda, função ventricular por ecocardiografia, diâmetro dos cardiomiócitos e fração volume de colágeno por métodos histológicos. 

RESULTADOS: Não foram observadas diferenças na PA. O grupo TC apresentou redução da frequência cardíaca de repouso após o período experimental, o que não ocorreu no grupo TA. Foram observadas HC de 38% no grupo SA, 52% no grupo TC e de 64% no grupo TA em relação ao grupo SC. O grupo TA apresentou diminuição da função diastólica em relação aos outros grupos. Os grupos treinados apresentaram aumentos significantes no diâmetro dos cardiomiócitos. Os grupos SA e TA apresentaram aumento na fração volume de colágeno em relação aos grupos SC e TC. 

CONCLUSÃO: Os resultados apresentados mostram que o treinamento físico de natação induz a HC, principalmente pelo aumento do colágeno intersticial, o que pode levar a prejuízos da função diastólica.

Endereço: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922011000200014&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

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