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Resumo

João Batista Freire, 41 anos, é um crítico profundo do tratamento que a escola dá às crianças e às disciplinas com que trabalha, escorado em uma qualidade essencial: a paciência histórica. A mesma que, em 1971, o levou a trabalhar no Centro de Treinamento, em São Bernardo do Campo, com mais de duas mil crianças faveladas. Era a forma possível, naquele momento, segundo ele, de "derrotar a ditadura militar". Para isso, era preciso esquecer a vida pessoal e dedicar-se totalmente ao trabalho, que incluia até ensinar crianças a escovar dentes. Segundo Freire, foi o melhor trabalho de sua vida - experiência que está sendo transformada em um livro. Formado pela Faculdade de Educação Física de Santo André, há 16 anos, Freire trabalhou na Universidade de São Paulo, na Universidade Federal da Paraíba e hoje, apaixonado pelo estudo da motricidade, participa da montagem do laboratório de pesquisas em motricidade humana na Universidade de Campinas (Unicamp). Ao mesmo tempo, coordena o setor de esportes da Prefeitura de Campinas. Voz mansa e serena, recebeu a "Revista da Fundação de Esportes e Turismo", para falar de repressão, de autoritarismo, do uso de drogas no meio esportivo e da necessidade de uma ciência esportiva que contribua concretamente no dia-a-dia dos cidadãos.

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