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Sobre a Obra

"As Bases Científicas da Educação Física", de Georges Demeny (1850-1917), há precisamente cem anos, foi um sismo purificador, ao denunciar, áspera e salubremente, os erros científicos em que se fundamentava o método de Ling, centrado abusivamente no esqueleto e nos músculos e negligenciando os efeitos sobre a totalidade humana, que o movimento pode com portar. Édele adefinição seguinte:"a ginástica é uma arte que se fundamenta na ciência do movimento"1. Georges Hébert (1875-1957) é o continuador expedito e preciso de Amoros e Demeny, conquanto o olhar suspeitoso quedeita ao desporto de alta competição, comercializado e de acirrada hostilida de. No entanto, tanto na Escola Francesa de Educação Física (Amoros, Joinville-le-Pont, Demeny, Hebért, Tissié), como na Escola Sueca, as ciências básicas em que fundamentalmente se apoia a Educação Física são a anatomia e a fisiologia2 Daí, o facto de estas duas escolas terem merecido uma simpatia incontida, por parte dos médicos, então cartesianamente centrados na anatomia e na fisiologia, dando ao olvido a radicação ontológica e a constitutiva historicidade da motricidade humana. O Poder classista, ver tical e hierárquico esfregou as mãos de contente, pois que, com a bandeira da ginástica, poderia dizer que despertava de um longo coma de sonolências e fatalidades, sem tocar, ao leve que fosse, em estruturas anacrônicas e num capitalismo inepto. Como Engels refere numa carta a Karl Marx, "o homem é sempre uma configuração fantástica, enquanto não tiver na base o homem empírico"3, isto é, o homem concreto das situações concretas.

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