A Introdução do Esporte (moderno) em Maranhão

Por: Delzuite Dantas Brito Vaz e .
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~~INTRODUÇÃO

O que é o esporte? Esporte é um fenômeno ou forma de manifestação de nossa vida cotidiana sobre a qual se discute muito, mas que é mal interpretado. A palavra provém do verbo latino 'deportare', distrair-se, e logo se substantivou em francês e inglês na forma 'desport' ou 'sport', o que significa diversão" ( HAAG, 1981, p. 91).
 Apoiando-se neste conceito, o lúdico aparece como sua  característica básica, visto que o termo tinha, então, a conotação de prazer, divertimento, descanso. E, apesar das diversas nuances que o esporte assumiu ao longo de nosso século, as pessoas continuam fieis ao seu sentido original, na medida em que o esporte será sempre um jogo, antes de qualquer coisa. (OLIVEIRA, 1983, p. 75).
Analisando-se as alterações havidas na terminologia desportiva, após constatar que a antiga ginástica já não faz parte da área do esporte, pergunta-se "o que houve? uma simples alteração terminológica?".  Conclui-se, como DIEM (1977), que:
"... mais do que isso, pois os conceitos básicos mudaram. Eles mudam de conformidade com os padrões individuais e sociais de cada época e a nova terminologia geralmente reflete a mudança de pensar do homem ... “A 'ginástica', no sentido clássico da palavra (como instrumento para o equilíbrio interno e externo do homem), constitui a forma mais primitiva da atividade desportiva e é nesse sentido geral que Guts Muths emprega o termo em sua obra metodológica 'Gymnastik fur die Jugend', publicada em 1793. Em  princípio do século XIX introduziu-se na área géo-linguistica alemã, com os trabalhos de F.L. Jahn, a versão germânica do termo 'ginástica' (Turnen), atividade física definida como forma de 'educação cívica através de exercícios físicos polivalentes'." (p. 11-12).

Firmou-se, então, o conceito de ginástica como sendo atividade física: "... era a ginástica racional e científica, considerada agora como elemento da Educação Física, expressão cunhada em fins do século XVIII." (OLIVEIRA, 1983). Essa artificialidade começou a ser combatida quando K. Gaulhofer e M. Streicher sugeriram uma nova denominação para designar a atividade desportiva tipicamente escolar: "a educação física natural" (DIEM, 1977).

OLIVEIRA (1983) esclarece que

" ...  a ginástica artificial utiliza-se exclusivamente de exercícios analíticos, aqueles que, pela fixação deliberada de alguns segmentos do corpo, localizam o trabalho muscular e articular pretendido. O exercício natural, por sua vez, implica a movimentação do corpo entendido como uma totalidade." (p. 64) .

Como a confusão perdurava, STREICHER então declara todo o seu descontentamento:

"Oficializem o termo que quiserem - 'esporte', 'ginástica', ou 'educação física'- contanto que o termo escolhido denote uma atividade material. Importante é lembrar que a Educação Física efetivamente só existe quando se baseia no princípio do desempenho (Lei do Esporte), no princípio da educação físico-ética-social (Lei da Preparação Física) e no princípio da forma (Lei da Ginástica)". (citada por DIEM, 1977, p. 12).

Difundiu-se, então, o termo "esporte" com o significado de "qualquer modalidade de exercício físico" (DIEM, 1977). Hoje, compreendemos por esporte, em geral, uma

" atividade motriz espontânea originada em um impulso lúdico, que aspira a um rendimento mensurável, e a uma competição normalizada" (HAAG, 1981, p. 95).

PILATTI (2002) apresenta-nos algumas características dos esportes modernos ao discutir o pensamento de ALLEN GUTTMANN   (From ritual to record):

- Secularismo -  culturas primitivas raramente tinham uma palavra para definir o esporte em nosso senso; originalmente todos os jogos tiveram caráter de cultismo e foram jogados de forma cerimonial (posição de Culin, S; e Diem, C.):
“... ao definir o esporte como uma competição física sem fins utilitários – ao contrário da posição assumida por Diem, na qual os jogos e as competições tinham simplesmente um caráter religioso natural e um fim utilitário – cria-se a idéia de que os povos primitivos não tiveram esportes”. (p. 65)

Outro equívoco é a tendência de se considerar os esportes gregos como antecessores dos esportes modernos. Nos jogos gregos, o caráter religioso nunca ficou em dúvida. Já os romanos não tinham nem competições, nem festivais tributados para os “deuses”, eles se exercitavam para manter a forma física e para participar de seus eventos. Os esportes gregos eram considerados efeminados pelos romanos. Para os romanos, esportes eram brigas, corridas de bigas e coisas do gênero (p. 66).

Entre os séculos XVII e XIX, o esporte passou a ser visto com suspeição por lideranças religiosas:

Sua prática foi situada pela Igreja Católica, principalmente, na esfera do profano. Hoje, no entendimento de Guttmann, o esporte é um fenômeno secular. A ligação entre o secular e o sagrado foi quabrada; entre o real e o transcendental também. O tempo do esporte não é mais um tempo ritual”. (PILATTI, 2002, P. 66-67).

- Igualdade de oportunidades de participação –os esportes atuais assumem as igualdades, condições não encontrada nos povos primitivos, pois o caráter das práticas desses povos era mais religioso que qualquer outra coisa. Os gregos, em suas práticas, atribuíam os mesmos direitos a todos os participantes, porém homens e meninos eram separados pela maturidade sexual, havendo oficiais e uma certa condição igual de participação. Por sua vez, os romanos, mesmo aceitando tal igualdade, não a colocavam em prática no seu evento maior, as lutas de gladiadores nos circos. Na atualidade, o esporte tem uma noção de igualdade muito superior à proporcionada pelos gregos, pois essa igualdade é conformada pela regras e pelas transformações sofridas por elas no curso da história (p. 67):

“A noção de regras amadoras deriva de noções medievais, tendo em seu interior um vagaroso caminho trilhado na direção da igualdade de oportunidades. Nesse curso, essa noção representou inclusive um instrumento de luta de classes ... As regras esportivas acompanharam o processo de civilidade da humanidade. Os escritos de Norbert Elias são bastante profícuos para descortinar essa face do esporte...””. (PILATTI, 2002, p. 68).

- Especialização – Os gregos foram os primeiros a adequar as aptidões às suas práticas esportivas, característica também presente nos esportes romanos, diferentemente dos esportes pós-modernos. Os jogos medievais caracterizavam-se pela não seleção de habilidades e por regras indefinidas e/ou pouco claras. Guttmann aponta três características nos “jogos populares” medievais e pré-modernos:

“Estes jogos eram relativamente semelhantes em três aspectos: (1) elementos do que depois se tornaram jogos altamente especializados como rúgbi, futebol, hóquei, luta livre e pólo eram contidos freqüentemente em um único jogo; (2) havia pequena divisão de trabalho entre os jogadores; e (3) nenhuma tentativa foi feita para esboçar uma distinção forte e rápida entre jogar e assistir”. (GUTTMANN, 1978, p. 38, citado por PILATTI, 2002, p. 70).
 
 De acordo com Pilatti, o esporte moderno é exatamente o oposto, aparecendo como dentre suas características, a especialização de funções e a divisão do trabalho; também a organização dos eventos se modificou (modernizou-se), transformando-se em megaespetáculos. Essas transformações, impostas pela especialização, geraram o profissionalismo, ou seja, transformaram o tempo de trabalho do atletas em um tempo de especialização (p. 70).

