A Educação Física EscoLar no Ensino FundAmental: Análise a Partir do Currículo Básico e das Diretrizes Curriculares da Rede Municipal de En Sino de Curitiba.

Por: Ana Paula Henklein.

2009 00/00/0000

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Resumo

Esta pesquisa tem como propósito discutir a Educação Física escolar proposta pela Prefeitura Municipal a partir de uma perspectiva teórica da Escola de Frankfurt. Para tanto desenvolveu-se uma investigação pautada pela análise documental do Currículo Básico (1997) e das Diretrizes Curriculares (2006), textos que balizaram o trabalho desenvolvido pela rede municipal de ensino de Curitiba nos últimos anos e tem como objeto a cultura corporal do movimento. Trata-se de duas abordagens diferenciadas de Educação Física. Enquanto o Currículo Básico (1997), pautado por um referencial predominantemente marxista, aponta para um ensino voltado para transformação da realidade em um projeto político e coletivo, evidencia-se nas Diretrizes 2006 uma Educação Física permeada por um aporte teórico diversificado que tem como objetivo formar o aluno nas mais variadas áreas do conhecimento. A partir da análise dos elementos que conformaram estas propostas na Prefeitura Municipal de Curitiba, buscou-se refletir acerca das possibilidades de uma Educação Física crítica em uma perspectiva frankfurtiana, estabelecendo-se um diálogo entre os documentos e alguns conceitos da Teoria Crítica, tais como: racionalidade instrumental, Indústria Cultural e semiformação, questões que se mostraram, no decorrer do estudo, imbricados à escola, ao currículo e às possibilidades de um ensino crítico. Nessa discussão, que evidentemente não se esgota, indica-se a possibilidade de se pensar uma educação crítica diante da razão instrumental que permeia a escola e sua organização pedagógica, apontando nesse sentido para a importância em se reconhecer o processo de adaptação em uma educação emancipadora; a importância de uma apropriação crítica frente aos programas curriculares, permeada por uma leitura dialética das orientações traçadas pelo currículo; a questão da autonomia no processo de emancipação; e, por fim, a necessidade de se combater a competitividade e a violência, princípios expressos nas aulas de Educação Física, que se configuram enquanto mecanismos geradores de barbárie, condição que impede uma educação para emancipação.

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