A Política Pública de Formação de Professores na Prática Pedagógica do Professor Iniciante de Educação Física do Município de Lajeado

Por: Leandro Oliveira Rocha.

241 páginas. 2014 00/00/0000

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Resumo

O presente estudo, de natureza qualitativa, tematiza a política pública e tem como problema de pesquisa: como a política pública de formação de professores vigente é concretizada no trabalho docente do professor iniciante de Educação Física da Educação Básica de Lajeado? Trata-se de uma etnografia realizada em três escolas do município de Lajeado/RS com três professores iniciantes de Educação Física. Visando compreender os efeitos da política pública de formação de professores no trabalho docente e nas práticas pedagógicas dos colaboradores da pesquisa, foi descrito o cotidiano de trabalho desses professores e analisado suas concepções acerca da formação inicial, da docência e do trabalho na escola, bem como os aprendizados construídos nesses primeiros anos de suas vidas profissionais. O trabalho de campo teve duração de seis meses e possibilitou a construção de quatro categorias de análise, que emergiram, principalmente, dos registros das observações, diálogos e entrevistas semiestruturadas realizadas com os colaboradores e da revisão de literatura acerca dos aspectos que constituem o problema de pesquisa. As discussões e interpretações suscitadas pela análise permitiram compreender que a política pública de formação de professores influencia o contexto social mais amplo e a singularidade dos processos formativos. Desse modo, suas influencia atingem os entornos da profissão docente, a formação inicial e as expectativas profissionais desses professores iniciantes. No entanto, partindo do entendimento sobre problema público e que um dos propósitos da política pública de formação de professores é melhorar a qualidade da Educação Básica, foi possível identificar que essa meta não é concretizada no trabalho docente dos professores colaboradores. Isso porque a identidade docente construída na formação inicial e almejada pela política pública de formação de professores contrasta com a singularidade da cultura escolar das escolas pesquisadas, ou seja, as relações estabelecidas na escola, com outros professores e com as equipes diretivas, tornam-se mais significativas. Tal contraste, mobiliza o isolamento e individualismo dos professores colaboradores, bem como a falta de acompanhamento e retro informação. Os efeitos desse quadro são práticas educativas desconectado da propostas da escola, sem planejamento coletivo nem colegialidade e a forma como as aulas de Educação Física vão, aos poucos, perdendo sua eficácia pedagógica. Ao observar a ineficiência dos atuais programas políticos que constituem a política pública de formação de professores, em vistas ao aumento da qualidade da Educação Básica, ao final do estudo são indicadas três proposições com o intuito de reverter esse quadro. Tais proposições, devem ser compreendidas como possibilidades de fomentar pequenas comunidades de aprendizagem na escola, auxiliar o professor iniciante e contribuir na construção de identidades docentes marcadas pela resiliência e rigorosidade metódica; bem como concretizar a melhoria da qualidade da Educação Básica e, como isso, resgatar o caráter identitário da política pública: promover transformações sociais para o bem social.

Endereço: http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/98142

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