A Produção da Educação Física Brasileira Sobre Fair Play e Racismo no Esporte: Estado da Arte de Teses e Dissertações

Por: , João Vitor Busquim Braga e Kevin Keiti Oshima.

Motrivivência - v.31 - n.60 - 2019

Send to Kindle


Resumo

Fair Play (FP) refere-se a atitudes moralmente boas na prática esportiva e reprova o racismo. No Brasil, o esporte começou a se desenvolver após o fim da escravidão, de modo que o racismo acompanha a sua história. A presente pesquisa teve por objetivo mapear e analisar a produção acadêmica da Educação Física brasileira sobre a temática do FP e do racismo no esporte. Realizou-se uma revisão bibliográfica de teses e dissertações produzidas nos principais Programas de Pós-Graduação de Educação Física brasileiros. Levantaram-se 32 teses e 103 dissertações, das quais cinco teses e dez dissertações foram analisadas. Essa considerável redução ocorreu porque poucos trabalhos relacionam diretamente as duas temáticas. Entre os analisados, destacaram-se aqueles que tratam sobre o futebol, especialmente sobre violência entre torcidas. Houve também uma expressiva parcela de trabalhos que realçou a importância do FP e do combate ao racismo na Educação Física escolar.

Referências

 

ALMEIDA, B. S. Altius, Citius, Fortius... Ditius? Lógicas e estratégias do Comitê Olímpico Internacional, Comitê de Candidatura e Governo Brasileiro na candidatura e escolho dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. 2015. 327f. Tese (Doutorado em Educação Física). Setor de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2015.

ANDAKI JUNIOR, R. Fair Play: instrumentos para avaliação e as orientações desses valores no comportamento de jovens atletas. 2012. 83f. Dissertação (Mestrado em Educação Física). Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2012.

BARROS, J. A. F. Estrutura organizacional e das tomadas de decisão em Clubes Socioesportivos de São Paulo. 2016. 150f. Dissertação (Mestrado em Estudos Socioculturais e Comportamentais da Educação Física e Esporte). Escola de Educação Física e Espore da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016.

BAULER, S. R. G. O futebol faz rolar mais do que uma bola: um estudo sobre os significados do futebol numa periferia urbana. 2004. 124f. Dissertação (Mestrado em Ciências do Movimento Humano). Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2004.

BETTI, M.; CARVALHO, Y. M.; DAOLIO, J.; PIRES, G. D. L. A avaliação da Educação Física em debate: implicações para a subárea pedagógica e sociocultural. Revista Brasileira de Pós-Graduação, v.1, n.2, p.183-194, nov 2004

BONIN, A. P. C. Ações públicas e privadas destinadas ao combate à violência no futebol: o caso do jogo entre Coritiba Foot Ball Club e Fluminense Football Club. 2011. 126f. Dissertação (Mestrado em Educação Física). Setor de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná, 2011.

BOSCHILIA, B. Futebol e violência em campo: análise das interdependências entre árbitros, regras e instituições esportivas. 2008. 192f. Dissertação (Mestrado em Educação Física). Setor de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2008.

CHAVES, A. D. O clima motivacional nas práticas pedagógicas do esporte educacional. 2015. 171f. Tese (Doutorado em Pedagogia do Movimento Humano). Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015.

COMITÊ OLÍMPICO INTERNACIONAL. Carta Olímpica. Tradução de MESTRE, A. M.; LOPES, F. S. Lisboa: Instituto Português do Desporto e Juventude, 2011.

FERNANDES, F. A integração do negro na sociedade de classes: o legado da raça branca. 5 ed. São Paulo: Ed. Globo, 2008.

FERREIRA, N. S. A. As pesquisas denominadas “estado da arte”. Educação & Sociedade, Campinas, v.23, n.79, p.257-272, ago 2002.

GAY, P. A experiência burguesa: da Rainha Vitória a Freud. Tradução de Sérgio Goes de Paula e Viviane de Lanare Noronha. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, v.3.

