A Atividade Física Como Sinônimo de Saúde: Representações Sociais de Adolescentes

Por: Creestiane Leôncio de Oliveira, Lysandra Isabelle de Morais e Silva, Neuza Cristina Gomes da Costa e Pamela Thaysa Ramos Salvador.

Corpoconsciência - v.23 - n.3 - 2019

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Resumo

A partir de uma oficina do projeto de extensão cadastrado na Universidade Federal de Mato Grosso, intitulado, Saúde na escola: diálogos contemporâneos, realizado com adolescentes, obtivemos representações sociais referentes a saúde e a doença. Uma dessas representações foi a categoria de atividade física. Consideramos representações sociais o conhecimento que o indivíduo constrói de forma compartilhada a partir de suas experiências e que estabelece ideias, imagens e crenças. Objetivo: Neste sentido, as representações permitiram analisar o sentido que a atividade física possui no imaginário desses sujeitos e a relação com o entendimento de saúde e ser saudável. Metodologia: A ação de extensão foi proposta por meio de oficinas temáticas a fim de originar produtos a serem debatidos e refletidos em roda de conversa. A oficina sobre saúde e doença foi realizada a partir da dinâmica de colagem de imagens impressas em cartolina, obtidas a partir de revistas diversas e selecionadas por um grupo de estudantes do segundo ano do ensino médio de uma escola estatual na cidade de Cuiabá, Mato Grosso. Resultados: Majoritariamente, a saúde era representada por imagens de corpos magros e atléticos, executando alguma atividade física, como caminhada, corrida, alongamento ou prática esportiva, como o tênis, jogo de vôlei. A atividade física também foi considerada como lazer que significava “ser saudável”. Uma alimentação saudável, representada por verduras e frutas, foi relacionada a esse corpo que foi apresentado como saudável e em movimento. Na categoria da “doença”, imagens de pessoas com corpos obesos ou em sobrepeso, que conforme o grupo, seriam sedentárias, ou seja, não praticavam atividade física, além de serem consumidores de alimentos considerados “ruins”, representados por lanches, frituras e refrigerantes. Conclusão: Ao analisar as representações que os adolescentes apresentaram, percebe-se que as imagens e crenças, perpassam por discursos contemporâneos acerca da atividade física e também da alimentação. 

Endereço: http://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/corpoconsciencia/issue/viewIssue/561/73

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