A Contribuição das Atividades Psicomotoras na Educação Infantil: Um Estudo Experimental com Pré-escolares do Ensino Público Municipal de Teresina-Piauí

Por: Maria Beike Wa­quim Figueirêdo.

195 páginas. 2006 00/00/0000

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Resumo

Este trabalho investiga a contribuição das atividades psicomotoras para o desenvolvimento de  crianças de  quatro a seis anos em ensino pré­escolar  da rede pública municipal de Teresina­  Piauí. Dentre  as sete  pré­escolas existentes no município no ano de  2003, nas quais estão  matriculados 1. 443 alunos, uma foi sorteada de forma aleatória para estudo de caso. A escola contava com 223 crianças, tendo sido elas divididas em grupo Controle (gC, n=106) e grupo  Experimental  (gE, n=117). Partindo de  um referencial teórico fundamentado em Wallon  (1979), Leontiev (2001), Vygotsky (1994), Le  Boulch (1987, 1990), Rosa  Neto (2002), Fonseca (2004), dentre outros, foram construídos um teste psicomotor e dezesseis planos de  aulas baseados em alguns princípios básicos da psicomotricidade. O  teste  foi aplicado em  todas as crianças, como avaliação psicomotora inicial, enquanto os planos de aula subsidiaram  a intervenção, com aplicação somente junto às crianças do gE, durante dois meses. Após esse  período, os grupos foram reavaliados e novamente observadas sua corporeidade, lateralidade, espacialidade e  temporalidade. Os resultados constataram que  as atividades psicomotoras vivenciadas com as crianças do  gE refletiram no desenvolvimento de  sua  personalidade, principalmente  no conhecimento das partes de  seu  corpo, o que significa evolução da sua  corporeidade. As crianças apresentaram  ainda  definição na  dominância  lateral dos seus membros superiores e inferiores, predominantemente  para  o lado direito. Com relação à  definição da  lateralidade ocular, demonstraram dominância  do olho diretor, algumas para  o  lado esquerdo e  outras para  o direito, havendo, portanto, maior incidência  de  lateralização  homogênea do que de cruzada. Com relação a espacialidade, as crianças revelaram um maior domínio sobre objetos circulantes e sobre seus próprios corpos, que sentem, pensam e agem. Quanto à  temporalidade, observou­se melhoria tanto do gE como do gC. Em relação a isso, acredita­se que as atividades corporais vivenciadas no cotidiano pelas crianças do gC, no que  se  refere  ao andar, correr, subir ou  descer, influenciaram nos resultados obtidos nessa  categoria. Por fim, conclui­se,  os resultados dessa  pesquisa  mostraram uma  melhor performance no desenvolvimento psicomotor das crianças do gE, após a  aplicação das atividades psicomotoras fundamentadas substancialmente  no movimento, no intelecto e  na  afetividade. Assim, recomenda­se este estudo como proposta para ser desenvolvida na escola  durante todo o ano letivo, em todos os períodos da Educação Infantil.

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