- Racionalização: regras, sempre existiram, mesmo entre os povos primitivos; o que mudou foi a natureza dessas regras, deixando de ser “instruções divinas” para se transformarem em artefato cultural, especialmente daquelas ligadas às performances humanas, expressas no treinamento esportivo. A performance espetacular’ tornou-se uma espécie de fim único (Pilatti, 2002, p. 71).

- Burocratização: todas as transformações ocorridas advêm de um aparato burocrático (p. 71), pois é a instituição burocrática que passou a administrar o desenvolvimento dos esportes, conferindo-lhes um sentido moderno e, na época presente, passou a transforma esses esportes em produtos adequados à mídia, controlando-o. A primeira modalidade esportiva a construir o mencionado aparato burocrático, numa concepção moderna, foi o críquete, ainda em 1787.

“A configuração do processo pode ser percebida, entre outras características, na universalização das regras, na elaboração de estratégias de desenvolvimento mundial implantadas pelas organizações gestoras, no controle de recordes, na produção de espetáculos, tudo dentro de uma visão administrativa racionalmente moderna.” (PILATTI, 2002, p. 72) 

- Quantificação,  e Recordes. No resgate feito por Guttmann (Pilatti, 2002, p. 72-73), a quantificação dos esportes pode ser simbolizada pela invenção do cronômetro, ocorrido em 1730. Toda performance atlética tornou-se mensurável. A busca de recordes, por sua vez, é a única característica, entre todos o elenco de características levantadas, que se encontra presente somente nos esportes modernos. Mesmo existindo nos esportes anteriores uma tendência à comparação, efetivamente a busca de recordes nunca existiu (p. 72).


 
A CAPOEIRA

MARTINS (1989) aceita a capoeira como o primeiro “esporte” praticado em Maranhão, tendo encontrado referência à sua prática com cunho competitivo por volta de 1877. Considera que tenha sido praticada antes, trazida pelos escravos bandu-angoleses. Fugitivos, os negros a utilizavam como meio de defesa, exercitando-se na prática da capoeira  para apurarem a forma física, ganhando agilidade.
Conhecida no sul de Angola pelo nome de "n'golo", no norte recebia a denominação de "busula", sendo muito difundida em Luanda, passando de um cerimonial mágico-religioso, a uma forma de defesa. Impedido de portar armas, só restava ao escravo fugitivo adestra-se na prática do ritual, para escapar das agressões do branco, e à captura - e buscar a liberdade.
Domingos VIEIRA FILHO (1971), ao traçar a história da Rua dos Apicuns dá-nos notícias de ser local freqüentado por "bandos de escravos em algazarra infernal que perturbava o sossego público", os quais, ao abrigo dos arvoredos, reproduziam certos folguedos típicos de sua terra natural:
"A esse respeito em 1855 (sic) um morador das imediações do Apicum da Quinta reclamava pelas colunas do 'Eco do Norte"  contra a folgança dos negros que, dizia, 'ali fazem certas brincadeiras ao costume de suas nações, concorrendo igualmente para semelhante fim todos pretos que podem escapar ao serviço doméstico de seus senhores, de maneira tal que com este entretenimento faltam ao seu dever...' (ed. de 6 de junho de 1835, S. Luís." (VIEIRA FILHO, 1971, p. 36).

O famoso Canto-Pequeno, situado na rua Afonso Pena, esquina com José Augusto Correia, era local preferido dos negros de canga ou de ganho em dias de semana, com suas rodilhas caprichosamente feitas, falastrões e ruidosos. VIEIRA FILHO (1971) afirma que ali, alguns domingos antes do carnaval costumava um magote de pretos se reunir em atordoada medonha, a ponto de, em 1863, um assinante do "Publicador Maranhense"  reclamar a atenção das autoridades para esse fato.
O público tomou conhecimento de um acontecimento esportivo a 10 de janeiro de 1877, através do Diário do Maranhão:
"JOGO DA CAPOEIRA
"Tem sido visto, por noites sucessivas, um grupo que, no canto escuro da rua das Hortas sair para o largo da cadeia, se entretém em experiências de força, quem melhor dá cabeçada, e de mais fortes músculos, acompanhando sua inocente brincadeira de vozarios e bonitos nomes que o tornam recomendável à ação dos encarregados do cumprimento da disposição legal, que proíbe o incômodo dos moradores e transeuntes". (MARTINS, 1989, p. 179) 

Em Turiaçú, no ano de 1884, é proclamada uma Lei – de no. 1.341, de 17 de maio   – em que constava:
“Artigo 42 – é proibido o brinquedo denominado Jogo Capoeira ou Carioca . Multa de 5$000 aos contraventores e se reincidente o dobro e 4 dias de prisão”. (CÓDIGO DE POSTURAS DE TURIAÇU, Lei 1342, de 17 de maio de 1884. Arquivo Público do Maranhão, vol. 1884-85, p. 124). (Grifos nossos)

A capoeira foi duramente reprimida quando da Proclamação da República, pois no Código Penal Brasileiro - Decreto no. 487, de 11 de outubro de 1890, em seu capítulo XII, artigo 402, era tratado da ação dos 'vadios' e 'capoeiras.

REMO
Embora tenhamos chegado ao "novecento", ainda estávamos, nos seus 14 primeiros anos, vivendo o longo século XIX (HOBSBAWM, 2000)... Os  "sportsmen" maranhenses tentam implantar mais uma modalidade esportiva - desta vez, voltaram-se para o remo, e a utilização dos rios Anil e Bacanga. Nesse ano, 1900, é criado o "Clube de Regatas Maranhense", instalado na rua do Sol, 36. MANOEL MOREIRA NINA, foi seu primeiro presidente:
"CLUB DE REGATAS MARANHENSE
"Director Presidente - Manoel G. Moreira Nina; Vice Director Presidente - Jorge Brown; Director Secretário - José Carneiro Freitas; Director Thesoureiro - Benedicto J. Sena Lima Pereira; Director Gerente - Alexandre C. Moreira Nina; Supplentes: 1º - Manoel A. Barros; 2º - Othon Chateau; 3º José F. Moreira de Souza; 4º - Antônio José Silva; 5º - Almir Pinheiro Neves; Commissão d'Estatutos: Dr. Alcides Pereira; Eduardo de A. Mello; Manoel Azevedo; Arthur Barboza Pinto; João Pedro Cruz Ribeiro". (REGENERAÇÃO, 21 de fevereiro de 1900).

O grupo de idealizadores, tendo à frente o seu fundador, Alexandre Collares Moreira Nina, realiza uma reunião de assembléia geral, para decidir o futuro do novel clube:
"CLUB DE REGATAS MARANHENSE
"São convidados todos os Srs. Sócios do Club de Regatas Maranhense, a comparecerem às 7 horas da noite de 28 do corrente no prédio da rua do Sol n. 36, afim de serem tomadas medidas de urgente necessidade.
“Caso compareçam um número limitado de sócios, serão, com os que estiverem presentes, tomadas as medidas aludidas.
"Maranhão, 26 de fevereiro de 1900
"O fundador
"Alexandre Collares Moreira Nina"
(REGENERAÇÃO, 27 de fevereiro de 1900).

