A Circulação de Métodos de Trabalho Pelas Lentes de Germano Bayer: Elementos Para a Renovação da Educação Física Escolar Paranaense (década de 1950)

Por: Danrlei Vitorio da Cruz, Halyne Czmola, Joana Caroline Corrêa da Silva, João Pedro Lezan da Silva, Kevin Lino de Oliveira, Sérgio Roberto Chaves Junior e Weslei da Mota Cordeiro.

XV Congresso de História do Esporte, Lazer e Educação Física - CHELEF

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Resumo

Este trabalho apresenta questões referentes à ação do professor Germano Bayer no cenário de renovação da educação física paranaense nos anos 1950, em especial, destacando o seu papel de mediador cultural (FONSECA, 2012; GRUZINSKI, 2001, 2003). Germano, no período em que esteve na Europa em um curso de especialização no Real Instituto de Educação Física de Estocolmo (Suécia), participou de um conjunto de festivais de ginástica, exposições, simpósios, cursos e congressos de educação física em diferentes países. De posse de uma máquina fotográfica e de uma filmadora profissional produziu um conjunto de registros escritos e imagéticos - filmes e fotografias - sobre os chamados “Métodos de Trabalho”[8] os quais, no seu retorno ao Brasil, foram disponibilizados no Centro de Estudos do Colégio Estadual do Paraná (CEP) aos demais professores da modelar instituição de ensino da capital paranaense. Além do acesso do material pelos seus pares do CEP - e demais instituições nas quais desenvolvia suas ações profissionais na capital paranaense -, há indícios de que esses registros circularam em outros estados brasileiros, sob os auspícios da Divisão de Educação Física do Ministério da Educação e Cultura. As motivações para a circulação desses materiais, assim como a identificação de suas apropriações em diferentes contextos se caracterizam como importantes elementos para compreender o cenário da renovação da educação física naquele período. Nesse sentido, caracterizar Germano Bayer como um mediador cultural significa levar em conta suas redes de sociabilidade, fator que permitiu a circulação dos registros captados em solo europeu. Além disso, tais registros dos modos de pensar e fazer a educação física no estrangeiro foram mediados pela sua subjetividade, seu repertório cultural e seus interesses, o que deu contornos a formas “hibridas” e “mestiças”[9] de pensar e fazer a educação física em solo brasileiro e, em especial, no contexto paranaense.

Referências

BAYER, Germano. Ser professor de Educação Física. Blumenau: Nova Letra, 2010.

FONSECA, Thais Nivia de Lima e. Mestiçagem e mediadores culturais e história da educação: contribuições da obra de Serge Gruzinski. In.: LOPES, Eliane Marta Teixeira; FARIA FILHO, Luciano Mendes (orgs.). Pensadores sociais e história da educação. Vol. 2. Belo Horizonte: Autêntica, 2012.

GRUZINSKI, Serge. O pensamento mestiço. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.

________. O historiador, o macaco e a centaura: a “história cultural” no novo milênio. Estudos Avançados, 17 (49), 2003.

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