A Educação Fisica Escolar e os Estudos de Gênero na Produção Científica Brasileira.

Por: Verônica Werle.

III Congresso de Ciência do Desporto

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Introdução: Este estudo faz o levantamento da pesquisa sobre gênero na educação física, entre os anos de 2000 e 2008, em sete periódicos da área. Identifica e reflete sobre categorias que percorrem as publicações, verificando elementos propositivos em aspectos abordados. A predominância de pesquisas sobre diferenças de gênero e práticas sexistas no ambiente da educação física escolar definiu o recorte do presente trabalho.

Objetivo: O objetivo foi identificar e analisar progressos e lacunas nos estudos da temática.

Metodologia: Esta é uma pesquisa exploratório-descritiva, de caráter qualitativo. As fontes de informações são impressas e/ou on-line, e constituem 7 periódicos científicos definidos por um levantamento prévio na plataforma Qualis/Capes de todos os periódicos válidos para a área de educação física. A partir da leitura de cada artigo, foram destacadas as questões mais relevantes de cada texto que se relacionavam com o tema principal já descrito no resumo e/ou compreendido no texto. Após, foram identificadas e analisadas as unidades significativas de cada artigo. Resultado: Foram identificados e analisados 20 artigo correspondente a categoria Diferenças de gênero e práticas sexistas nas aulas de educação física escolar, onde agruparam-se as pesquisas envolvendo o ensino infantil, fundamental e médio e/ou a busca de possibilidades de mudanças pelas aulas co-educativas ou mistas. Também as pesquisas que, a partir de análises de gênero no esporte escolar, evidenciam a discriminação e apontam para o trato com ela, na perspectiva da alteridade e da superação das dicotomias de sexo/gênero, que não mencionam a co-educação. Na anális dos trabalhos que se articularam neste eixo, percebeu-se que a maioria trata de pesquisas exploratórias com predominância de utilização de questionários ou entrevistas. Também foi significativo o número de observações de campo em contextos escolares, mas apenas uma pesquisa-ação foi encontrada.

Conclusão: Como a observação tem sido um procedimento útil na análise de diferenças e relações na prática da educação física, pode-se dizer que cresce o apelo à desmistificação das diferenças em aulas mistas de educação física, nos discursos teóricos, mas ainda carece de intervenções práticas dos fundamentos co-educativos. A área carece também da pesquisa de gênero na educação infantil, pois apenas um trabalho tratou desse âmbito. Houve evidências de que os estudos de gênero ficaram no campo teórico, limitando-se a refletir e apontar possibilidades de ações práticas para as aulas de educação física escolar. Nas investigações dentro da escola sobre a coeducação mostrou-se que os/as professores/as preferem ministrar aulas separadas, justificando diminuir as possibilidades de conflitos em relação às questões das habilidades
físicas.

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