Adaptações Musculares Ao Treinamento de Força com Sobrecargas Excentricas

Por: Bernardo Neme Ide.

109 páginas. 2010 09/02/2010

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Resumo

O objetivo do presente estudo foi analisar as adaptações ao treinamento com ênfase nas ações musculares excêntricas (EXC). Os dados foram coletados durante uma disciplina eletiva oferecida aos alunos do curso de Educação Física da UNICAMP. Ao longo do semestre, além dos treinamentos, ministramos aulas expositivas, discussões em grupo sobre a forma de tratamentos dos dados para a pesquisa, e também fundamentações acerca da metodologia do treinamento de força. Realizamos também uma revisão sobre as adaptações musculares ao treinamento de força com ênfase nas ações excêntricas, contida na Introdução do trabalho, e que foi utilizada como material didático na disciplina. No primeiro experimento observamos as adaptações promovidas por 13 sessões de treino na magnitude de lesão à célula, respostas inflamatórias, composição corporal, força muscular (FM), resistência de força (RF), consumo máximo de oxigênio (VO2max), limiar ventilatório, e ponto de compensação respiratório. No segundo experimento verificamos se protocolos com ações musculares concêntricas (ACON), concêntricas e excêntricas (ACON/EXC) e somente excêntricas (AEXC) durante o exercício prévio, geraria respostas distintas no tocante a ocorrência da potencialização pós-ativação (PPA). No primeiro estudo testes de FM, VO2max, e de RF foram realizados após as 13 sessões de treinamento, 7 dias após e 14 dias após o término do programa. As avaliações de composição corporal (CC) e coletas de sangue (CS) foram realizadas em cinco momentos ao longo do treinamento (após 2, 7, 9, 11, 13 sessões). As séries vermelha e branca não se alteraram ao longo do programa de treinamento. A atividade sérica da CK aumentou significativamente somente após 2 sessões de treino. Já as concentrações séricas de PCR aumentaram significativamente em diferentes momentos e em diferentes sujeitos, mesmo após 96h de descanso da última sessão de treino. Esses dados sugerem que a carga utilizada, prescrita com 80% de 1RMexc e ajustada no início de cada sessão promoveu respostas inflamatórias, e incrementos significativos na FM e RF dos indivíduos, sem quedas significativas até 2 semanas após o término do treinamento. Já no estudo 2 observamos que o exercício prévio de meio agachamento, com ênfase nas ações EXC, afetou de forma negativa a performance muscular nos estímulos subsequentes. Contrariamente, o exercício prévio de meio agachamento com predomínio CON induziu a PPA 

Endereço: http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000767562&opt=1

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