A Reforma Universitária na Usp: a Integração da Escola de Educação Física do Estado de São Paulo

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2005 00/00/0000

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Resumo

Trata-se de pesquisa empírica utilizando fontes textuais e orais com o objetivo de perceber os diversos fatores que propiciaram a integração da Escola de Educação Física do Estado de São Paulo à Universidade de São Paulo em 1969. O então diretor da Escola creditou a integração como conseqüência do decreto-lei da própria Presidência militar da República que estabelecia "será obrigatória a prática da educação física em todos os níveis e ramos de escolarização, com predominância esportiva no ensino superior", outorgado cinco meses antes do decreto-lei estadual da integração. A integração poderia ser associada à ascensão da educação física a razão de Estado durante o período ditatorial, assim como à cassação pelo AI-5 do ocupante da Reitoria da USP, sete meses antes. Este trabalho refuta a redução da integração da Escola à USP a estas hipóteses. Constata que desde 1935 a USP pretendia possuir um setor esportivo na Cidade Universitária e nele instalaria a Escola de Educação Física. Por sua vez, desde o início de suas atividades no Departamento de Educação Física do Estado em 1934, a Escola sempre procurou uma sede própria, objetivando não mais se fixar provisoriamente em instalações esportivas públicas ou privadas. Em 1967, o Governo do Estado criou um órgão para coordenar os Institutos Isolados de Ensino Superior (CASES) - onde então se inseria a Escola - definindo a instalação da Escola de Educação Física na Cidade Universitária como medida de racionalização administrativa. No entanto, o início da integração da Escola como Unidade Universitária na USP só foi possível em 1968 pela conjunção de uma série de condições, dentre elas a necessidade de expansão de vagas da Universidade no bojo das Reformas Universitárias federal e estadual, a mudança da correlação de forças dentro do Conselho Universitário da USP quando da nomeação de um vicereitor   academicamente progressista no exercício da Reitoria e o acaso do coordenador da CASES ser membro do Conselho Universitário. Como condições coadjuvantes para a integração e a rapidez de sua aprovação, tem-se o acirramento do movimento  estudantil e da resistência armada ao regime, acelerando a Reforma, e a adoção do modelo norte-americano de campus universitário. O cerne da integração da Escola à USP ocorreu anteriormente à outorga do decreto-lei federal da obrigatoriedade, quando da aprovação da integração pelo Conselho Universitário da USP dentro do processo desencadeado para a Reestruturação desta Universidade [TESE NÃO DISPONÍVEL NA USP]

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