A Percepção Subjetiva de Esforço Planejada Pelo Treinador Personalizado é Similar à do Aluno? Um Estudo Piloto

Por: Alexandre Medeiros, Cláudio Assumpção, Karla de Jesus, Mário Antônio de Moura Simim, Ulisses Cunha e Witalo Kassiano.

Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano - v.22 - 2020

Send to Kindle


Resumo

Objetivou-se comparar a intensidade planejada pelos treinadores personalizados com a percebida por alunos no treinamento resistido. Participaram do estudo seis praticantes de treinamento resistido (4 homens e 2 mulheres; média de idade 33,0 ± 6,16 anos, 1,3 ± 0,55 anos treinando com acompanhamento) e dois treinadores personalizados (média de 32,0 ± 4,0 anos, pós-graduados, com experiência acima de cinco anos atuando como treinador personalizado. A comparação entre a intensidade planejada pelo treinador personalizado e a intensidade experienciada pelos alunos foi realizada através da aplicação da escala de percepção subjetiva do esforço (PSE). Previamente, ao início de cada treino, o treinador personalizado respondeu individualmente a PSE estimada para cada aluno naquela sessão de treinamento, e ao final de cada sessão, 30 minutos após seu término, esta mesma escala era respondida pelos alunos. Para a comparação entre a intensidade das sessões percebidas pelos alunos e a planejada pelos treinadores utilizamos as diferenças de médias estandardizadas, intervalos de confiança. Houve diferença substancial entre a PSE pretendida pelos treinadores personalizados e a experienciada pelos alunos no treinamento resistido. A intensidade percebida pelos praticantes foi maior do que a planejada pelos treinadores personalizados.

Referências

Bossle CB. The personal trainer and the care of self: a perspective of professional mediation. Mov 2008; 14: 187-1998.

Kravitz L. Highly effective personal training: an evidence-based review of teaching strategies. Strength Cond J 2010; 32: 87-89.

Anversa ALB, Oliveira AAB. Personal trainer: professional skills required by the job market. Pensar Prát 2011; 14.

Mazzetti SA, Kraemer WJ, Volek JS, Duncan ND, Ratamess NA, Gómez AL, et al. The influence of direct supervision of resistance training on strength performance. Med Sci Sports Exerc 2000; 32: 1175-1184.

Lacroix A, Hortobágyi T, Beurskens R, Granacher U. Effects of supervised vs. unsupervised training programs on balance and muscle strength in older adults: asystematic review and meta-analysis. Sports Med 2017; 47: 2341-2361.

Coutts AJ, Murphy AJ, Dascombe BJ. Effect of direct supervision of a strength coach on measures of muscular strength and power in young rugby league players. J Strength Cond Res 2004;18(2):316-23.

Bartlett JD, O’Connor F, Pitchford N, Torres-Ronda L, Robertson SJ. Relationships between internal and external training load in team-sport athletes: evidence for an individualized approach. Int J Sports Physiol Perform 2017; 12: 230-234.

Cardinale M, Varley MC. Wearable training-monitoring technology: applications, challenges, and opportunities. Int J Sports Physiol Perform 2017; 12: S255-S262.

Helms ER, Byrnes RK, Cooke DM, Haischer MH, Carzoli JP, Johnson TK, et al. RPE vs. percentage 1RM loading in periodized programs matched for sets and repetitions. Frontiers in Physiol 2018; 9: 247.

Shinya Yamauchi SM. Rating of perceived exertion for quantification of the intensity of resistance exercise. Int J Phys Med Rehabil 2013; 01.

Borresen J, Lambert MI. The quantification of training load, the training response and the effect on performance. Sports Med 2009; 39: 779-795.

Nakamura FY, Moreira A, Aoki MS. Monitoramento da carga de treinamento: a percepção subjetiva de esforço da sessão é um método confiável? J Phys Educ 2010; 21: 1-11.

Borg GA. Psychophysical bases of perceived exertion. Med Sci Sports Exerc 1982;14: 377-381.

Foster C, Heimann KM, Esten PL, Brice G, Porcari JP. Differences in perceptionsof training by coaches and athletes. S Afr J Med Sci 2001; 8: 3-7.

Andrade FC, Nogueira RA, Coimbra DR, Miloski B, Freitas VH, Filho MB.Internal training load monitoring across a period training in volleyball players.Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum 2014; 16(6):638.

