A Influência do Enxágue Bucal de Mentol nas Variáveis Psicofisiológicas e no Desempenho de Praticantes de Corrida de Rua em Diferentes Faixas de Temperatura

Por: Alexandre Vilaça.

2019 28/06/2019

Send to Kindle


Resumo

Uma alta temperatura ambiente possui efeito deletério sobre o desempenho atlético, principalmente na realização de exercícios prolongados. Várias estratégias têm sido estudadas no intuito de atenuar o declínio no desempenho, entre eles a utilização do mentol. Contudo, as evidências sobre os efeitos do mentol sobre o desempenho em diferentes temperaturas ainda são escassas. O objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos do enxágue bucal de mentol sobre o desempenho e aspectos psicofisiológicos durante um teste contrarrelógio de 10 km em diferentes faixas de temperatura. Neste sentido, oito homens saudáveis (34 ± 4 anos; 173,0 ± 0,05 cm; 72,0 ± 7,5 kg; VO2max 64,5 ± 5,5 ml/kg/min percentual de gordura corporal 12,0 ± 4,1%) realizaram um ensaio de familiarização e sete ensaios experimentais, três na temperatura de 22°C (CON, PLA, MEN), dois na temperatura 28°C (PLA, MEN) e dois na temperatura de 34°C (PLA, MEN). A temperatura e o tipo de tratamento (PLA, MEN, CON) foram escolhidos randomicamente. Todas as medidas psicofisiológicas (sensação térmica, conforto térmico, percepção subjetiva de esforço e resposta afetiva) foram obtidas a cada km completado. Não foi encontrada diferença significativa no tempo final de teste entre os tratamentos CON (42,4 ± 1,53 min), PLA (43,3 ± 0,9 min), MEN (42,7 ± 2,4 min) na temperatura de 22°C. Nas temperaturas de 28°C e 34°C, também não foi observada diferença estatística no tempo final de prova, apesar da média final de corrida ter sido 54s (28°C) e 36s (34°C) menor na utilização do MEN. Todas as medidas psicofisiológicas se alteraram em relação ao tempo de corrida, porém o MEN não foi capaz de modular nenhuma dessas medidas. O estudo não demonstra melhora de desempenho atribuído à aplicação do enxágue bucal de mentol durante um teste contrarrelógio de 10 km em esteira rolante nas diferentes temperaturas testadas. Desse modo, permanece incerto se alterações nos processos psicofisiológicos são capazes de aumentar o desempenho em ambientes quentes.

Citação: VILAÇA, Alexandre. A influência do enxágue bucal de mentol nas variáveis psicofisiológicas e no desempenho de praticantes de corrida de rua em diferentes faixas de temperatura. 2019. 70f. Dissertação (Mestrado em Educação Física) - Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba, 2019

Endereço: http://bdtd.uftm.edu.br/handle/tede/877

Comentários


:-)





© 1996-2020 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.