Essa iniciativa também foi efêmera. Os primeiros passos foram dados, para colocar as coisas no rumo certo, mas faltaram recursos para aquisição das embarcações apropriadas e também faltou apoio do comércio e das autoridades constituídas.
A 13 de setembro de 1908 - oito anos mais tarde - voltou-se a falar na implantação do remo, chegando a ser organizada uma competição, envolvendo duas equipes que guarneciam os escaleres "Pery" e "Continental".
Vamos encontrar, mais uma vez, os irmãos Santos envolvidos em uma prática esportiva - Nhozinho - como era mais conhecido JOAQUIM MOREIRA ALVES DOS SANTOS - como timoneiro,  e Maneco - Manoel Alves dos Santos  - como voga; A. Lima (sota-voga); B. Azevedo (sota-proa); e A. Vasconcelos (proa), na "Pery".
A largada deu-se onde é a ponto do São Francisco, com chegada na rampa do Palácio, sendo vitoriosa a baleeira "Continental", que tinha no timão, F. Oliveira; como voga, J. M. Sousa; voga, J. Sardinha; sota, Maneco Sardinha; e na proa, Raimundo Vaz.
Essas atividades, realizadas no rio Anil, começam a se tornar hábito das manhãs de Domingo e feriados, contando com uma boa afluência de público.
Nas comemorações do 28 de julho do ano de 1909, houve outra prova, tomando parte da mesma militares do 24º BC e da Marinha, sendo utilizado barco a dois remos. A elite maranhense fez-se presente tomando parte ativa, pois atuaram como árbitros da competição: os coronéis Albino Noronha e Carlos, os doutores João Alves dos Santos, Antônio Lobo, Domingos Barbosa, Viana Vaz foram os juizes de chagada; na partida, funcionaram Braulino Lago, capitão-tenente Rogério Siqueira, Dr. Armando Delmare, João José de Sousa, Francisco Coelho de Aguiar e o Dr. José Barreto; como juizes de raia estavam o comandante João Bonifácio, Charles Clissot, Agnelo Nilo e Antônio José Tavares; sendo o diretor de regatas, o tenente Haroldo Reis.
A saída deu-se na Rampa do Palácio, tomando parte nos diversos páreos os escaleres: o do comércio, tinha como patrão Antônio da Silva Rabelo; a "Fogo", contava com o mestre João Tibúrcio Mendonça; a "Espírito Santo", tinha como mestre Manoel Joaquim Lopes; "Remedinhos", com Hermenegildo A. de Oliveira; "Alfândega", Bernardo de Serra Martins; "Oriental", João Romão Santos; "São José", Raimundo Alves dos Santos; "Flor da Barra", de Carlos Moraes; participaram ainda, a "João Lisboa"; a "Gonçalves Dias", a "São Luís"; "Nero"; "28 de Julho"; "Correio"; e "Bequimão".  O trecho entre a Rampa do Palácio e a Praça Gonçalves Dias estava todo tomado por um grande público.
  A partir daí, quase todos os anos, no dia 28 de julho, essas competições faziam parte das festividades. Mesmo assim, as regatas foram se arrastando em São Luís, com os abnegados, aqui e ali, aproveitando uma comemoração para realizar uma prova no rio Anil. O "Clube de Regatas Maranhense" chegou a ser fundado novamente, muito embora as condições do rio apresentassem as ideais, pois não oferecia segurança. O mar, em determinadas épocas, ficava muito agitado, temendo-se que uma virada ou o desequilíbrio de um tripulante pudesse vir a ser fatal, dada a freqüência dos tubarões ...
Mesmo com esses contratempos, foram promovidas algumas competições, sempre no rio Anil, como a de 1916, que tinha como objetivo implantar, definitivamente, o remo, inclusive com a criação de uma "Liga do Remo". (MARTINS, 1989, p. 217)
Deve-se notar que, de acordo com DEJARD MARTINS, no período de 1910 a 1915, o esporte no Maranhão entrou em crise, voltando a ser revivido a partir desse ano, graças ao empenho do cônsul inglês em São Luís, Sr. Charles Clissot.
Os amantes do "esporte do muque", como eram conhecidos, adquiria - no Pará, onde o remo estava plenamente consolidado - duas baleeiras apropriadas, batizadas de "Jacy" e "Alcion". Devidamente equipadas, eram guarnecidas por empregados do comércio, que se apresentavam bem adestrados no seu manejo.
No dia 26 de março de 1916, as duas embarcações fizeram-se ao mar, realizando um "passeio". A "Jacy" - equipe branca - tinha como guarnição J. Nava (timoneiro); Júlio Galas e A. Martins (vogas); A. Santos e Nestor Madureira (sota-vogas); Humberto Jansen e A. Cunha (sota-provas); e S. Silva e J. Travassos (proas); já a "Alcion" - trajes azuis -, contava com Humberto Fonseca (timoneiro); A. Paiva e Avelino Farias (vogas); e A. Rosa e M. Borges, como proas.
As competições realizavam-se isoladamente, no rio Anil, e não se sabe porque, a "Liga do Remo" não se estruturou. Nas manhãs de Domingo, as embarcações realizavam passeios, mais como recreação de que como numa disputa, não obstante os esforços do capitão Melo Fernandes, dos vogas Barão Mota, Agostinho e Manoel Tavares, dos sota-proas Acir Marques e Haroldo Ayres, dos proas Joaquim Carvalho e Francisco Viana e do "crock" Maneco Fernandes (MARTINS, 1989, p. 218).
Na Escola de Aprendizes de Marinheiros o remo também era praticado, dispondo de uma guarnição que treinava diariamente. Contava com os vogas Cantuária e Fulgêncio Pinto; como sota-vogas, com Almeida e Abreu; na proa, Belo e Matos; sota-proas, Zinho e Oliveira e o patrão era Fritz.
Para MARTINS (1989), o ano de 1917 enchia-se de esperança para os praticantes dos esportes. No Maranhão, dizia-se, dois esportes marcariam presença definitiva para ficar: o remo e o futebol:
"Apesar da guerra, das crises financeiras, do alto custo de vida, etc., a mocidade só pensava no futuro, olhos fixos no dia de amanhã, e, por isso, preparava-se fisicamente. Pensar diferente era ir de encontro à lógica dos fatos que se nos apresentavam diariamente, onde se viam rapazes, que eram incapazes de levantar, como dizia o adágio popular, um gato pelo rabo. Era inadmissível  e errônea a educação do espírito sem a educação dos músculos, como dizia Müller. De tudo o homem devia saber. Um organismo raquítico nada valia. Era o importante para suportar uma moléstia, comentavam os críticos. Pregava-se o exercício do remo, porque esse esporte era de uma real utilidade.
"Esperava-se para breve que, na capital do Maranhão, pudéssemos nos rejubilar da existência de um bom futebol e que o remo se tornasse um esporte definitivo, com prática assídua". (p. 218).

