A Escola nos Anos 90: Abordagem Formal ou Não-formal?

Por: Solange L. Ferreira.

I Congresso internacional de Educação Física de Países de Língua Portuguesa

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Resumo

O modo de vida atualmente, torna o lazer imprescindível, principalmente no sentido das atividades físicas, as quais devem ser "parte integrante de todo o sistema educacional" (UNESCO, 1964). Uma evolução notável nos últimos anos, em muitos países, é a inf ra-estrutura material das escolas - reservadas em princípio à educação formal - cada vez mais funcionando como centros para muitos tipos de atividades não-formais (UNESCO, 1976). Esta situação abre uma interessante perspectiva para a prática permanente da Educação Física. Dentro deste enfoque, atividades consideradas não formais estão acontecendo cada vez mais em ambientes formais (BRASIL, MEC, 1982) comoa escola, o que motivou estudar-se um destes eventos (FERREIRA, 1986). Uma das iniciativas que funcionou durante muitos anos no município do Rio de Janeiro, em suas escolas, foi o PROGRAMA DE FÉRIAS. Este programa hoje desativado, preconizava uma prática diferente daquela existente na escola, o que se tornou a razão deste estudo. Objetivou-se, com este trabalho, analisar e identificar as abordagens metodológicas na orientação das atividades físicas no referido Programa (BRASIL.MEC, 1979). Foram aplicados três instrumentos: o Sistema de Análise de Ensino de Underwood (AIESEP, 1978); uma ficha de observação para complementar as situações não apresentadas no correr das atividades e análise de conteúdo (BARDI N, 1977) do Documento oficial do programa (BRASIL, MEC, op. cit.). Uma das conclusões do estudo foi que o Programa de Férias não apresentou nenhuma abordagem metodológica diferente das usadas nos sistemas formais de educação. Entretanto alguns indicadores, como o maior tempo de trabalho dos alunos sem interrupção, parecem confirmar a possibilidade do uso da experiência em sistemas não-formais, em situações da Educação Física escolar. Dentro do corpo do trabalho, ficou evidenciado na revisão da literatura e na discussão dos resultados, a grande utilidade da infra-estru-tura escolar no desenvolvimento de programas de atividades não-formais. Argui-se neste trabalho que, em países do Terceiro Mundo como o Brasil, a escola nos anos 90 poderia ser transformada num espaço de lazer capaz de atender aos vários segmentos da comunidade, além de cumprir a sua função tradicional de escolarização. Por outro lado, a Educação Física escolar poderia vir a se beneficiar de ideias já postas em prática na educação não-formal, ainda que experiências como a do Programa de Férias não tenha demonstrado muita diferença nas abordagens metodológicas.

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