GOIS JÚNIOR, E. O esporte e a modernidade em São Paulo: práticas corporais no fim do século XIX e início do XX. Movimento, Porto Alegre, v.19, n.4, p.95-117, out/dez 2013.

KOKOBUN, E. Pós-Graduação em Educação Física no Brasil: indicadores objetivos dos desafios e das perspectivas. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, Campinas, v.24, n.2, p.9-26, jan 2003.

JUCHEM, L. Contribuições das competições esportivas para a formação e educação de crianças e jovens: o caso dos Jogos Escolares de Petrolina. 2015. 255f. Tese (Doutorado em Ciências do Movimento Humano). Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2015.

LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Fundamentos de metodologia científica. 5.ed. São Paulo: Ed. Atlas, 2003.

LAZZAROTTI FILHO, A.; MASCARENHAS, F.; STIGGER, M. P.; SILVEIRA, R.; SILVA, A. M. Tendências no campo da educação física brasileira. Análise dos documentos produzidos pela área 21 da Capes. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, 2018 (no prelo).

LISE, R. S. Entre direitos, ceintures avant, chaves de braço e rabos de arraia: os primórdios dos combates intermodalidades na cidade do Rio de Janeiro (1909-1929). 2014. 152f. Dissertação (Mestrado em Educação Física). Setor de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2014.

MAOSKI, A. P. C. B. A (des)articulação entre os entes federativos que promovem o esporte de rendimento no Brasil, no Paraná e em Curitiba. 2016. 446f. Tese (Doutorado em Educação Física). Setor de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2016.

MARIANTE NETO, F. P. Da academia de boxe ao boxe de academia: um estudo etnográfico. 2010. 125f. Dissertação (Mestrado em Ciências do Movimento Humano). Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2010.

O.N.U. (1948). Declaração Universal dos Direitos Humanos.

PRESTES, S. E. C. O Estatuto de Defesa do Torcedor e suas implicações na relação de oferta e demanda no futebol brasileiro: o caso do Coritiba Foot Ball Club. 2010. 208f. Dissertação (Mestrado em Educação Física). Setor de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná, Curitiba., 2010

PRODANOV, C. C.; FREITAS, E. C. Metodologia do trabalho científico: métodos e técnicas de pesquisa e do trabalho acadêmico. 2.ed. Novo Hamburgo: Ed. Feevale, 2013.

SANTOS, A. R. R. Espírito Esportivo – Fair Play e a prática de esportes. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, São Paulo, v.4, n.4, p.13-28, jun/ago 2005.

SANTOS, M. V. O estudante negro na cultura estudantil e na educação física escolar. 2007. 240f. Dissertação (Mestrado em Ciências do Movimento Humano). Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2007.

SKIDMORE, T. E. Preto no branco: raça e nacionalidade no pensamento brasileiro (1870-1930). São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

SOUZA, A. P. P. Cultura esportiva: um possível legado dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016? 2015. 93f. Dissertação (Mestrado em Educação Física). Setor de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2015.

SOUZA, J. O “Esporte das Multidões” no Brasil: entre o contexto de ação futebolístico e a negociação mimética dos conflitos sociais. 2014. 433f. Tese (Doutorado em Educação Física). Setor de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2014.

TAVARES, O. Fair-play. In: GONZÁLES, F. J.; FENSTERSEIFER, P. E. (Org.). Dicionário crítico de educação física. 3.ed. rev. ampl. Ijuí: Ed. Unijuí, 2014.

VIGARELLO, G.; HOLT, R. O corpo trabalhado: ginastas e esportistas no século XIX. In: CORBIN, A.; COURTINE, J.-J.; VIGARELLO, G. (Org.). História do Corpo: da Revolução à Grande Guerra. Tradução de CLASEN, J. A.; KREUCH, J. B. v.2. 3.ed. Petrópolis: Ed. Vozes, 2008.

Endereço: https://periodicos.ufsc.br/index.php/motrivivencia/article/view/2175-8042.2019e58397

Comentários


:-)





© 1996-2019 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.