Os esforços foram em vão. Era mais uma modalidade esportiva que fenecia por falta de oxigênio ...
De 1927 a 1929, promoveram-se alguns festivais, no rio Anil, sempre com receios de ataques de tubarões, que subiam para desfrutar dos dejetos despejados pelo Matadouro Modelo.
Em 28 de julho de 1828, promoveu-se uma regata, em homenagem ao comandante Magalhães de Almeida, tendo a frente os "sportmen" Antônio Lopes da Cunha - segundo MARTINS (1989), sempre envolvido com as coisas do esporte -, Cláudio Serra, Hermínio Belo, Benedito Silva e Gentil Silva. As embarcações não eram apropriadas, usando-se botes de quatro remos para a distância de 500 metros, embarcações de pesca à vela e outras de qualquer espécie, desde que não superiores a dez palmos de boca, embarcações com motores de popa ou internos, lanchas à  gasolina, etc.
De acordo com MARTINS (1989), as embarcações tinham os mais variados nomes: "Maranhão", comandada pelo patrão Justo Rodrigues; "Sampaio Corrêa", com Gino Pinheiro, como patrão; o bote "São José", com Horácio dos Santos como patrão. A firma Marcelino Almeida & Cia - proprietária do "Loyde Maranhense"-, colocou os vapores "São Pedro" e "São Paulo" à disposição dos convidados especiais. Para as comissões, foram cedidos os rebocadores "Mero", "Loyd", e "Satélite", gentileza da "Booth Line Co.", do "Loyd Brasileiro" e de "Santos Seabra & Cia".
Naturalmente que o homenageado - Magalhães de Almeida - foi o presidente do Júri de Honra, que contou ainda com as presenças de Dr. Pires Sexto, do comandante Martins, do coronel Zenóbio da Costa, Dr., Jaime Tavares, Major Luso Torres, Dr. Basílio Franco de Sá, Dr. Constâncio de Carvalho e João de Mendonça. A "comissão de chegada" era composta por Clóvis Dutra, Agnaldo Machado da Costa, Dr. Horácio Jordão, Dr. Waldemar Brito, e Sr. Edmundo Fernandes; a "comissão de partida e raia", contava com Cláudio Serra, Hermínio Belo, Melo Fernandes e Américo Pinto; o cronista, Gentil Serra e o Diretor técnico da Regata, Arnaldo Moreira. Os dois primeiros páreos homenagearam o coronel Zenóbio da Costa, comandante da Força Pública do Estado, a Associação Maranhense de Esportes Atléticos - AMEA -, NA PESSOA DO DR. Waldemar Brito; o terceiro, foi em homenagem ao aniversariante do dia, o comandante Magalhães de Almeida, então governador do Maranhão; o quarto, foi em homenagem ao Capitão dos Portos, comandante Moreira Martins, com o quinto, sendo homenageado o Prefeito de São Luís, Dr. Jaime Tavares e, finalmente, no sexto páreo, o homenageado foi o major Luso Torres, comandante do 24º BC. (MARTINS, 1989, p. 220).
  Dado ao êxito da manhã esportiva, cogitou-se na criação do "Clube de Regatas Atenas", que teve como incorporadores e fundadores, os esportistas Sílvio Fonseca, José Simão da Costa, Euclides Silva, Herculano Almeida, Carlos Aragão, Dário Gusmão, Anísio Costa, Murilo Viana, Francisco Lisboa, e José Teixeira Rego. Para começar, iria se adquirir uma iole a quatro remos, medindo 11 metros de comprimento - a primeira no gênero a singrar águas maranhenses -; esperava-se que outras fosse "financiadas"... Chegaram a ser realizados treinamentos no Anil, com sucesso, devido ao comportamento da iole.

CICLISMO
Ainda nesse ano de 1900, outra modalidade começa a ganhar força em Maranhão: a 02 de setembro, eram* iniciadas as atividades da "União Velocipédica Maranhense", com seu velódromo instalado no Tívoli - Bairro dos Remédios, no local onde era o Colégio de São Luís, até pouco tempo -. O ciclismo, que se iniciava em São Luís, era, além de lazer:
"...um esplêndido exercícios na educação dos músculos; a ginástica e a esgrimagem, um meio excepcional para desenvolver todo o corpo de forma racional e completa. Tudo isso era muito importante, e até era um princípio filosófico, porque ensejaria a formação do um corpo bem desenvolvido, proporcional e harmonioso.
"Para isso, antes de dedicar-se a qualquer gênero de esporte, dever-se-ia procurar educar e desenvolver, por meio de um método de ginástica racional, de um prepara preliminar metódico, os músculos, de cuja rapidez, pujança, resistência e rigidez, um bom atleta não podia prescindir...". (MARTINS, 1989, p. 229-30).

Dada à grande aceitação do público, os seus idealizadores tiveram que proceder novos melhoramentos para maior conforto dos freqüentadores do velódromo. Assim, a 25 de novembro, apresentava-se dotado de excelentes arquibancadas de madeira de lei; a pista, melhorada, bem como todas as dependências, sendo instalados restaurante, bar, local para a troca de roupas.
Para entrar no Velódromo, era necessário adquirir ingresso, com os preços variando de um 1$000 (gerais) a 2$000 (arquibancadas).
Tudo à altura das exigências para a prática do esporte, pois a sociedade marcava presença, para assistir às acirradas disputas dos "bons de pedal".  As provas eram realizadas nas distâncias de 800, 1000, 2000, 3000, e até 4000 metros, com os participantes usando pseudônimos, como "Hamlet", "Guarani", "Netuno", Júpiter", "Lilás", "Apolo", "Pimpão", "Rivil", "Velmington", "Ribamar", etc. Os mais renomados nomes  do nosso meio social, os jovens do comércio e da indústria, compareciam ao Tívoli, com alguns tomando parte na formação da diretoria; outros, como árbitros: de partida, de chegada, de confirmação, de registro, diretor de corrida, árbitros de raia. Identificavam-se com as competições, Luís Ory, Luís Pereira Santos, José Ribeiro de Farias, José Antônio R. Júnior, Joaquim Maria Serra Martins, Eduardo Sales, e o médico Manoel Vieira.
A freqüência feminina era enorme - e incentivada, pois não pagavam ingresso - e dava um toque todo especial de requintada beleza.
Como não poderia deixar de ser, lá estava Nhozinho Santos - como era conhecido Joaquim Moreira Alves dos Santos. De acordo com MARTINS (1985, p. 231-32), a participação desse ilustre maranhense amante dos esportes, esteve envolvido na introdução de quase todas as modalidades em nosso estado. Pela primeira vez, depara-se com seu nome envolvido, já, com esporte. Assim, na disputa do dia 19 de dezembro de 1900, no Tívoli, Nhozinho serviu de "Diretor de Corridas", juntamente com outros nomes de destaque, como José Francisco de Sá e Manoel José Vinhaes.
Para MARTINS (1989),
"Lamentavelmente já se haviam tornado um hábito, no Maranhão, esses rompantes de fim melancólico. No começo, muito entusiasmo, vamos!, vamos! Depois a coisa degringolava e  tudo ia por água abaixo. E não foi diferente no caso do Velódromo. Extinguiu-se a União Velocipédica Maranhense, que teve assim, pouca duração. Tentaram-se outras promoções, mas elas tinham deixado de reunir o grande público, como nos áureos tempos. Quando 1901 desabrochou, já encontrou nosso velódromo agonizante...". (p. 232).

