A Corporeidade na Escola Postural

Por: Adriane Vieira.

146 páginas. 1998 00/00/0000

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Resumo

A corporeidade na Escola Postura! foi o tema escolhido para esta dissertação, na qual discutimos conceitos e percepções da postura corporal. O Programa de Escola Postural implementado na pesquisa foi elaborado a partir: [1] dos pressupostos do Método de Cadeias Musculares e Articulares e dos da Técnica de Alexander, coerentes com a Abordagem Somática; [2] da estrutura de programa sugerida por Souza. A revisão bibliográfica apontou autores que se referem a duas maneiras distintas de compreender a corporeidade e, por conseguinte, de abordar a reeducação da postura corporal: uma, associada à visão cartesiana, que compreende o corpo como algo distinto da mente; a outra, associada ao pensamento de Merleau-Ponty, que compreende o ser humano como unidade existencial. A visão de unidade existencial do ser humano foi utilizada como marco teórico para desenvolver este estudo. As informações obtidas junto aos participantes durante a pesquisa (através de entrevistas semi-estruturadas, memoriais descritivos, notas de campo e avaliações das amplitudes de movimento e da postura ortostática) foram descritas e interpretadas da seguinte maneira: [1] correlacionando as concepções e percepções de postura dos participantes do Programa àquelas apresentadas por autores e às da própria pesquisadora como profissional da área da saúde; [2] comentando as percepções dos participantes acerca das vivências propostas no Programa e as suas atitudes posturais. Os participantes utilizaram-se de um discurso dualístico para definir suas percepções, mas, subjacente a esse discurso, podemos identificar que, em geral, eles perceberam uma funcionalidade única. O Programa de Escola Postural possibilitou-Ihes experenciar, pensar e agir diferentemente do habitual, servindo-Ihes de incentivo à reflexão. Eles relataram tanto melhoras nas atividades de vida diária e na mobilidade articular, quanto diminuição de tensões musculares e de sensações álgicas, indicando, assim, o favorecimento do bem-estar. A identificação dos participantes com diferentes atividades reforça a idéia de que a diversificação das vivências facilita ao aluno encontrar algum caminho para refletir a corporeidade e sentir-se melhor. Nas considerações finais, a partir de reflexões sobre a compreensão do corpo humano, são salientadas a responsabilidade que temos ao difundir idéias a respeito da corporeidade e a necessidade de estarmos conscientes dos postulados que utilizamos em nossa prática profissional.

Endereço: http://www.nuteses.temp.ufu.br/tde_busca/processaPesquisa.php?pesqExecutada=2&id=953&listaDetalhes%5B%5D=953&processar=Processar

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