A Psicomotricidade Relacional Como Propulsora do Desenvolvimento Psicoafetivo e da Socialização em Alunos da Educação Infantil

Por: Halon Ubirajara Brito Santos, Juliana Oliveira Carvalho e Renato Bastos João.

Revista Brasileira de Ciência & Movimento - v.27 - n.2 - 2019

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Resumo

O presente estudo teve como objetivo analisar a influência da psicomotricidade relacional nas relações afetivas entre crianças durante aulas de educação física de uma turma da Educação Infantil. Vários teóricos subsidiaram a construção deste trabalho, tais como Lapierre, Aucouturier, Le Boulch, Negrine, dentre outros. Tais autores fundamentam a ideia de que o jogo simbólico e espontâneo contribui para as interações entre as crianças e destas com o estagiário/professor, a partir das quais emergem os conflitos inconscientes que poderão ser trabalhados na mediação pedagógica. Tal investigação, de cunho qualitativo, teve como participantes alunos de uma turma de segundo período da Educação Infantil em uma escola da rede pública de ensino do Distrito Federal. Foi utilizado como instrumento de pesquisa a observação participante. Os resultados indicam que o uso de objetos dispostos durante as sessões conjuntamente com a mediação pedagógica relacional do estagiário/professor oportunizaram as crianças a expressão de sentimentos não manifestos anteriormente, tanto na relação entre elas quanto com o estagiário e a professora de sala. Através da linguagem corporal e verbal foram desencadeadas pulsões agressivas reprimidas foram, expressão de domínio, dependência fusional, dentre outras. Os problemas afetivos-relacionais das crianças receberam suporte e acolhimento nas sessões, contribuindo para que elas pudessem caminhar ao encontro da resolução dos seus conflitos inconscientes. Conclui-se que a prática de intervenções psicomotoras propulsoras de relações afetivas contribuiu para as crianças tanto no sentido do desenvolvimento integral quanto na formação pessoal, além de ter permitido também que fosse explorada a dimensão do prazer de brincar, que é uma prática pouco explorada pelos professores. Por fim, possibilitou compreender aspectos importantes da função do professor diante da criança e a liberdade que deve ser dada a ela para a expressão dos seus conteúdos psíquicos que são um dos fatores que determinam os processos de socialização.

Endereço: https://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/view/8981

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