A Yayá, o Yo-yô e a Comida Que Queimou

Por: Helvio Alexandre Mariano.

Revista de História da Biblioteca Nacional - n.22 - 2007

Send to Kindle


Resumo

O Campeonato Paulista de Yo-Yô de 1933, ou o dia em que a paulicéia trabalhadora parou para brincar.
 

A brincadeira começa com uma ponta de fio presa no dedo. O brinquedo é arremessado no espaço, e em meio ao vai-e-vem surgem figuras curiosas e mirabolantes, como o “cachorrinho passeando”, a “fiandeira” ou a “flexa”. O ioiô é um dos brinquedos mais antigos do mundo. É possível que os primeiros tenham surgido na China, sendo que alguns foram encontrados na Grécia, 500 a.C. Eram feitos de madeira, metal ou argila. Por vezes eram deixados em um altar para homenagear os deuses, ritual que representava a passagem da infância para a vida adulta. No final da Idade Média ele chegou à Europa, onde distraía a nobreza da França e da Inglaterra. Na mesma época, já divertia os populares nas Filipinas. Aliás, a palavra ioiô vem de lá e significa “volte aqui”.

Foi o filipino Pedro Flores quem levou o ioiô para os Estados Unidos e começou a comercializá-lo no fim dos anos 1920. Sua popularidade chamou a atenção do milionário norte-americano Donald Duncan, que comprou a patente. Foi assim que o ioiô se tornou um dos brinquedos mais lucrativos da história. No início da década de 1960, havia mais ioiôs no país (45 milhões) do que crianças (40 milhões)! Após uma batalha judicial, a empresa perdeu os direitos sobre o brinquedo, que passou a ser de domínio público, tornando-se uma verdadeira mania em todo o mundo.

Endereço: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/a-yaya-o-yo-yo-e-a-comida-que-queimou

Tags: ,

Comentários


:-)





© 1996-2019 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.