A Atuação da Enfermagem na Promoção e Incentivo à Prática de Atividade Física em Hipertensos Sedentários Acompanhados em Estratégia Saúde da Família

Por: Gisele Machado Peixoto Mano.

192 páginas. 2013 20/09/2013

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Resumo

Introdução Estudos têm evidenciado a importância da prática regular de atividade física na hipertensão arterial. Objetivos Avaliar o efeito de atividades com uso do pedômetro, orientadas pela enfermagem, na prática de atividade física e na mudança de comportamento em hipertensos acompanhados em Estratégia Saúde da Família. Métodos Realizou-se estudo prospectivo, experimental, durante 10 semanas, em uma unidade básica de saúde da Região Oeste da cidade de São Paulo. Foram estudados 263 hipertensos sedentários acompanhados na Estratégia Saúde da Família (70,3% mulheres, 57,4% não brancos, 56,4±9,6 anos). Os hipertensos classificados como inativos pelo Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) foram divididos em Grupo 1- Controle (G1, n=130) e Grupo 2 - Intervenção (G2, n=133). Os hipertensos dos dois grupos foram avaliados no início e no final do estudo em relação a nível de atividade física, estágio de mudança de comportamento, medida casual da pressão realizada pela enfermeira e medida residencial da pressão arterial (MRPA), com aparelho automático validado, e medida dos passos durante três dias com o uso do aparelho pedômetro. Somente os hipertensos do grupo G2 receberam orientação da enfermagem para incentivo à mudança de hábito frente à atividade física e uso do pedômetro durante dez semanas consecutivas. Resultados No final do estudo, nos hipertensos dos dois grupos estudados (G1 e G2), observou-se que houve mudança estatisticamente significante (p<0,05) nas seguintes variáveis: redução da pressão arterial casual (G1-139,4±19,1/83,1±12,1 vs 130±15,2/79,1±10 e G2-138,7±19/83,6±10,9 vs 128,7±14,8/76,2±10,7 mmHg) e da medida residencial (G1-131,59±18,21/78,12±9,49 vs 126,71±14,74/78,30±10,57 e G2-131,41±17,95/79,35±9,27 vs 126,54±13,51/76,29±8,99 mmHg), exceto para a MRPA diastólica dos hipertensos do G1; aumento no número de passos, sendo maior nos hipertensos do G2 no final (6331±3202 vs 8108±3103 passos); redução no índice de massa corpórea e circunferência abdominal, porém a circunferência abdominal dos homens do grupo G2 no fim do estudo foi menor que a do G1; e redução da glicemia e do perfil lipídico, exceto do nível de triglicérides dos hipertensos do G1. Na avaliação da mudança de comportamento frente à atividade física, no final do estudo, o grupo G2 obteve maiores escores (4,00 (3,00 4,00) vs 3,00 (2,00 4,00), e 61% dos hipertensos do grupo G2 passaram para ativos ou muito ativos vs 30,3% do grupo G1 (p<0,05). Houve aumento no controle dos hipertensos no final do estudo, em relação ao início, tanto no grupo G1 (51,5% vs 71,5%) como no G2 (48,1% vs 79,7%) e os hipertensos controlados realizaram mais passos que o grupo não controlado no início e final do estudo. Conclusão O incentivo à prática de atividade física com orientações da enfermagem somada ao uso de um instrumento como o pedômetro mostrou-se eficaz para a mudança de comportamento dos hipertensos estudados.

Endereço: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-29082014-143917/pt-br.php

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