A Influência do Método de Avaliação na Quantificação da Percepção Subjetiva de Dor Após Dano Muscular Induzido Por Uma Corrida em Declive

Por: Benedito Sérgio Denadai, C. C. Greco, J. P. Leopardi, L. C. R. Lima, N. M. Bassan, P. C. Guizelini e R. A. C. Caritá.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

A dor muscular de início tardio, medida pela percepção subjetiva de dor (PSD), é um dos marcadores indiretos mais utilizados na identificação e quantificação do dano muscular induzido pelo exercício. Esse sintoma se manifesta quando ocorre uma resposta inflamatória a microlesões no tecido muscular induzidas por atividades de caráter predominantemente excêntrico. Embora muito utilizado em estudos que investigam o dano muscular induzido pelo exercício, há uma pletora de protocolos para a avaliação da PSD. O objetivo do presente estudo foi investigar diferenças entre três dos mais utilizados protocolos de avaliação da PSD identificando se há diferenças na cinética da manifestação da dor muscular e na intensidade da mesma. Onze voluntários adultos do sexo masculino, fisicamente ativos, participaram do estudo (idade: 22,5 ± 3,1 anos; massa: 80,8 ± 12,7 kg; estatura: 174 ± 7 cm). Todos realizaram uma CrD (-15%) de 30 minutos de duração a 70% da velocidade do consumo máximo de oxigênio (9,6 ± 1 km.h-1). Marcadores indiretos de dano muscular, como pico de torque isométrico (PTI) dos extensores do joelho e circunferência da coxa (CIR), foram coletados antes, imediatamente depois e nos 4 dias subsequentes à CrD, assim como a PSD, em três diferentes testes: palpação, sentar-e-levantar e step. Alterações temporais nos valores de PTI e CIR foram identificadas por meio de ANOVAs one-way sendo que, quando identificados efeitos significantes do tempo, foram aplicados post hocs de Tukey. Diferenças entre os valores de PSD nos diferentes testes e ao longo do tempo foram investigadas por meio de ANOVAs twoway com post hoc de Tukey. O nível de significância adotado foi de p > 0,05. Foi identificado efeito significante de tempo (p = 0,003; F = 4) para PTI, com reduções significantes imediatamente e 24 horas após a CrD, mas não para CIR. Também foi identificado efeito significante de tempo (p = 0,001; F = 8,2) para PSD, com aumentos 24, 48 e 72 horas após a CrD. Não foram identificados efeito significante do teste nem interação teste vs tempo para a PSD. Os resultados obtidos nos permitem concluir que, independente do teste utilizado, há um aumento significante da PSD ao longo do tempo após uma sessão de indução de dano muscular. Entretanto, o tipo de protocolo de avaliação da PSD parece não influenciar na cinética da manifestação desse marcador, nem na intensidade dele. Futuros estudos devem investigar se diferentes métodos de indução de dano muscular (i.e., CrD, contrações isocinéticas excêntricas máximas, saltos múltiplos) levam a respostas específicas ao método de avaliação da PSD.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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