A Preferência Pela Prática de Atividades Físicas e Esportivas: Uma Abordagem Psicofísica

Por: Marcelo Antonio Ferraz.

195 páginas. 2005 21/11/2005

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Resumo

A preferência pela prática de atividades físicas e esportivas é um atributo subjetivo de difícil mensuração e que tem sido um dos critérios fundamentais, na escolha e na decisão para a sua prática, nos dias atuais. Deste modo, a preferência pela prática de atividades físicas e esportivas foi investigada por meio de métodos psicofísicos escalares diretos e indiretos e, conseqüentemente, escalas de razão, escalas intervalares e escalas ordinais foram comparadas. Os objetivos secundários foram verificar se este contínuo subjetivo possui características protéticas ou metatéticas, verificar se os princípios da Lei de Ekman é valida também para este contínuo subjetivo e identificar diferenças no julgamento da preferência de homens e mulheres. Três experimentos foram realizados. No primeiro experimento participaram vinte sujeitos, dez homens e dez mulheres entre 20 e 25 anos de idade, graduandos que não pertencem ao curso superior de Educação Física. Todos os sujeitos foram submetidos a uma avaliação prévia, que constou do julgamento em testes psicofísicos: a) Teste de estimação de magnitudes (com módulo) e b) Teste de estimação em categorias 1-7. No segundo experimento participaram outros vinte sujeitos, sendo respeitada a mesma divisão do primeiro experimento com relação ao gênero, a idade e a não vinculação com o curso de Educação Física. Os testes deste experimento foram: a) Teste de emparelhamento intermodal com as modalidades de comprimento de linhas e b) Teste de estimação de magnitudes (com módulo). No terceiro experimento participaram quarenta sujeitos, sendo vinte homens e vinte mulheres entre 20 e 25 anos de idade Os testes deste experimento foram: a) Teste de comparação aos pares e b) Teste de estimação de magnitudes (com módulo). Os resultados indicaram que a atividade física de Caminhada foi a atividade de maior preferência, seguida pelos esportes coletivos de Voleibol e Futebol, por outro lado, a atividade física de Remo estacionário obteve a menor preferência, seguida pelas atividades físicas de Dardos (na parede) e do esporte Judô. As demais atividades foram escalonadas de modo intermediário pelos sujeitos. Nos julgamentos dos participantes masculinos as atividades de menor preferência foram: Remo Estacionário, Tênis (simples) e Dardos (na parede), já para as participantes femininas foram os esportes Judô, Remo Estacionário e Dardos. Com as atividades de maior preferência, os sujeitos masculinos apontaram o Futebol, a Caminhada e a Inatividade e os sujeitos do sexo feminino indicaram a Caminhada, o Voleibol e a Hidroginástica. As ordenações resultantes dos métodos produzem posições de preferência altamente concordantes. Os participantes mensuraram razões e não apenas diferenças, portanto, o contínuo subjetivo avaliado possui características protéticas. O teste de emparelhamento intermodal apontou uma alta correlação entre as estimativas de comprimentos de linhas com as estimativas numéricas de magnitudes, indicando a validade da escala de razão. A variabilidade das estimativas foi uma função linear das estimativas de magnitudes, confirmando os princípios da Lei de Ekman, também para este contínuo subjetivo. Independente do método psicofísico utilizado, tanto homens quanto mulheres apresentaram consistência nos seus julgamentos. Os resultados fornecem uma escala de preferência, em nível de mensuração de razão, que é válida, estável e consistente.
 

Endereço: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-29012007-160748/pt-br.php

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