A Dimensão Lúdica da Linguagem Corporal Infantil e Sua Relação com o Processo de Aprendizagem: Uma Reflexão a Partir das Práticas Escolares Percebidas nas Escolas da Rede Pública de Ensino no Município de Imperatriz-ma

Por: Amanda Ribeiro Miranda.

121 páginas. 2007 19/12/2007

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Resumo

O presente trabalho consiste em um estudo sobre a dimensão lúdica da linguagem corporal infantil e suas implicações junto ao processo de aprendizagem. Propõe uma análise acerca das práticas escolares percebidas nas escolas da rede pública de ensino no município de Imperatriz-MA, considerando seus determinantes sociais. Fundamentou-se essencialmente nas teorizações encontradas na área da educação e da educação física, sobretudo as que se propõem a uma investigação em torno da construção do conceito de corpo e da relação corpo/educação, na perspectiva da aprendizagem, tendo em vista uma abordagem histórica e cultural. Neste sentido buscou-se nas contribuições de Merleau-Ponty, na sua obra Fenomenologia da percepção, bem como de seus interlocutores, os aportes teóricos necessários ao desenvolvimento deste estudo. O trabalho mostra a constatação, a partir de observações, análise de fontes documentais e depoimentos dos sujeitos envolvidos na pesquisa, de que o processo de afirmação da dimensão lúdica da linguagem corporal, junto ao processo de aprendizagem encontra-se fragilizado diante das condições observadas e que tais condições revelaram-se desarticuladas, considerando um projeto pedagógico e social que compreenda o corpo enquanto síntese da totalidade humana e, portanto, elemento indispensável ao processo de formação do ser. Faz uma observação de como os fatores determinantes envolvem elementos como as condições do espaço físico e sua utilização, a formação docente, a realidade sócio-cultural dos sujeitos envolvidos, entre outros. Aponta, pela complexidade desse processo, bem como de seus determinantes, que há um impedimento histórico marcado pela negação do corpo no ambiente escolar e fundamentado na objetividade da racionalidade técnica, incorporada pela escola. Tal impedimento precisa ser refletido e superado, no sentido de avançar em direção a um processo qualitativamente melhor, que considere a possibilidade de desenvolvimento de elementos relacionados à sensibilidade humana, que possam implicar efetivamente no processo de resgate da subjetividade, enquanto possibilidade de superação da dicotomia corpo/mente. Consiste na constatação de que nas escolas observadas, tal movimento encontra-se longe de ser concretizado, haja vista que não só os professores, como o próprio sistema de ensino, não têm a compreensão necessária sobre a relevância desta discussão ao processo de aprendizagem, nem tão pouco se reconhecem como sujeitos protagonistas deste processo. Por fim, indica que as condições reveladas trazem sérias implicações ao processo de aprendizagem, considerando a possibilidade de uma educação integral, que tenha como referência a concepção de corpo-sujeito no processo educativo, em detrimento da concepção hegemônica de corpo-máquina

Endereço: http://www.tedebc.ufma.br/

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