A Prática de Atividade Física Mediada Pelo Meio Geográfico: a Distância Entre as Moradias e as Instalações

Por: Bruno Henrique Hoffmann, Dartel Ferrari de Lima, Lohran Anguera Lima, Maria das Graças Anguera e Rafael Eduardo Strey.

Caderno de Educação Física e Esporte - v.18 - n.1 - 2020

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Resumo

Objetivo. Identificar características de acesso de usuários a espaços públicos para a prática de atividade física (AF), bem como descrever os diferentes tipos de AF sediados nesses espaços (em particular, a caminhada e a corrida), considerando a localização e a acessibilidade às instalações. Métodos. Estudo descritivo, reuniu dados transversais de investigações que exploraram, com mesma metodologia, aspectos relacionados à acessibilidade às instalações públicas apropriadas para a prática de AF, em especial a caminhada, corrida e corrida/caminhada, em municípios de médio e pequeno porte situados no Oeste do Paraná (Brasil). Resultados. Foram entrevistados 98 participantes de ambos os sexos; a caminhada foi a opção de 50% dos entrevistados; 65% se deslocavam ativamente aos locais de atividade, sendo que 76% se deslocavam a pé; o acesso às instalações era predominantemente passivo para residentes a 2 km ou mais de distância, e 80% dos entrevistados residiam até 2 km de distância das instalações. Conclusões.  A falta de percepção da potencialidade de espaços possíveis para a prática de AF constitui um obstáculo para a adesão à AF recreativa. Esta abordagem realça a importância da contextualização territorial dos espaços, dado que a relação entre a AF e o espaço urbano não se confina apenas aos locais especialmente destinados à prática de AF, mas também a sua acessibilidade.

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