A Relação Entre Cortisol Sangüíneo e o Estresse Pré-competitivo em Lutadores de Caratê de Alto Rendimento

Por: Ruy José Rueda Girardello.

51 páginas. 2004 16/09/2004

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Resumo

Este estudo teve como objetivo identificar o papel do cortisol sanguíneo no estresse pré-competitivo em lutadores de caratê de alto rendimento através da investigação do grau de relacionamento entre esse indicador fisiológico e o “Inventário de Sintomas de Estresse” (LIPP e GUEVARA, 1994), Escala de Estresse Percebido (COHEN e WILLIAMSON, 1988) e classificação final na competição. Os dados foram analisados utilizando-se de estatística não paramétrica, empregando-se o teste de “Shapiro - Wilk” para se verificar a normalidade entre a diferença resultante da comparação entre os valores do cortisol sanguíneo basal e pré-competitivo, sendo que como o pressuposto da normalidade foi satisfeito, foi utilizado o teste “T” para amostras pareadas. Foi também utilizado o método “Spearman rho” para se estabelecer os graus de relacionamento entre os níveis de cortisol basal e pré-competitivo com as variáveis “Inventário de Sintomas de Estresse” (LIPP e GUEVARA, 1994), Escala de Estresse Percebido (COHEN e WILLIAMSON, 1988) e classificação final na competição, ambos tratamentos estatísticos a um nível preditivo de p<0,05. Para a coleta foram escolhidos intencionalmente 16 atletas, faixa marrom e preta, categoria absoluta, sexo masculino, com no mínimo 10 anos de experiência, devidamente registrados na Confederação Brasileira de Caratê Interestilos, participantes do Campeonato Sul-sudeste de Caratê Interestilos, realizado no ginásio da PUC, no município de Curitiba – Paraná, nos 26 e 27 de abril de 2004. O resultado do “Shapiro Wilk” indicou normalidade para a resultante da comparação entre cortisol basal e pré- competitivo (p=0,148781), sendo que o resultado do Teste “T” indicou um valor de p= ,000042. A análise do relacionamento do cortisol basal e pré-competitivo e demais variáveis através do método ”Spearman rho” demonstrou valores significativos apenas para o relacionamento entre cortisol pré-competitivo e classificação (p=0,013*). Os relacionamentos entre as demais variáveis, não apresentaram significância, nem mesmo entre os inventários. Após esta análise, concluiu-se que o cortisol sanguíneo pode ser considerado como preditor de estresse pré - competitivo e que existe uma alta probabilidade de que esta alteração emocional tenha grande influência sobre o rendimento de atletas de caratê.

Endereço: http://hdl.handle.net/1884/517

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