A Saúde nas Aulas de Educação Física Escolar: Uma Trajetória Resgatada Pela História Oral.

Por: Fábio Agnellos Silva.

2010 28/05/2010

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Resumo

Minha formação acadêmica, aliada à minha história de vida profissional, foram as motivações para o desenvolvimento do presente trabalho. A mudança de concepção em relação a forma de pensar o tema da saúde, principalmente no que diz respeito às aulas de Educação Física escolar, levou-me à curiosidade de analisar a história de vida profissional de professores que atuaram em períodos distintos, sob determinados contextos políticos, econômicos e sociais. Os objetivos do estudo consistiram em verificar quais os conceitos de saúde que permearam a prática profissional de professores de Educação Física formados em diferentes épocas e que atuaram em determinados contextos; relacionar as oralidades com a literatura e os documentos legais que norteavam as práticas profissionais; entender como o tema saúde foi sendo desenvolvido nas aulas de Educação Física e como é entendido hoje; verificar as convergências e as divergências dos documentos que nortearam/norteiam as práticas dos professores e analisar os discursos dos professores que lecionam atualmente na Educação Física escolar e verificar se corroboram com as orientações para as práticas pedagógicas e com os documentos legais vigentes para cada época apresentada. Para alcançarmos tais objetivos, utilizamos como metodologia a história oral temática, que com o auxílio dos informantes, permite construir versões sobre o passado que supostamente seja próxima da realidade. Fizeram parte do estudo cinco professores de Educação Física que atuaram na educação básica, sendo uma professora atuante de 1960 à 1986, uma professora atuante de 1979 à 2006, e três professores que ingressaram na rede pública de São Paulo há menos de cinco anos. Observamos, pela fala dos professores, que em épocas passadas as práticas pedagógicas condiziam com o que retratavam os documentos e a literatura, porém nos dias atuais os docentes pouco conhecem dos documentos orientadores das suas práticas profissionais, mesmo esses sendo referências bibliográficas obrigatórias nos concursos nos quais esses professores ingressaram para poder lecionar. Tal fato pode decorrer do pouco interesse dos cursos de graduação em discutir tal tema, e das inexistentes formações continuadas para II professores das redes públicas de ensino de São Paulo, bem como a má formulação dos documentos orientadores das práticas pedagógicas. A prática desses professores com relação à saúde nas aulas de Educação Física pouco mudou se comparado à épocas passadas, já que os aspectos biológicos ainda são tratados de forma intensa, especialmente a obesidade e a higiene.

Endereço: http://www.usjt.br/biblioteca/mono_disser/mono_diss/2011/130_silva.php

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