Passada essa primeira fase e o apego à difusão do "esporte do pedal", a bicicleta, deixou de ser utilizada para a competição, tornando-se uma forma de lazer, pois possuir uma 'máquina" era tarefa afeita às pessoas de boa situação econômica (MARTINS, 1989).
Em 1929, eclodiu novo movimento renovador de uso da bicicleta em competição, sob a responsabilidade dos esportistas Zairi Moreira, Carlos Cunha e Menandro Gonçalves, com a criação do "Velo Club". Chegaram a promover alguns treinamentos, inscreveram associados, e promoveu algumas provas isoladas, como a corrida de sete de setembro de 1929, como parte das comemorações da Independência.
 A corrida foi do Largo do Carmo à Vila Maranhão, com passagem pela Vila do Anil, uma grande distância em que, além da velocidade, reclamava muita resistência dos concorrentes: Joaquim  Leonor, Manoel Santos Castro, Raimundo Raposo, Henrique Gago,  Manoel Marçal, Joaquim Sousa e Lázaro Jorge. Os árbitros - Passos Filho e Arnaldo Moreira - acompanharam toda a corrida de automóvel.
 De acordo com MARTINS, só se voltou a tomar conhecimento do uso da bicicleta como esporte de competição, com o Ciclo Moto Clube de São Luís;  Zairi Moreira estava, outra vez, envolvido ...

BILHAR
Embora MARTINS (1989) refira-se que o jogo do bilhar tenha sido introduzido em 1902, por Lino Moreira em seu Bar Richie, Dunshee de ABRANCHES (1941), lembra em suas memórias que o "Velho Figueiredo, o decano dos fígaros de São Luís" (p. 155), mantinha em sua barbearia - a princípio na rua Formosa e depois mudada para o Largo do Carmo - um bilhar, onde se reuniam os "meninos do Liceu" depois das aulas (p. 157).
Para VIEIRA FILHO (1971), desde 1836 havia um bilhar funcionando junto ao Largo do Carmo, conforme informa o autor da "Breve história das ruas e praças de São Luís". Por essa época, os moradores se recolhiam cedo, pois a cidade mal iluminada e sem vigilância noturna, não oferecia a menor margem de segurança, de sorte que o toque de recolher às nove, era quase desnecessário: "apenas na botica do padre Tezinho, no largo do Carmo, onde havia um bilhar francês, restavam alguns cavaquistas renitentes.”(VIEIRA FILHO, 1971, p. 16) .
A botica do Padre Tezinho de há muito funcionava em São Luís. Garcia de ABRANCHES (1980) anunciava, em 1826,  que os números anteriores de "O Censor" poderiam ser adquiridos naquele estabelecimento. (O CENSOR MARANHENSE, no. 10, sábbado, 25 de fevereiro de 1826).
DUNSHE DE ABRANCHES (1931) em seu festejado “a Setembrada”,   refere-se à Botica desse Padre, relatando as reunião que ocorriam - como era de hábito - à porta desse estabelecimento, como a ocorrida na noite de 6 de setembro de 1822.
Ainda nesse ano de 1822, Eleutério Varela, um dos proprietários do Teatro União – fundado em 1817 -  (hoje, Arthur Azevedo) mandava publicar, na sessão de avisos:
“Quem quizer arrendar a Salla do Theatro da Silva Lopes Varella co-proprietário do mesmo desta cidade, com hum bilhar, e seus pertences, fale com Eleutherio Theatro”. (O CONCILIADOR,  22 de junho de 1822).

É o Censor - Garcia de Abranches - que relata  a existência de um outro bilhar, quando de um passeio por São Luís do Maranhão, ao retornar do exílio a que fora submetido:
“Depois de examinar outros edifícios novos e bem formados, também de puças, que aquella praça goarnecem; voltei pela praia grande, e quaze o fundo da calçada divizei noutra rua sobre o lado esquerdo huma formoza caza de cantaria fina com uma larga baranda na frente em mea lua ao gosto da Corte, que me dissero ser de Faustino Antônio da Rocha, e que havia ganhado o jogo aquelle chão a hum herdeiro lá das Perguiças, o que  eu não pude crer; e que ainda conservava hum bilhar e hum botequim de que elle se não desprezava, por não ser tolo, e que também era puça, e que não uzava de vara e covado por pertencer á classe de liquidos...". (O CENSOR MARANHENSE, no. 2, sábbado, 5 de fevereiro de 1825, p. 29).

No ano de 1836, é publicado aviso n’ ”O Investigador Maranhense “em que era colocado à venda “um bilhar novo com todos os seus pertences”; os interessados deveriam se dirigir à “esta Typographia que se dirá quem vende”. (O INVESTIGADOR MARANHENSE, no. 24, Sexta-feira, 29 de abril de 1836, p. 96). Em julho, na edição do dia 15, (n. 115, p. 180), é publicado novo aviso.
Dunshee de ABRANCHES (1941), em suas memórias, lembra que o "Velho Figueiredo, o decano dos fígaros de São Luís" (p. 155), mantinha em sua barbearia um bilhar. Este estabelecimento funcionava, a princípio, na rua Formosa e depois foi mudada para o Largo do Carmo, onde:
"ahí que se reuniam os meninos do Lyceo depois das aulas, e, às vezes,  achavam refúgio quando a polícia os expulsava do pátio do Convento do Carmo por motivos de vaias dadas aos presidentes da Província e outras autoridades civis e militares. Essas vaias era quasi diárias...". (p. 157).

Em dezembro de 1904, era fundado, em São Luís, o Clube Euterpe Maranhense, funcionando, a princípio no Palacete que pertenceu ao Comendador Leite - pai de Benedito Leite -, na rua Formosa - onde por muitos anos funcionou a redação de "O Imparcial". Seu objetivo era "derreter o gelo", quebrar a monotonia então dominante na cidade, proporcionar um centro onde a sociedade pudesse reunir-se numa grande família (MARTINS, 1989).
 Idealizado por um grupo de jovens de nossa melhor sociedade, tinha como dirigente máximo Paulino Lopes de Sousa, contando, ainda, com a participação de Altino Quarto de Mourão Rego (sic), Orfila Machado Cavalcanti, Pedro Leão Viana e Joaquim Alves Júnior (MARTINS, 1989, p. 241). Promoviam-se festas dançantes, conferências, debates, com os membros do chamado "Clube dos Novos" utilizando-se de seus salões para  apresentarem suas idéias.
Como esporte, jogava-se o bilhar, pois o clube dispunha de um magnífico salão de recreação, com os apetrechos adquiridos na França. Realizavam-se torneios, que monopolizavam a juventude, destacando-se os irmãos Artur e Adolfo Paraíso, João Neves.
 O "Café Richie" se constituiu em outro centro de difusão do bilhar, o que justifica a existência de "bons de taco" nos clubes depois fundados. Localizado no Largo do Carmo esquina com o Beco da Pacotilha, Lino Moreira, seu proprietário - cunhado do governador Newton de Barros Belo - promovia reuniões de caráter esportivo, sempre com início às 18 horas, estendendo-se até às 22:
"CAFÉ RICHIE
"é quem possue melhores qualidades de bebidas vindas diretamente da Europa. Neste café existem três bilhares, onde se podem a vontade gosar boas partidas. Aviam-se com presteza todos os pedidos e prima pelo asseio.
"Largo do Carmo". (JORNAL DO COMMÉRCIO, Sexta-feira, 1º de janeiro de 1907, p. 3)

Faziam-se apostas, valendo caixas de cerveja, de charutos, licores, e outros prêmios, destinados a motivar as jornadas. Bilhar e chope - predominava o da "Cervejaria Maranhense", de  firma Chaves, Cristino e Cia, ao preço de 200 réis o copo - identificavam-se com as  apostas.  Não era permitida a presença de menores:
"Havia dois preços para o tempo do bilhar: 1$000 (um mil réis) a hora, nos turnos diurnos e 1$400 (um mil e quatrocentos réis) nos turnos noturnos. Eram assíduos freqüentadores: T. Matos, João Vital de Matos, Adolfo e Artur Paraíso, J. C. Fernandes, Costa ferreira, Manoel Barros, Fran Pacheco, e N. Jansen e outros apreciadores do bilhar.
"Em 1915,quando o futebol maranhense mergulhou em série crise, quase paralisando de vez, o bilhar ganhou um grande impulso." (MARTINS, 1989, p. 243)   

Foi Lino Moreira quem idealizou o "tempo de graça" - quem perdia ficava na obrigação de pagar o tempo de jogo.

