A Linguagem Corporal em Espaços Acadêmicos: Um Estudo Sobre o Comportamento Etológico de Licenciandos de Educação Física e de Pedagogia da Ufmt

Por: Flavia Karolina Campos.

2011 18/03/2011

Send to Kindle


Resumo


A proposta desse estudo visa interpretar os diferentes tipos de comportamentos que os licenciandos de Educação Física e de Pedagogia da UFMT produzem quando agrupados, em duplas ou individualmente circulam vivendo e con/vivendo em seu cotidiano escolar. As marcas que esses diferentes tipos de comportamento apresentam revelam uma corporeidade que está condicionalmente ligada ao ambiente em que a circunscreve como a sala de aula, os corredores, as pistas de esportes e de práticas de ensino-aprendizagem. Para respaldar o olhar diante da temática em questão utilizei de uma metodologia que privilegia a imagem de movimentos gestuais, posturas dos observados que fazem com que essas marcas nos mostrem uma comunicação não verbal. Para o desenvolvimento deste trabalho utilizei de uma pesquisa munida de observações sistemáticas e assistemáticas, além de um roteiro de entrevistas, quando em campo foi possível utilizar um gravador e uma câmera fotográfica para registro de imagens e de falas. No ato extravagante de se vestir, na expressão de rostos, na figura de corpos pintados, furados, escarificados, na “insatisfação/satisfação” da compleição corporal, na fadiga renitente das tarefas das práticas de ensino, e das lições de didáticas de seu métier, no isolamento individual em agrupamentos que superlotam as salas, as quadras, os corredores... essa corporeidade “vai se ajeitando no jeito que pode”, para ser fiel a uma expressão de Le Breton. Apesar de alguns acadêmicos apresentarem diferenças visíveis quanto à situação financeira e diferença de idade, “lado A e lado B” para diferenciar a classe social e etária: “pobrinhos”, “riquinhos”, “velhinhos”, no modo de ir e vir, no modo de ser, vestir, falar, ler, se divertir e ocupar esses espaços, eles se assemelham em seu comportamento etológico. O trabalho pôde ver que somos todos parecidos para produzir uma acomodação necessária no trato de pertencer a um determinado grupo social ou a uma “tribo”. Esse tribalismo refere-se a uma vontade de “estar junto” como prefere o sociólogo francês Michel Maffesoli.
 

Ver Arquivo (PDF)

Comentários


:-)





© 1996-2019 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.