Adaptações Morfológicas e Funcionais do Ventrículo Esquerdo Ao Treino de Natação e Futebol em Rapazes Adolescentes

Por: Raquel Madeira.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Introdução: O exercício físico e o treino desportivo resultam em alterações
hemodinâmicas e electrofisiológicas no tecido do miocardio. Duas alterações
morfológicas podem ser distinguidas no coração de atleta: coração de treino de
força e coração de treino de endurance. O efeito do treino desportivo na estrutura
cardíaca tem sido caracterizado como hipertrofia fisiológica do VE, que, apresentando
valores elevados em atletas de elite, é diferente do diagnostico de cardiomiopatia
hipertrofica, responsável por 1/3 das mortes súbitas em jovens atletas. Em jovens
atletas e em crianças a adaptação da anatomia e função cardíaca, particularmente
durante a fase diastólica, ao treino de endurance, contínua sem certezas. Tendo em
consideração o aumento do envolvimento de crianças atletas em treino de regime
muito intenso, pouco se sabe sobre a influencia do mesmo na regulação e função
das estruturas cardíacas. O objectivo deste estudo foi o de determinar as adaptações
ao treino desportivo na morfologia e função do ventrículo esquerdo em repouso
em jovens nadadores e jogadores de futebol. Materiais e Métodos: Vinte e quatro
rapazes com idades compreendidas entre os 15 e 16 anos, saudáveis, com treino
regular nas modalidades de Futebol e Natação foram estudados através do
ecocardiograma modo M e bidimensional. Foram avaliadas as medidas de dimensão
da estrutura cardíaca em repouso, e através do Doopler pulsado a função sistólica e
diastólica do ventrículo esquerdo, segundo as recomendações de DEVEREUX et al.
(1987) e da SOCIEDADE AMERICANA DE ECOCARDIOGRAFIA(1978). Resultados: Valores
absolutos de diâmetro da cavidade do ventrículo esquerdo em diástole e sístole
apresentaram-se superiores no grupo de nadadores, persistindo as diferenças entre
grupos após correcção alometrica. Cinquenta por cento dos nadadores apresentou
valores de diâmetro do ventrículo esquerdo acima do normal (>54 mm). Conclusões:
Verificou-se, em ambos os grupos um padrão excêntrico de hipertrofia ventricular e
alguma alteração na massa do ventrículo esquerdo no grupo de nadadores
relativamente ao grupo de futebolistas, bem como um aumento do volume sistólico
resultante de melhorias no retorno venoso e logo maior volume diastólico final.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/64_Anais_p277.pdf

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