O TÊNIS
Dunshe de Abranches, referindo-se ao seu tio, Frederico Magno de Abranches – o Fidalgote – em seu festejado romance histórico “A Setembrada” (movimento revolucionário ocorrido em 1831), relembra que
“ ... os dois namorados [Frederico e Maricota Portinho] tiveram assim, momentos felizes de liberdade e de alegria, fazendo longos passeios pelos bosques, em companhia de Milhama, ou passando horas inteiras a jogar a péla de que o Fidalgote era perfeito campeão”. (grifos meus).

Cabe lembrar que Antonio Francisco Gomes, em 1852, propunha além da ginástica, os exercícios de natação, esgrima, dança, jogo de malha e jogo da pella   para ambos os sexos.
Dejard MARTINS (1989) em seu "Esporte - um mergulho no tempo" registra que o nascimento das atividades esportivas em Maranhão se dá pelas mãos de JOAQUIM MOREIRA ALVES DOS SANTOS - Nhozinho Santos - e do clube esportivo e social fundado na Fábrica "Santa Izabel", o FABRIL ATHLETIC CLUB - FAC -  para a prática do "foot-ball association"  . Também foram praticados o Tênis, o Cricket, o Crockt, o Tiro, e o Atletismo:
"A direção do Fabril Athletic Club avisa aos seus sócios que ainda não tiraram convite, que os procurem hoje, até 10 horas da noite, na sede do mesmo club". (O MARANHÃO, Quinta feira, 24 de outubro de 1907).

           Nhozinho Santos, ao regressar da Inglaterra, em 1905 - onde fora estudar para técnico em indústria textil, na cidade de Liverpool -, tornara-se um ardoso praticante do "foot ball", e não se esquece de trazer em sua bagagem  os apetrechos necessários à prática desse esporte: chuteiras, apitos, bolas, etc. Mas não se praticava só o "foot ball".  Também jogava-se o tênis, todos os dias, depois das quatro da tarde, sendo construída uma quadra regulamentar e "lá os amantes dessa prática deleitavam-se nesse elegante esporte".
Dentre os amantes do tênis, vamos encontrar Aluísio Azevedo. Apesar de suas andanças pelo mundo – por essa época já havia abraçado a carreira diplomática -, vamos encontrá-lo, em 1907, na sua querida São Luís, participando do grupo de Nhosinho Santos, quando da inauguração do Fabril Athletic Clube.
Muito embora seu biógrafo o dê como tendo assumido seu posto em Nápoles no mês de março de 1907 (MÉRIAN, 1988: 618), vamos encontrá-lo participando da partida inaugural do futebol no Maranhão, em 27 de outubro de 1907. Seu "team", o "Red & White" - formado por João Alves dos Santos; Izidoro Aguiar, Alcindo Oliveira; Afonso Guilhon, José Ramos Bastos, Antero Novaes, Ernesto Dobler, Carlos Neves, Manoel Alves dos Santos e Antero Serejo -, ganhou por 2 x 0, do "Black & White", ambos, equipes internas do Fabril Athletic Club (MARTINS, 1989)
           Aluísio não praticava só o "foot-ball association" , certamente aprendido durante sua estada na Inglaterra, onde permaneceu de 1904 a março de 1907. Nesse mesmo mês, estava em São Luís, e o encontramos participando de uma partida de "law-tennes", defendendo as cores do "Red & White".
Ainda no ano de 1907, o Euterpe passou a difundir outras atividades esportivas, como o "tiro ao alvo", tênis, o tênis de mesa (ping-pong), etc. Em 31 de dezembro de 1910, o Euterpe fechou as portas, com seus antigos associados fundando, em seguida - 1911 - o Casino Maranhense, que continuou com a promoção de festas dançantes, palestras e as competições de  bilhar e do tênis de mesa (ping-pong).
Quando este clube encerra suas atividades, em 1910, em seu lugar nasce o Casino Maranhense (1911), que passa a oferecer as mesmas atividades esportivas, dentre elas, o Tênis, praticado, provavelmente, na “quadra dos Inglêses”, conforme lembra Cláudio Vaz dos Santos -  o Cláudio Alemão – nascido na Rua Montanha Russa, em 1935; lembra que, quando garoto e começa a praticar esportes, num campo existente na hoje Av. Beira-Mar, refere-se à “quadra de tênis dos Ingleses”, em entrevista ao autor sobre a vida do Prof. Dimas:
“L - Só uma informação: aquele campo foi construído por volta de 1915, por Gentil Silva quando fundou o 11 Maranhenses, na época, na Beira – Mar
C – Essa eu não acompanhei, ali era uma matagal que tinha a quadra de Tênis dos Ingleses....
L – Foi o Luso Torres, que era o prefeito de São Luís daquela época que deu terreno paea construção de um campo de futebol ...
C – Com essa aí eu vou melhorar os meus conhecimentos... é que eu nasci na Montanha Russa, eu nasci naquela casa na rua Newton Prado 22 ( vinte e dois) eu e meu irmão nascemos ali.”. (VAZ DOS SANTOS, Cláudio. Entrevista).


ESGRIMA
Martins (1989) ao comentar o início do Ciclismo em Maranhão, nos idos de 1900, refere-se a outras atividades física-esportivas que se praticavam:
"...um esplêndido exercícios na educação dos músculos; a ginástica e a esgrimagem, um meio excepcional para desenvolver todo o corpo de forma racional e completa. Tudo isso era muito importante, e até era um princípio filosófico, porque ensejaria a formação do um corpo bem desenvolvido, proporcional e harmonioso....". (MARTINS, 1989, p. 229-30).

Encontramos, em 1841, um aviso publicado por Manoel Dias de Pena, que se propunha a
“... encinar com toda a prefeição o jogo de espada, e assim roga a todos os Snrs. que quizerem aprender esta Arte, tão útil a mocidade, se dirija a esta Typographia que se dirá aonde mora o annunciante”. (JORNAL MARANHENSE, n. 48, Sexta-feira, 31 de dezembro de 1841). (Grifos nossos).

e mais adiante, nessa mesma edição,
“Vendas – Antonio Joaquim d’Araújo Guimarães & Sobrinhos tem para vender .... espadas com copos dourados ...”. JORNAL MARANHENSE, n. 48, Sexta-feira, 31 de dezembro de 1841). (Grifos nossos).

