A Corporeidade do Cego: Novos Olhares

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2002 10/12/2002

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Resumo

Após alguns meses de con-vivência com pessoas cegas, alguns questionamentos sobre as relações dessas pessoas com o mundo começaram a surgir. Estas inquietações acabaram transformando-se em um problema que assumi como desafio para desvendar: Como o cego percebe o corpo e o mundo na inter-relação com o mundo dos videntes? Refletir o irrefletido, que permanece como componente fundamental do comportamento e das condutas do cego, numa atitude de compreender e desvelar a organização e a desorganização da existência humana, enfatizando o corpo do cego na relação consigo próprio, com o outro e com o mundo é o objeto e o tema das minhas reflexões. Esse estudo é de caráter bibliográfico em que, além das análises, reflexões e discussões com diversos autores da literatura específica de cada tema, há o diálogo constante com pessoas que apresentam deficiência visual. Desse modo o trabalho se apresenta da seguinte forma: Momento I - a partir da minha história de vida coloco-me de frente e à frente do fenômeno o qual busco compreender; Momento II – o corpo cego é visível! O corpo cego é vidente! São incitações para aprender e apreender as questões relativas à corporeidade do cego com base em alguns autores da fenomenologia, ressaltando sua essência, existência e presentidade na relação com o mundo; Momento III – conhecer a Teoria da Complexidade e acreditar que sou um serno- mundo aliciado por um conjunto de coisas, as quais revelam a minha existência e são compreensíveis e incompreensíveis ao mesmo tempo, despertam a necessidade de compreender a relação existente entre o corpo cego e o corpo vidente, na perspectiva da Teoria da Complexidade; Momento IV – a educação e a motricidade são os temas centrais desse momento, por serem áreas em que o corpo sempre estará presente na sua facticidade e na sua relação com o mundo, vivendo sua existencialidade e suas descobertas; Último Momento – os sentidos do ver e viver fazem trasncender em mim apreensões e sensações do ver e não ver com os olhos, mas ver e viver com o corpo, inseminando no meu ser e no meu viver o sabor e o prazer de continuar minha trajetória de vida percebendo os seres humanos de modo diferente de como eu os percebia antes.

Endereço: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000294998&opt=1

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