A Experiência Sensorial Intervindo na Memória Corporal em Idosos no Município de João Pessoa/pb

Por: José Maurício de Figueiredo Júnior.

III Congresso de Ciência do Desporto

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O envelhecimento populacional é notório em todo mundo, sendo amplamente divulgado através de várias pesquisas e estudos realizados, principalmente nas últimas décadas. Diante desse contexto, destacamos a importância da atenção voltada a idosos em grupos de convivência que, através de suas ações, promovem a autodeterminação, a autonomia, melhora do senso de humor e a socialização de seus participantes, pois funcionam como rede de apoio reafirmando a identidade pessoal de cada sujeito, encorajando novas amizades e favorecendo a ocupação do tempo em prol de si mesmo, contrapondo-se ao processo de perdas que comumente é associado ao envelhecimento. Nesse sentido, é desenvolvido no Departamento de Educação Física da Universidade Federal da Paraíba o projeto "Expressividade e Sensorialidade do Idoso: novos parâmetros de saúde", que tem como público alvo idosos, no qual atua devolvendo ao corpo do idoso, sua função de lugar fundamental de prazer, por meio das experiências de reeducação sensorial e reflexões do vivido. Objetivo: Objetivou-se apontar os resultados acerca das vivências ocorridas no projeto através da expressão da memória corporal estimulada pelos sentidos. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa participante, qualitativa, referente a seis meses de intervenção, centralizada nas experiências dos sentidos através de ações motoras não performáticas, mas que ofertam prazer/descontração e capacidade de comunicação. A amostra foi composta por 18 idosos (17 feminino e 1 masculino) na faixa etária entre 61 e 85 anos de idade.Os dados foram colhidos a partir do balanço de saber proposto pela equipe ESCOL e do círculo de cultura desenvolvido por Paulo Freire. A análise ocorreu pela técnica de análise de discurso baseando-se na teoria metodológica da corporeidade e educação biocêntrica. Resultados: A partir dos relatos mnemônicos, trazidos pelas vivências sensoriais, podemos destacar que as vivências do olfato e paladar produziram memórias mais primitivas (lembranças da mãe, da infância, de comidas). O sentido do tato despertou a memória corporal do acolhimento, do cuidado, da necessidade de amar e ser amado. As percepções auditivas foram a que mais produziram emoções, saudades de momentos da vida e de pessoas da rede familiar. Nas vivências com a visão emergiram sentimentos de acolhida, valores da bondade e solidariedade, porém foi o sentido que menos remeteu a memórias passadas, e quando fez, esteve relacionada à roupa. É o olhar do outro que este sentido desperta. Desde criança desejamos um olhar bondoso, que nos aceite e nos admire. Conclusão: Essas vivências sensoriais produziram uma unidade no grupo, os vínculos se tornaram cada vez mais fortes. Os momentos de reunião do grupo passaram a ser definidos como algo de primeira importância. A partir das vivências sensoriais os vínculos sociais foram estabelecidos não só entre os membros do grupo, mas com ampliação da rede social, pois a participação deles na comunidade passou a ser mais efetiva.

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