Quando Nhozinho Santos, em 1907, funda um “club sportivo” nos terrenos da sua Fábrica Santa Isabel – o Fabril Athetic Club -, introduz várias atividades esportivas. Nos festivais esportivos realizados aos domingos, havia a presença de crianças e jovens estudantes que, do exemplo dos mais velhos, vinham a participar dessas matinées. Assim, no dia 26 de dezembro daquele ano, é registrada uma partida de futebol entre alunos da Escola de Aprendizes Marinheiros, como parte de sua preparação física. O futebol, além de outras modalidades e atividades, principiava a se utilizado como prática de educação física nas escolas:
"Aprendizes Marinheiros:
"Hontem, às 4 horas da tarde, os aprendizes marinheiros, fizeram exercícios de 'foot-ball' na arena do Fabril Athletic Club e um assalto simulado de florete, sob a direção do respectivo instructor da Escola.
"Os alumnos revelaram-se disciplinados e agiram com muito garbo e desembaraço.
"Domingo próximo, às 5 horas da manhã, haverá novo exercício no mesmo local". (O MARANHÃO, 26 de dezembro de 1907). (Grifos meus)

A participação de estudantes - da Escola de Aprendizes Marinheiros - e de crianças - filhos dos sócios -, dos diversos clubes constituídos, não só para a prática do "foot-ball association", caso do Fabril e do Maranhense, e mais tarde, do Onze Maranhense, era comum, nas jornadas que se seguiam. Dentre essas práticas, a esgrima estava sempre presente, com a participação dos Aprendizes Marinheiros :
"Fabril Club
"Esteve brilhante a partida realizada hontem. Além de inúmeras famílias e cavalheiros, compareceram à festa a Escola de Aprendizes Marinheiros, que sob o comando de seu hábil instructor Sr. David Santos realisou exercícios de fogo e esgrima de baioneta.
"Foi este o esplendido programa cumprido à risca:
"Os jogos realisados foram os seguintes:
"1.- Corrida com ovos em colheres pelos sócios J. Mário, J. Moon, A. Vieira, J. Shipton, sendo vencedor A. Vieira.
"2.- Corrida para enfiar agulhas executadas por C. Neves, J. Mário, A. Santos e A. Azevedo, sendo vencedor C. Neves e seguido por J. Mário.
"3.- Exercício de fogo, bayoneta e esgrima pela Escola de Aprendizes Marinheiros.
"4.- Crors Cutrey (cross-country) - corrida pedestre com obstáculos por J. Mário, J. Moon, C. Neves, A. Vieira, A. Novaes, J. Shipton, J. Bastos, M. Neves, sendo vencedor J. Mário, seguido muito de perto J. Moon em terceiro logar A. Novaes, C. Neves.
"5.- Match de Foot-Ball infantil havendo resultado negativo, por se acharem organizados os teams com força igual. Tomaram parte as seguintes creanças: team Bladi & Whate: Fausto Seabra, José Seabra, Frederico Perdigão, José Lopes, Celso C. Rodrigues, Sylvio Rego, Ruy C. Rodrigues, Antônio Rego, Antônio Santos, José M. Lobo, Lúcio Bauerfeldt.
"Team Red & White: João Peixoto, Braulio Seabra, Luiz Santos, Pedro Paulo R. Araújo, Ivar C. Rodrigues, Acyr Marques, Carlos Perdigão, Gastão Vieira, Justo M. Pereira, Celso Pereira, José Vieira. Servio de Refere M. Shipton". (O MARANHÃO, Segunda-feira, 08 de junho de 1908). (Grifos meus)


NATAÇÃO
A primeira notícia que se tem sobre natação, em Maranhão, data de 1851, e refere-se a banho de mar, na Praia do Cajú – hoje, Av. Baira-Mar. José Ferreira do Vale, morador da casa de número 1, oferecia “um grande banheiro e seguro, a todas as marés a 40 rs por pessoa”. (Correio d’Anúncios, ano I, n. 3, Segunda-feira, 03 de fevereiro de 1851).
Cabe lembrar que Antônio Francisco Gomes, em 1852, propunha além da ginástica, os exercícios de natação, esgrima, dança, jogo de malha e jogo da pella para ambos os sexos (CUNHA JÚNIOR, 1998, p. 152)
Em 1869, é anunciada a criação de um novo colégio - o Collégio da Imaculada Conceição -, sendo seus diretores os Padres Theodoro Antonio Pereira de Castro; Raymundo Alves de France; e Raymundo  Purificação dos Santos Lemos. Internato para alunos de menor idade, seria aberto em 07 de janeiro de 1870. Do anúncio constava o programa do colégio, condições de admissão dos alunos, o enxoval necessário, e era apresentado o Plano de Estudos tanto do 1º grau como do 2º grau, da instrução primária; o da instrução secundária; e da instrução religiosa. No que se referia às Bellas Artes – desenho, música vocal e instrumental, gymnástica, etc., mediante ajustes particulares com os senhores encarregados dos alunos. O novo colégio situava-se na Quinta da Olinda, no Caminho Grande, fora do centro da cidade, e possuía água corrente, tanque para banhos, árvores frutíferas, jardim, bosque e lugar de recreação. (A ACTUALIDADE  n. 28, 28 de dezembro de 1869).
Aos doze anos, estudante do Liceu, havia uma coisa verdadeiramente série para Aluísio de Azevedo  : "era brincar, estabelecendo-se entre minha divertida pessoa e a pessoa austera de meus professores a mais completa incompatibilidade". Narra as estripulias da época, em companhia dos amigos de infância:
"Criado a beira-mar na minha ilha, eu adorava a água. Aos doze anos já era valente nadador, sabia governar um escaler ou uma canoa, amarrava com destreza a vela num temporal, e meu remo não se deixava bater facilmente pelo remo de pá de qualquer jacumariba pescador de piabas." (citado por MÉRIEN, 1988: 47).

Piscina, para natação, foi a construída – provavelmente – nos meados dos anos de 1920, no Genipapeiro e servia de local de recreação para os jovens esportistas da época, como Simão Félix, um dos construtores. Depois, só na década de 50, em algumas casas particulares.
O primeiro professor de natação – dava suas aulas naquelas casas - foi Dimas, como era mais conhecido Antonio Maria Zacarias Bezerra de Araújo, e trabalhava em duas piscinas que existiam à época (1953/54); uma, na Rua Grande, em casa de Domingos Mendes; e a outra, do Sr. Almir Moraes Corrêa, no Apeadouro. Em 1953, o Clube Recreativo Jaguarema é fundado e construída sua piscina. Os jovens da “geração de 53” deixaram de praticar a natação na casa de Domingos Mendes e passaram a nadar na do Jaguarema.
Essa prática - de aulas de natação em piscinas de casas particulares - continua nos anos 60 e 70. Denise Martins Araújo - filha de Dimas - começou a acompanhar o pai, aos 12 anos, em suas aulas naquelas piscinas particulares, cuidando dos alunos de menor idade. Com o pai assumindo outras atividades, passou a se responsabilizar por aquelas aulas, alugando uma piscina para a “sua” escola de natação.
Em 1983, funda a primeira escola de natação de São Luís, com piscina própria – a “Viva Água” – junto com o Prof. Oswaldo Telles de Sousa Neto.

