A Estimulação da Inteligência Corporal Cinestésica no Contexto da Educação Física Escolar

Por: Carmem Elisa Henn Brandl e .

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

O presente trabalho tem como linha orientadora a Teoria das Inteligências
Múltiplas de Howard Gardner. Esse autor foi um dos responsáveis pelo
alargamento do conceito de inteligência. No desenvolvimento desta teoria, o
autor se aprofundou nos estudos da organização cerebral a partir de achados
da psicologia e da neurociência, e estabeleceu a multiplicidade da inteligência,
diferenciando-as em oito potenciais, entre eles o corporal-cinestésico. O
reconhecimento do movimento como uma manifestação de inteligência, abre
possibilidades de novas pesquisas e intervenções na Educação Física. Realizouse um estudo com o objetivo de verificar quais intervenções pedagógicas
contribuem para estimulação das inteligências. Os conhecimentos produzidos
na Psicologia e na Pedagogia referentes ao processo de ensino-aprendizagem,
especialmente àqueles relacionados aos princípios interacionistas, expressados
na proposta Construtivista, indicou pontos importantes para as práticas
pedagógicas. Nessa perspectiva, o ensino por situações-problema caracterizase como profícuos para estimulação das inteligências. Através de uma pesquisa
de campo, com abordagem qualitativa, fez-se uma análise das aulas de Educação
Física das 5as série das Escolas Públicas, para verificar se as atividades
desenvolvidas propiciaram situações-problema. Utilizou-se da técnica de
observação sistemática, seguida da descrição, redução e interpretação das
informações coletadas. Os resultados apontaram três categorias: 26,09% das
atividades não apresentaram situações-problema; 47% das atividades
apresentaram naturalmente situações-problema; e, 26,09% das atividades
apresentaram situações-problema elaboradas pelos professores. Pôde-se
concluir que, embora as atividades estiveram permeadas por situações-problema,
esses não foram suficientes para estimular novas aprendizagens e, sim, apenas
reforçar o que muitos alunos já conheciam. Percebeu-se, então, que, além de
proporcionar situações-problema, há necessidade de os professores estarem
constantemente atentos ao comportamento dos alunos para interferir no tempo
e espaço adequados. A pesquisa demonstrou que a intervenção dos professores
foi deficitária, não garantindo assim a estimulação da Inteligência Corporal
Cinestésica.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/71_Anais_349.pdf

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