Adaptações da Pressão Arterial Após Uma Sessão de Exercício de Força em Idosos

Por: Luciana das Mercês Lima, Luiz Humberto Souza e .

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Introdução e objetivo: Há consenso de que o número absoluto de idosos na
população tende a crescer nas próximas décadas, o que desperta preocupação acerca
das condições de saúde e qualidade de vida que esses indivíduos estarão submetidos.
Em particular, é possível que haja um aumento expressivo de pessoas portadoras de
doenças crônico-degenerativas, especialmente hipertensão arterial.Assim, a redução
dos valores pressóricos é um importante fator para minimizar o risco de doenças
cardíacas. Para tanto, medidas não-farmacológicas, que apresentam baixo custo e
efeitos colaterais raros, têm sido amplamente empregadas. O exercício físico regular
contribui para a diminuição da pressão arterial (PA) em repouso, podendo ocorrer
pós-exercício ou através da resposta crônica. No entanto, a variação da PA logo
após o exercício contra-resistência permanece pouco definido na literatura. Assim,
este estudo busca investigar a influência de uma única sessão de exercício resistido
sobre as alterações pressóricas de idosos. Materiais e Métodos: Foram selecionadas
34 voluntárias (68,21±3,93 anos; 65,5±16,03 kg; 152,35±6,61 cm) com experiência
prévia no treinamento contra-resistência, no mínimo há 6 meses. As participantes
estavam iniciando um programa de treinamento em uma intensidade a 60% de 1-
RM. Especificamente no dia da avaliação foram treinados, em 3 séries de 10 repetições,
os seguintes exercícios na intensidade previamente definida: leg press 180°, supino
vertical, puxada na frente, abdução de ombro com peso livre, flexão e extensão de
cotovelo na polia, cadeira extensora e flexora, flexão plantar. A PA foi mensurada
com um esfigmomanômetro de mercúrio em dois momentos: antes e após a
intervenção. As pressões arteriais sistólica (PAS) e diastólica (PAD) foram definidas
na fase 1 e 5 Korotkoff, respectivamente. Para comparar as diferenças entre o pré e
pós-teste foi utilizado o teste t pareado. O nível de significância adotado foi de p =
0,01. Resultados: Os valores médios, em mmHg, da PAS e PAD obtidos no repouso
(r) e pós-exercício (pe) foram: PAS (r)127,5±14,16, (pe)116,68±13,16; PAD
(r)83,15±12,9, (pe)71,76±12,73. Foram encontradas diferenças significativas entre
os valores da PAS (p=0,0014) e PAD (p=0,0004) pré e pós-intervenção. Conclusão:
Uma única sessão de exercício resistido a 60% de 1-RM foi suficiente para promover
reduções significativas dos níveis tensionais.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/62_Anais_p235.pdf

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