INTRODUÇÃO DE OUTRAS MODALIDADES "SPORTIVAS"
Fundado em 1907, o Clube Euterpe passou a difundir outras atividades esportivas, como o "tiro ao alvo", e o tênis de mesa (ping-pong), etc. Em 31 de dezembro de 1910, o Euterpe fechou as portas, com seus antigos associados fundando, em seguida - 1911 - o Casino Maranhense, que continuou com a promoção de festas dançantes, palestras e as competições de  bilhar e do tênis de mesa (ping-pong).
 Nhozinho Santos, quando de seu regresso da Inglaterra, em 1905, trouxe em sua bagagem apetrechos para a prática de várias outras modalidades esportivas, por ele implantada em Maranhão, como  o "cricket", o "crockt", e o atletismo.
 O "cricket" era um esporte muito popular na Inglaterra, e já era conhecido no Brasil, promovido que era pelo Rio Cricket Club. No Maranhão, quando da fundação do Fabril Athletic Club, foi construído um campo, sendo praticado por Nhozinho e seus amigos da colônia britânica, aqui domiciliados. Ao que consta, sua prática não ultrapassou as cercas do FAC.
Como aconteceu com as outras modalidades implantadas no Fabril, haviam duas equipes constituídas, a "Black and White" e a "Red and White", observando-se que além dos ingleses residentes na Ilha, a jovem elite maranhense - muitos deles educados na Europa, Inglaterra em particular -, também aderiam à essa prática esportiva. O quadro do "Black and White" contava com João Mário Almeida, João B. Moraes Rego Júnior, Edmundo Fernandes, Antônio Vieira, Manoel Lopes, Eduardo Simas, Joaquim Ferreira Belchior, Gracho Costa Rodrigues, Waldemir Reis e Francklin Machado, além dos ingleses John Shipton e Jasper Moon; já o "Red and White" tinha em suas fileiras Manoel M. Neves Filho, Acrísio Lobão, Antônio Soeiro, José Alves dos Santos, Alcindo Oliveira, Antero Novaes, Izidoro Aguiar, Manoel Alves dos Santos, Carlos Neves, Wilson Araújo e Alfredo Lima, além do inglês T. H. Downey.
Em 1910, o campo de "cricket" do FAC tinha sido reformado, para propiciar melhores condições de jogo, sendo reinaugurado em 23 de janeiro, com uma partida em que foram reunidos dez associados: T.H. Downey, J. Almeida, H. Aranha, Charles Clissold, C. Costa, J. Mário, J. Ribeiro, J. Santos Sobrinho, J. Cruz, E. Silva, J. santos e E. Fernandes. O torneio terminou somente em 13 de fevereiro, com as disputas travadas entre C. Costa e J. Mário.
Em uma das reformas dos estatutos do FAC (1915), é incluído o manejo de armas - prática do tiro - entre suas atividades, com o fim de prestar um serviço às juventude, valendo-se da Lei do Sorteio Militar. Com a ajuda do então tenente Luso Torres, foi fundada uma seção de Instrução Militar, a fim de preparar os sócios que nela quisesse tomar parte e gozar dos favores da referida lei. Talvez para se beneficiar dessa Lei, e livrar os jovens da elite maranhense da instrução militar, o Tiro Maranhense informava que já chegava a 120 o número de pessoas inscritas naquela Sociedade.
Nhozinho Santos consegue a inscrição de "seu" clube na Confederação Brasileira de Tiro, ao mesmo tempo que implanta o "jiu-jitsu", com um grande número de adeptos.
Em 1910, que Miguel Hoerhan começa a prestar à mocidade ludovicence seus serviços como professor de Educação Física da Escola Normal, Escola Modelo, Liceu Maranhense, Instituto Rosa Nina, em diversas escolas estaduais e municipais. Funda o Club Ginástico Maranhense.   
 É ainda nesse ano de 1910 que o esporte em Maranhão experimenta mais uma de suas inúmeras crises, surgidas com o descontentamento de alguns associados. Desses desentendimentos, surgiam novas agremiações, formadas pelos dissidentes.
O FAC, nesse ano, experimenta uma dessas crises - e não seria a primeira - por causa de problemas financeiros, não só da Fábrica Santa Isabel - de propriedade da família de Nhozinho Santos -, mas por falta de pagamento de mensalidades por parte dos associados - da maioria, segundo MARTINS (1989). Das propostas apresentadas, 13 associados não concordaram, pedindo sua eliminação. Pensavam na formação de uma outra agremiação, mais popular, aberta, mais democrática. Passaram-se para o Onze Maranhense.
É nesse período que surge nesse cenário o vice-cônsul inglês no Maranhão, Mr. Charles Clissold, um grande amante dos esportes. Junta-se aos dirigentes do FAC, incentivando a prática de vários esportes. Muitos jovens tinham feitos suas inscrições, com o clube revivendo seus grandes dias e sendo oferecidas várias modalidades, como salto em altura simples, com vara, distância; corridas de velocidade, de resistência, com obstáculos; lançamento de peso, de disco, do martelo; placekick (pontapé na bola, colocando-a na maior distância); cricket; crockt; ping-pong (Tênis de mesa); bilhar; luta de tração, etc. Mas esse clube estava aberto apenas para os filhos da aristocracia maranhense.
A população, de um modo geral, não participava dessas atividades. Gentil Braga não concordava com a elitização dos clubes e sai do FAC, junto com um grupo de outros onze dissidentes, que comungavam do mesmo pensamento:
"foi, sem qualquer sombra de dúvida, Gentil Silva o responsável pela popularização do futebol em terra maranhense, no momento que, deixando as hostes do FAC, achou oportuno desenvolver a prática do apreciado esporte aos olhos do povo, num campo que, de princípio não possuía cercas". (MARTINS, 1989, p. 332)

Funda-se o ONZE MARANHENSE que, além do futebol, desenvolveu outras atividades esportivas: tênis, crocket, basquetebol, bilhar, boliche, ping-pong (tênis de Mesa) e o xadrez.
Segundo Dejard Martins, a efetiva existência do "Onze Maranhense Foot-ball  Club" serviu para despertar o nosso futebol, porque firmar-se-ia a rivalidade entre os dois clubes. Novas dissidências entre o FAC e o próprio Maranhense, viria mais tarde formar o "ESPORTE CLUBE LUSO-BRASILEIRO".
Mas essas, são outras histórias ...
 
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RACING CLUB MARANHENSE - Corrida extraordinária. In DIÁRIO DO MARANHÃO, 06 de setembro de 1881, n. 2416.
RACING CLUB MARANHENSE - Segunda corrida. In DIÁRIO DO MARANHÃO, 15 de setembro de 1881, n. 2422.
RACING CLUB MARANHENSE - Segunda corrida. In DIÁRIO DO MARANHÃO, 17 de setembro de 1881, n. 2424
RACING CLUB MARANHENSE. In DIÁRIO DO MARANHÃO, Quarta-feira, 9 de novembro de 1881, n. 2468
RACING CLUB MARANHENSE - Grande Corrida! Grande Desafio!. In DIÁRIO DO MARANHÃO, Sexta-feira, 25 de novembro de 1881, n. 2482 
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VIDA SPORTIVA. In O ESTADO, sábbado, 10 de março de 1917
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VIDA SPORTIVA, in O ESTADO, Segunda-feira, 21 de abril de 1917
VIDA SPORTIVA, in O ESTADO, sábbado, 19 de maio de 1917
VIDA SPORTIVA, in O ESTADO, Segunda-feira, 17 de julho de 1917

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