A Ginástica na Escola e na Formação de Professores

Por: Roseane Soares Almeida.

213 páginas. 2005 00/00/0000

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Resumo

A tese compõe a produção científica do Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia. Insere-se na linha "Educação Física, Esporte e Lazer", Grupo de Pesquisa LEPEL/FACED/UFBA. Parte da crítica ao trabalho, em geral, e sua expressão no trabalho pedagógico, em especial, no trato com o conhecimento da ginástica na escola pública e no curso de formação de professores de educação física. Objetivou propor elementos teórico-metodológicos, para enfrentar a contradição da exclusão/inclusão de tal conhecimento na escola. A base teórica da investigação é a relação "trabalho - educação", que permitiu verificar e discutir com que argumentos científicos, pedagógicos e técnicos, ou seja, com que base teórico metodológica a ginástica está presente nos currículos escolares e na formação de professores, ao longo da história. Os dados coletados nos estudos exploratórios e através de observações participantes e análise de documentos demonstraram que o trato com o conhecimento da ginástica na formação de professores e na escola pública está submetido à lógica de organização do processo de trabalho, em geral, em especial, o trabalho pedagógico próprio da escola capitalista. Perguntamos-nos sobre as possibilidades de essência e as referências teóricometodológicas para alterar a organização do trabalho pedagógico e o trato com o conhecimento da ginástica na escola pública e na formação de professores. Das constatações e revisões bibliográficas levantamos hipóteses que se articulam entre si. A primeira nos diz que, ao longo da história, de acordo com as necessidades da organização do trabalho em geral e das necessidades do projeto histórico hegemônico, a ginástica foi sendo incluída/excluída dos currículos, com base em argumentos científicos, pedagógicos e técnicos, contribuindo para a socialização do conhecimento à classe trabalhadora no contexto da escola pública. Outra hipótese é de que a exclusão atual do conhecimento da ginástica da escola pública e sua inconsistência na formação de professores respondem a demanda colocada para além da escola relacionada à forma como se dá a relação trabalho-capital na atualidade. Outra hipótese é que existem possibilidades de essência para alterar a organização do trabalho pedagógico e o trato com o conhecimento da ginástica, referenciadas em uma perspectiva de uma educação emancipatória e em um projeto histórico superador das atuais relações trabalho-capital, o que exige objetivação, ainda não presentes na escola pública e na formação de professores. A tese que defendemos a partir da teoria explicativa das relações trabalho educação e dos dados empíricos coletados, é que existem possibilidades de essência para alterar a organização do trabalho pedagógico e a lógica do trato com o conhecimento da ginástica, mas terão que ser construídas as condições objetivas inexistentes na escola capitalista como a unidade metodológica, ou unidade no ensino, a consideração do trabalho socialmente útil como princípio educativo e o projeto histórico socialista como referência para uma educação emancipatória. O estudo evidenciou que as mudanças de estruturas objetivas do modo de produção capitalista passam por estratégias efetivas e ações subjetivas em todos os âmbitos da vida humana, inclusive no trato com o conhecimento da ginástica na escola pública e na formação de professores.

Endereço: https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/11926

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