A Educação Para o Lazer em Aulas de Educação Física: Um Panorama do Cotidiano, Barreiras e Facilitadores

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147 páginas. 2014 28/03/2014

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Resumo

Esse trabalho se propõe a responder: De que forma ocorre a educação para o lazer e quais são suas barreiras e facilitadores no interior das aulas de Educação Física em escolas situadas no estado do Paraná? Pois com essa resposta poderemos dar visibilidade a práticas e situações de sucesso, de forma que outras realidades podem ter esse conhecimento como subsídio. E em outro viés, ao mostrar as dificuldades, fica mais fácil encontrarmos as soluções para tais problemas. Para tanto esta pesquisa, de cunho qualitativo descritivo, teve a seguinte metodologia: (1) Mapeamento dos sujeitos da pesquisa (professores que sejam ou tenham sido participantes efetivos do Grupo de Estudos e Pesquisa em Lazer Espaço e Cidade, vinculado ao Departamento de Educação Física da Universidade Federal do Paraná, dois alunos de cada professor e uma pessoa responsável pelo acompanhamento pedagógico que trabalhasse diretamente com o professor selecionado), (2) Entrevistas semiestruturadas com todos os participantes e (3) Análise das entrevistas à luz da técnica da análise de conteúdo proposta por Bardin (2009). Com este caminho conseguimos visualizar as seguintes respostas: O cotidiano da educação para o lazer se dá de diferentes formas entre estudantes do ensino infantil e séries iniciais do ensino fundamental, e estudantes das séries finais do ensino fundamental e ensino médio. Para aqueles a educação para o lazer se traduz em metodologias lúdicas, sem o tratamento com o fenômeno lazer diretamente. Já com estes, além das metodologias diferenciadas, há discussão direta desse fenômeno, com a inserção do termo “lazer”. Como barreiras da educação para o lazer encontramos: a falta de apoio de um ou mais setores da escola, o estigma negativo da área da Educação Física, a infraestrutura inadequada nas escolas e a resistência dos alunos com aulas “não-tradicionais”. Já dentre os facilitadores estão a formação inicial e continuada e as vivências pessoais dos professores, o reconhecimento dos alunos, além de, em alguns casos, o apoio da escola, a infraestrutura adequada. Pudemos concluir que mesmo com as barreiras encontradas os professores encontram maneiras de superação, sem, no entanto confrontá-las diretamente, são as brechas (CERTEAU, 2012). Uma brecha que encontramos em específico foi a formação inicial e continuada dos professores selecionados para a pesquisa, pois a partir dessa formação percebemos que os professores conseguem minimizar e em alguns momentos até mesmo superar as barreiras com relação a educação para o lazer encontradas no cotidiano da atuação docente.

Endereço: http://www.pgedf.ufpr.br/Dissertacoes.html

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