A Torcida Geral do Grêmio (2001 a 2011) da Rebeldia à Institucionalização: Mudança na Relação Entre Clubes e Torcedores no Campo Esportivo Brasileiro

Por: Francisco Carvalho dos Santos Rodrigues.

140 páginas. 2012 00/00/0000

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Resumo

O presente trabalho pretende analisar as transformações ocorridas nas relações entre os torcedores do Grêmio Foot-Ball Portoalegrense. Mais precisamente a partir de 2001, ano em que surgiu um movimento completamente novo para os padrões referentes aos espectadores em estádios de futebol no Brasil: a Torcida Geral do Grêmio. Apesar de se tratar de um movimento recente, o processo de surgimento e consolidação desta que é hoje a maior torcida do clube suscita de maneira exemplar todas as contradições que envolvem a introdução de relações capitalistas no campo esportivo, marcadamente a partir do começo dos anos 2000. Período que marca a entrada de grandes investidores, circulação de jogadores, transformação do esporte em um produto televisivo e dos torcedores em consumidores do futebol de espetáculo. O processo de formação da Torcida Geral do Grêmio tem em sua origem a marca da contestação às transformações que afetaram de maneira determinante as relações entre clubes e torcedores. Uma nova cultura que manifesta em um amplo sistema de representações simbólicas as transformações do sistema econômico e cultural na qual estão inseridas; marcadamente pela contestação às políticas de vigilância, elitização e controle, aos padrões das torcidas uniformizadas hegemônicas nos anos 1990 e à direção do clube. A cultura que hoje em dia é dita no meio futebolístico como inerente ao torcedor gremista teve uma origem e este estudo se propõe a analisar em que condições este processo se desenvolveu. Por se tratar de um movimento até então não institucional e de surgimento recente, aliadas a falta de uma estrutura hierárquica formal e uma sede, não havia fontes escritas sobre o tema. Pude contar então somente com a memória de seus frequentadores e fundadores, em registros orais através de entrevistas. Após um exaustivo levantamento etnográfico, que incluiu o convívio com torcedores em cinco estádios diferentes, duas viagens, arquibancadas e arredores do Estádio Olímpico, bares e bairros onde moram, pude fazer o registro e contar através de seus relatos uma versão para o surgimento da torcida, o processo no qual se consolidou e veio a se tornar, praticamente, uma instituição gremista.  

Endereço: http://www.historia.uff.br/stricto/

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