A Universidade e o (seu) Professor

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Motriz - v.3 - n.1 - 1997

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Resumo

uma questão bastante complexa no que se refere à
formação profissional - dos diversos profissionais nas
diversas áreas - e a sua relação com uma fatia
representativa do mercado de trabalho: a Universidade, ou
o professor universitário.
Será que já paramos para pensar sobre a origem
acadêmico-profissional dos professores das
Universidades públicas em nosso país? Ou, em outras
palavras, será que os professores universitários são, de
fato, professores?
Um ponto que me parece fundamental e básico
antes de qualquer outra consideração é o simples e
perceptível fato de que, na maioria dos casos e dos cursos,
o profissional que é contratado para desempenhar as
funções de Ensino, Pesquisa e Extensão na Universidade
Pública - o chamado professor - não teve durante toda a
sua formação (exceto os graduados em alguma
LICENCIATURA) algum tipo de conhecimento
sistematizado sobre questões ligadas ao ensino.
Qual curso de graduação, formador de bacharéis
de Direito, Biologia, Matemática, Ciências Contábeis,
Física, Ciências Sociais, ... apresenta, em sua grade
curricular, disciplinas que ofereçam subsídios aos futuros
profissionais (bacharéis!) para a tarefa de ensinar?
Evidentemente, vislumbro a "tarefa de ensinar"
como sendo algo profissional, proveniente da aquisição
de conhecimentos sistematizados sobre o assunto,
compromissado, ético; e não como nos têm demonstrado
alguns profissionais, políticos e até mesmo alguns
professores, como uma "vocação" ou um "dom" ligados
ao voluntarismo de algumas pessoas bem intencionadas2 -
creio que o tempo romântico de nossa educação já não
existe mais!
Trocando em miúdos, quando os bacharéis das
mais diversas áreas tiveram condições/oportunidades de
vivenciar uma situação real de ensino, desde o seu
planejamento, determinações de objetivos, conteúdos,
estratégias de aula, aula propriamente dita, até a
avaliação?
Seus cursos de graduação (BACHARELADO), no
geral, se caracterizam pela forte ênfase nos estudos, na
pesquisa e no profissionalismo, se opondo às situações
"inferiores" do professor, destinadas às pessoas que
1 Professor Assistente do Departamento de Educação Física e
Motricidade Humana da UFSCar.
2 Entre outros títulos e autores, indico:
FREIRE, Paulo. Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar.
São Paulo: Olho d’Água, 1992.
possuem "amor" para ensinar e vocação para as baixas
remunerações (licenciaturas)...

Endereço: http://www.rc.unesp.br/ib/efisica/motriz/03n1/08PONTO2.pdf

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