A Prática Profissional do Técnico de Futsal de Acordo com a Exigência dos Agentes no Jogo Interdependente

Por: José Roulien de Andrade Júnior.

106 páginas. 2014 27/03/2014

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Resumo

O futsal competitivo na infância é o caminho de muitas crianças para a iniciação esportiva, envolve além dos técnicos e dirigentes os seus familiares que são os responsáveis para os acompanharem aos treinamentos e aos jogos. A prática profissional dos técnicos e a exigência dos agentes, dirigentes e pais numa possível interferência na forma do trabalho do técnico, formam a base desse estudo. Nesse contexto a investigação se deu em três clubes tradicionais de Curitiba que são considerados como referências do futsal no estado por participação ativa nos campeonatos oficiais da FPFS, assim como pelas suas conquistas e formas de organização e atuação. O presente estudo de cunho qualitativo visou investigar como se dá a prática profissional dos técnicos da categoria sub 11, quais são suas fontes de trabalho, quais são os conflitos e possíveis influências que sofrem nesse jogo interdependente. De que forma atuam os dirigentes dos clubes frente a esses conflitos, como os pais se relacionam, enfim todas as relações estabelecidas entre a pedagogia adotada pelos técnicos e as teorias sociológicas nesse processo. Para isso utilizou-se das seguintes metodologias: observações e filmagens nos treinamentos e nos jogos dos três clubes investigados no período de oito meses. Foram feitas entrevistas semi-estruturadas a três técnicos, três dirigentes e três pais de atletas. Analisaram-se as observações e as filmagens relacionando-as com os resultados das entrevistas dos técnicos comprovando assim seus discursos. Os dados foram organizados com auxílio da técnica de análise do conteúdo. Os resultados obtidos tiveram divergências nos relatos dos entrevistados, os dirigentes afirmaram que os objetivos dos clubes são as conquistas de títulos e que não cobram resultados dos técnicos. Os técnicos discursaram que dão oportunidades iguais a todos, no entanto disseram que em alguns jogos não conseguem colocar todos para jogar. Os pais se mostraram satisfeitos com o trabalho dos técnicos, e que a insatisfação está relacionada ao filho não jogar ou jogar pouco. Mesmo que dirigentes tenham ações para que os pais não abordem os técnicos, os próprios pais afirmaram que já reclamaram diretamente com os técnicos. As relações entre os pais do próprio clube se mostraram positivas, apareceram conflitos durante os jogos entre os pais de um clube contra os pais do outro clube

Endereço: http://hdl.handle.net/1884/36010

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