A Utilização dos Corredores Laterais na Estruturação do Espaço Ofensivo no Jogo de Futebol: Uma Análise da Final da Copa do Mundo 2002.

Por: Cristino Matias, Diogo Giacomini e .

X Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

Send to Kindle


Resumo

Introdução e objectivos: É ponto comum entre treinadores de futebol que a utilização dos corredores laterais é fator importante para uma equipe desequilibrar a defesa adversária. Estudos sobre este tema vêm apontando para uma vantagem a favor das equipes vencedoras no que diz respeito ao número de vezes que estas utilizam os corredores laterais do campo para atacar (Vieira & Garganta, 1996). Material e métodos: O objetivo do presente estudo foi analisar a final da copa do mundo de 2002 entre Brasil e Alemanha, verificando o número de ataques finalizados (ataques que terminaram em conclusão a gol), o número de vezes que as equipes utilizaram os corredores laterais esquerdo e direito para atacar, e o número de vezes que as equipes utilizaram a faixa central do campo para penetrar na defesa adversária. Principais resultados e conclusões: Os resultados encontrados foram os seguintes: o Brasil finalizou 11 ataques enquanto que a Alemanha finalizou 12. A equipe brasileira utilizou 9 vezes os corredores laterais para atacar (4 vezes corredor direito e 5 vezes corredor esquerdo) e 11 vezes a faixa central do campo. Já a equipe alemã utilizou 18 vezes os corredores laterais para desequilibrar a defesa brasileira (10 vezes corredor direito e 8 vezes corredor esquerdo) e apenas 2 vezes a faixa central. Analisando o número de ataques finalizados, os resultados do estudo demonstraram uma ligeira vantagem para a equipe derrotada, o que vem de encontro a estudos já realizados. No entanto, na final observada, o número de utilização dos corredores laterais não demonstrou ser decisivo para o resultado final da partida, divergindo, portanto, de estudos já realizados sobre o tema. Pode-se sugerir que a diferença deste jogo em particular com outros ensaios já realizados pode estar no "estilo" de jogo dos brasileiros, mais adeptos a tabelas e jogadas individuais pela faixa central do ataque (11x2), enquanto que a escola européia demonstra uma maior propensão ao jogo aéreo, portanto procurando mais os corredores laterais para atacar (18x10). Levando-se em consideração o aspecto citado anteriormente, sugere-se para futuros estudos uma comparação entre as diferentes escolas do futebol mundial, através da análise de um número adequado de jogos e campeonatos.

Comentários


:-)





© 1996-2019 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.