A conduta e o estilo de ensino/treino dos treinadores : a quadra como um estudo de casos.

Por: Giancarlo Bazarele Machado Bruno.

2006 00/00/0000

Send to Kindle


Resumo

Este estudo foi realizado durante a fase pré-competitiva dos 45° Jogos Abertos de Santa Catarina (JASC). Teve como objetivo investigar a conduta e estilo de ensino/treino de treinadores dos esportes de quadra da cidade de Blumenau que disputariam os JASC. O presente estudo caracteriza-se como uma pesquisa multicasos de caráter descritivo exploratório. Foi realizada uma entrevista semi-estruturada, com quatro treinadores, e aplicados questionários para detectar o auto-conceito sobre conduta e estilo de ensino/treino das equipes masculinas de esportes de quadra (handebol, basquetebol, voleibol e futsal). Além disso, ocorreu a observação sistemática do ambiente das sessões de treino com gravação de voz e a filmagem de uma sessão de padrão de treino. Os resultados obtidos com a investigação foram relacionados à formação acadêmica, à experiência e à concepção de ensino; dos treinadores participantes, três possuem graduação e um é provisionado; os motivos da escolha pela carreira de treinador foram através do envolvimento como atletas da área; todos os treinadores exerceram a profissão antes de formados; os trabalhos mais relevantes citados foram os títulos alcançados e os atletas revelados; o planejamento segundo os treinadores depende do tempo disponível e da qualidade dos atletas; para controlar o treino usam em sua maioria o “feeling” pessoal; e também apresentam diferentes concepções de ensino. A conduta dos treinadores nos treinos mostra que reagem reforçando a realização correta; frente aos erros e fracassos usam mais o feedback de orientação técnica; para as condutas inadequadas mantiveram o autocontrole. Já, nos aspectos das dimensões da produtividade e da humanista destacaram-se: características fortes das duas dimensões e preocupação tanto com o resultado quanto com a formação de indivíduos com valores éticos e humanos. Na linguagem não verbal todos usaram gestos de apoio e a forma de uso desta linguagem foi instintiva. Evidenciaram-se os códigos não verbais específicos de cada esporte. Pela complexidade do treino algumas atitudes foram emergentes, entre elas a observação silenciosa, a atitude mais usada, a posição do treinador durante o treino foi a mesma da competição, e ainda o uso de palavras-chave, para facilitar a instrução, além da autonomia dos atletas para iniciar o treino. Pode-se dizer que os treinadores observados, apesar das suas idiossincrasias, seguiram com sucesso os ditames da teorização do treinamento.

Endereço: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/88296

Ver Arquivo (PDF)

Comentários


:-)





© 1996-2018 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.