A Autonomia Psicossocial e Funcional do Idoso: Um Estudo Comparativo à Luz da Dança de Salão

Por: Clara Maria Silvestre Monteiro de Freitas e Maria Almira Barros Leite.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

No âmbito da Educação Física, o interesse pela autonomia do idoso apresenta-se como um determinante à medida que aumenta a expectativa de vida.A maioria dos idosos brasileiros encontra-se desassistida, situação agravada pela inatividade física que faz com que os mesmos percam a sua autonomia. O foco desse estudo residiu na tentativa de investigar se a dança de salão é eficaz para a autonomia do idoso, uma vez que pode ser adaptada a qualquer idade, beneficiando-o como um todo na busca de um estilo de vida saudável. Recorreu-se a uma abordagem descritiva, quantiqualitativa-comparativa, de campo em Recife-Pernambuco-Brasil. Fizeram parte do estudo 40 indivíduos de ambos os gêneros, de 60 a 80 anos, dos quais 20 eram praticantes da Dança no Clube das Pás e no Clube da SUDENE, e 20, sedentários. Os instrumentos utilizados foram um questionário para a avaliação dos aspectos psicossociais e da saúde e a escala de Rikle e Jones para a avaliação funcional. A grelha de leitura possibilitou inferir que 83,3% dos idosos solteiros e 92,8% dos viúvos eram mulheres. Os idosos ativos investiam mais em lazer, enquanto os sedentários, nas despesas de casa. Os ativos estavam melhores com relação à satisfação pessoal e à convivência familiar. Fumavam menos, porém bebiam mais que os sedentários. Para a proporção peso/altura, os resultados dos idosos ativos foram positivos. 60,0% indicaram vida sexual ótima e boa, para 20,0% dos sedentários. Verificou-se apenas o aparecimento da hipertensão e depressão nos ativos, enquanto que, além da hipertensão e depressão, os sedentários eram acometidos pela hipertensão, depressão, hipotensão, diabete, hipotireoidismo, osteoporose, artrose, cardiopatia e câncer. Quanto à capacidade funcional, os ativos estavam bem melhores. 90,0% podiam andar de 6 a 7 quarteirões para 35,0% dos não ativos; 55,0% dos ativos podiam levantar e carregar 13 kg para 10,0% dos idosos não ativos. 65,0% dos ativos podiam efetuar atividades vigorosas, enquanto nenhum sedentário podia realizar. O estudo concluiu que a dança de salão beneficia o idoso nos aspectos funcionais e psicossociais, contribuindo para sua autonomia ao tempo que sugere que esta atividade seja incluída nos programas e projetos sócio-educativos para idosos como uma grande aliada ao bem-estar e qualidade de vida, por ser uma modalidade que reúne benefícios nos aspectos sócio-afetivo, psicológico e motor do indivíduo na terceira idade.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/62_Anais_p235.pdf

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