A Presença ou Não do Lúdico nas Classes de Alfabetização

Por: Lea Maria Furtado Desiderati.

116 páginas. 1999

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Resumo

Este estudo teve como propósito verificar a presença do lúdico na alfabetização, sua significância para o conhecimento e como é manifestada especialmente na sala de aula. Para tanto utilizamo-nos de estudo de casos, apresentando as descrições da análise de discursos presentes nas entrevistas com alunos e com profissionais de duas escolas particulares, de classe de alfabetização, da 18º Região Administrativa de Campo Grande, Município do Rio de Janeiro, adotando os pressupostos de Winnicot e Vygostsky e tendo, como suportes de alfabetização, as análises de Paulo Freire e Emília Ferreiro. Através de observações cotidianas, junto às crianças das classes de alfabetização, procuramos observar os aspectos ligados às construções mentais dos alunos, em situações lúdicas presentes na alfabetização. Certamente, estes aspectos estavam ligados às intervenções exercidas pelo projeto pedagógico da escola e pelos profissionais que se encontravam no dia a dia dessas crianças. A partir dessas observações, nas considerações finais, constatamos a presença do lúdico na alfabetização, recoberta de valor didático e de grande relevância na ampliação do conhecimento, no lazer e na fantasia da criança, no desenvolvimento da auto-estima infantil e em possíveis reflexões para todos os profissionais ligados à alfabetização. Os resultados foram demonstrados no transcorrer deste estudo e pudemos comprovar que ensinar a ler e escrever continuará sendo uma tarefa bem significativa, e a aprendizagem só se dará se fizer sentido para a criança. Tendo a língua escrita como um objetivo de conhecimento, a criança deverá ser estimulada a descobrir as regras, segundo as quais se organiza essa nova forma de linguagem, assim com aprender a falar, inferindo regras a partir do que ouvia. Por fim, entendemos que todos os alfabetizados devem buscar encontrar caminhos para que o processo educativo não seja apenas uma rotina na vida de seus alunos. Tão fácil e natural como andar, falar ou nadar deverá ser o hábito de utilizar o lúdico na educação, especialmente nas aptidões específicas da aprendizagem da leitura e da escrita. Dessa forma poderemos compreender o funcionamento da língua escrita, e utilizá-la de forma prazerosa, criativa e lúdica.

Endereço: http://www.nuteses.temp.ufu.br/tde_busca/processaPesquisa.php?pesqExecutada=2&id=2242&listaDetalhes%5B%5D=2242&processar=Processar

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