A Ergometria no Brasil. A Verdadeira História

Por: Valdir Pereira Aires.

Editora do Autor. 2015

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Sobre a Obra

Considerações do Autor

Meu interesse em resgatar a História da Ergometria no Brasil começou em novembro de 2008, quando na época, como presidente do DERC/BAHIA biênio 2008/2009, participei da criação do I Curso de Reciclagem em Ergometria, em Salvador/BA. Nesta ocasião, convidamos o Dr. Romeu Sérgio Meneghelo para proferir a Conferência de Abertura, intitulada: História da Ergometria no Brasil.

Em 2009, no preparo da segunda edição do Curso de Reciclagem em Ergometria, coube a mim a responsabilidade e incumbência de palestrar sobre a Ergometria na Bahia. Na preparação daquela palestra, não me limitei às pesquisas apenas no Estado da Bahia, optando por estender-me, de um modo mais amplo naquela captação de informações, com consequente aquisição de mais material, através de vários “derquianos” participantes ativos e obviamente incluídos nesta história.

Paralelamente a estas ações, fiz contato com representantes de todas as Sociedades Regionais da Sociedade Brasileira de Cardiologia, através de e-mails e telefonemas, solicitando informações sobre a existência ou não de atividades associativas, científicas e assistenciais na área de ergometria. Este resultado está apresentado no capítulo intitulado “Departamentos e Comitês de Ergometria nas Regionais da SBC”, no final deste livro.

Realizei então a minha primeira apresentação, no II Curso de Reciclagem em Ergometria, no Auditório do Hospital Aliança, em novembro de 2009, Salvador/BA. A coletânea de dados foi considerada como bastante interessante e fazendo-me crer que seria uma história que valeria a pena ser resgatada e contada.

Com entusiasmo, continuei fazendo pesquisas sobre o assunto, requisitando mais e mais informações, através de vários “derquianos” envolvidos em fatos e eventos, como também fazendo pesquisas diretas em Boletins, Jornais e Revistas do DERC, e inclusive pela internet.

Em 2010, por ocasião do XVII Congresso do DERC em Ouro Preto, Minas Gerais, eu tive o privilégio de ser convidado pelo Dr. Odilon Garíglio de Freitas, presidente daquele Congresso, para encerrá-lo, juntamente com o Dr. Romeu Sérgio Meneghelo, com uma conferência cujo título foi “História e Futuro do DERC”.

Daí em diante, continuei captando informações sobre eventos na área de Ergometria como simpósios, congressos, reabilitação cardíaca, medicina nuclear e cardiologia do esporte. Para isso, além de várias ações, tive que contar com a boa vontade das personagens que fizeram parte integrante dos respectivos eventos.

A intenção era bem clara: resgatar a história da Ergometria no Brasil e materializá-la em um livro. O prazer e o querer em transformar este intento em realidade fizeram-me um contador de histórias e, apesar do enfrentamento de dificuldades e vicissitudes, consegui coletar quantidade considerável de material.

Somando à coleta de dados até então conseguida, fui agraciado pelo Dr. Romeu Sérgio Meneghelo com uma preciosidade histórica guardada a “sete chaves”. A disponibilização deste material aconteceu no dia 24 de fevereiro de 2014, numa sala de reunião do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. Tratava-se do primeiro livro de Atas do GEER/DERC, que foi oficialmente aberto em 1984, época da homologação do Grupo de Estudos e, a partir daquela data, passou a receber os sucessivos registros de atas de todas as reuniões associativas, na fase ainda de Grupo de Estudos, seguindo o período de transição GEER/DERC e posteriormente, já como Departamento de Ergometria e Reabilitação Cardiovascular. Os registros naquele Livro de Atas foram efetuados até o ano de 1998.

O acesso a essas últimas informações foi considerado por mim como a “cereja do bolo”, que veio ratificar a veracidade de muitos fatos, que há muito eu estava correndo atrás. Em minha mente pairava uma constante preocupação em registrar as notícias com um rigoroso controle cronológico, casando exatos registros numerais de cada evento, local onde os mesmos aconteceram, personagens envolvidas e datas correspondentes.

Na feitura deste livro, foi obedecida, em regra, uma cronologia de fatos, com início em 1960, no que diz respeito ao período do Brasil. A variabilidade entre uma riqueza de descri- ção de acontecimentos, em alguns capítulos, e a escassez de notícias em outros, decorreu de várias circunstâncias, dentre elas, da presença de documentos disponíveis, associado à boa vontade das personagens envolvidas em fornecê-los, quando requisitados por mim. Da mesma forma, em se falando de escassez, justifica-se pela real não existência e/ou da não disponibilização dos documentos correspondentes aos fatos específicos, assim gerando consequentes gaps nesta história.

A inserção nesta obra daquilo que intitulo de “Produção Científica” foi resultado da boa vontade e disponibilização dos autores. Contatos foram feitos a vários “derquianos”, informando a respeito da importância de me enviarem trabalhos científicos publicados em qualquer época, na área da ergometria, reabilitação cardíaca, medicina nuclear e cardiologia do esporte, afim de que pudéssemos sucintamente inseri-los em uma posição cronológica, obedecendo à época da publicação. Sabemos que existem produções científicas muito importantes que, infelizmente, não nos foram disponibilizadas para o propósito. Lamentamos por isso.

Finalmente, expresso todo o meu apreço e agradecimento a todos aqueles que colaboraram na realização desta história, cuja lista se encontra em Colaboradores.

Quero deixar registrado que o idealizador inicial de escrever a História da Ergometria no Brasil foi o Dr. Romeu Sérgio Meneghelo, que ao tomar conhecimento da minha vontade em registrar esta história em um livro, me apoiou, incentivou e disponibilizou o material em seu poder.

Conhecimento é um bem que não se mensura. Espero estar contribuindo para enriquecer os conhecimentos de todos que chegarem a ler esta importante história.

Eu sou baiano de uma cidade do interior, na Chapada Diamantina Meridional, de nome Macaúbas, nome este alusivo a uma palmeira muito abundante na época da fundação e hoje já extinta. Pela Escola Bahiana de Medicina me graduei, em 1972. Sou Especialista em Cardiologia, Ecocardiografia e Ergometria. Sócio da SBC desde 1975 e já possuidor do status de sócio remido, e em plena atuação na medicina de consultório.

Sinto-me realizado por ter elaborado esta obra que fará parte do acervo histórico da Cardiologia Brasileira.

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