Wallace LK, Slattery KM, Coutts AJ. The ecological validity and application of the session-RPE method for quantifying training loads in swimming. J Strength Cond Res 2009;23(1):33-8.

Scantlebury S, Till K, Sawczuk T, Weakley J, Jones B. Understanding the relationship between coach and athlete perceptions of training intensity in youth sport. J Strength Cond Res 2018;32(11):3239-3245.

Row BS, Knutzen KM, Skogsberg NJ. Regulating explosive resistance training intensity using the rating of perceived exertion. J Strength Cond Res 2012;26(3):664-71.

Lazzirini BS, Dropp MW, Lloyd W. Upper-extremity explosive resistance training with older adults can be regulated using the rating of perceived exertion. J Strength Cond Res 2017;31(3):831-836.

Abbiss CR, Peiffer JJ, Meeusen R, Skorski S. Role of ratings of perceived exertion during self-paced exercise: what are we actually measuring? Sports Med 2015; 45: 1235-1243.

Brink MS, Frencken WG, Jordet G, Lemmink KA. Coaches’ and players’ perceptions of training dose: not a perfect match. Int J Sports Physiol Perform 2014; 9: 497-502.

Winter EM, Maughan RJ. Requirements for ethics approvals. J Sports Sci 2009; 27: 985.

Robertson RJ, Goss FL, Rutkowski J, Lenz B, Dixon C, Timmer J, et al. Concurrent validation of the OMNI perceived exertion scale for resistance exercise. Med Sci Sports Exerc 2003; 35: 333-341.

Hopkins W. Linear models and effect magnitudes for research, clinical and practical applications. Sportscience 2010; 14: 49-58.

Foster C, Florhaug JA, Gottschall L, Hrovatin LA, Parker S, Doleshal P, et al. A new approach to monitoring exercise training. J Strength Cond Res 2001; 15: 109-115.

Cruz R, Fretas JV, Santos JPNR, Castro PHC, Siqueira R, Alves DL, et al. Comparison between the RPE planned by coach with perceived by youth athletes of track and field. Rev Bras Ciên Mov 2017; 25: 13-18.

Testa M, Noakes TD, Desqorces FD. Training state improves the relationship between rating of perceived exertion and relative exercise volume during resistance exercises. J Strength Cond Res 2012; 26: 2990-2996.

Lodo L, Moreira A, Zavanela PM, Newton MJ, McGuigan MR, Aoki M. Is there a relationship between the total volume of load lifted in bench press exerciseand the rating of perceived exertion? J Sports Med Phys Fit 2012; 52: 483-488.

Mayer F, Scharhag-Rosenberger F, Carlsohn A, Cassel M, Muller S, Scharhag J. The intensity and effects of strength training in the elderly. Dtsch Arztebl Int

Ralston GW, Kilgore L, Wyatt FB, Baker JS. The effect of weekly set volume on strength gain: a meta-analysis. Sports Med 2017; 47: 2585-2601.

Objetivou-se comparar a intensidade planejada pelos treinadores personalizados com a percebida por alunos no treinamento resistido. Participaram do estudo seis praticantes de treinamento resistido (4 homens e 2 mulheres; média de idade 33,0 ± 6,16 anos, 1,3 ± 0,55 anos treinando com acompanhamento) e dois treinadores personalizados (média de 32,0 ± 4,0 anos, pós-graduados, com experiência acima de cinco anos atuando como treinador personalizado. A comparação entre a intensidade planejada pelo treinador personalizado e a intensidade experienciada pelos alunos foi realizada através da aplicação da escala de percepção subjetiva do esforço (PSE). Previamente, ao início de cada treino, o treinador personalizado respondeu individualmente a PSE estimada para cada aluno naquela sessão de treinamento, e ao final de cada sessão, 30 minutos após seu término, esta mesma escala era respondida pelos alunos. Para a comparação entre a intensidade das sessões percebidas pelos alunos e a planejada pelos treinadores utilizamos as diferenças de médias estandardizadas, intervalos de confiança. Houve diferença substancial entre a PSE pretendida pelos treinadores personalizados e a experienciada pelos alunos no treinamento resistido. A intensidade percebida pelos praticantes foi maior do que a planejada pelos treinadores personalizados.

Endereço: https://periodicos.ufsc.br/index.php/rbcdh/article/view/1980-0037.2020v22e63257

Comentários


:-)





© 1996-2020 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.