A Influência do Basquetebol na Qualidade de Vida de Crianças e Jovens: Uma Análise Sócio Educativa

Por: Clara Maria Silvestre Monteiro de Freitas e Joseane Jardim de Almeida.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Esta pesquisa teve como cenário um projeto social, que objetiva contribuir para
uma melhor qualidade de vida das crianças e jovens participantes, ressaltando a
prática do esporte como forma de educação, desenvolvimento e socialização do ser
humano. Esta investigação de cunho descritivo qualitativo de campo foi realizada
no Projeto Santo Amaro, da Escola Superior de Educação Física-UPE, Recife. Como
procedimento de coleta de dados foi utilizado um questionário e a técnica aplicada
foi a entrevista estruturada realizada com 47 alunos de camadas populares, que
praticam basquetebol, na faixa etária de 8 a 16 anos, de ambos os gêneros. O roteiro
das entrevistas possibilitou a elaboração de um esquema analítico de tabulação,
classificação e categorização das variáveis qualitativas. Após a realização do processo
analítico foi possível inferir que (50%), dos sujeitos demonstraram necessidades de
um lugar para o lazer e atividade física. E (20 %) desejam ser um atleta de alto nível.
O ponto de partida para essa concretização esta referida na faixa etária, onde os
sonhos na busca de prestigio perante a sociedade por um lado, e por outro, pelo
elevado nível salarial. E apenas (10%) gostariam de competir na escola. Este discurso
é lógico, pois todos os alunos estudam em escolas públicas sem condições de oferecer
uma atividade física orientada pela ausência de equipamentos e instalações adequadas.
Em relação ao gosto pelo basquete (50%) retratou como meio de despertar
companheirismo, solidariedade, cooperação, transformando em momentos
prazerosos de convívio. (80%) confirmou que gosta da beleza do espetáculo, servindo
de motivos para deixar a rua e passar para a quadra. Com (20%) ficou para os que se
sentem mais ou menos com vontade de ir a todas as aulas, pois afirmaram que têm
preguiça de saírem de seus cômodos ou mesmo de deixar de brincar na rua. Foi
realçado que (40%) conseguiu adquirir mais amigos. E, (20%) confirmaram as
variáveis: ter mais facilidade para fazer amizades e tornar-se mais alegre e comunicativo.
E com (18%) foram realçados o relacionar-se melhor com a família, sem dúvida o
primeiro e o mais importante agente de socialização. Esta análise, portanto conduziu
a compreensão das categorias: civilidade, solidariedade, sociabilidade enquanto redes
que nascem espontaneamente das relações que cada indivíduo mantém com os
outros. E ainda foi validado ser o esporte um mecanismo de retirar as crianças e
jovens da marginalidade.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/78_Anais_p447.pdf

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