Afetividade e Formação em Educação Física: Um Estudo com Professores Formadores

Por: Aparecida de Fatima Ferraz Querido.

2007 00/00/0000

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Resumo

Na área da Educação Física o número de pesquisas envolvendo os processos cognitivos e biológicos, principalmente em fisiologia do exercício, desenvolvimento e controle motor, lazer e recreação, é consideravelmente maior que as pesquisas envolvendo estudos sobre a afetividade. De certa forma, isto é conseqüência da preocupação com o corpo, com os aspectos biológicos, que acompanham a trajetória da Educação Física durante algumas décadas. Mais recentemente, a partir de pressupostos teóricos com forte marca social, tem se configurado uma visão integradora do ser humano, defendendo o entrelaçamento entre os aspectos cognitivo, afetivo e motor, além da relevância destes aspectos para o processo de construção do conhecimento. Esta pesquisa surgiu das inquietações acerca da afetividade na relação pedagógica nos cursos de Formação de Professores de Educação Física. O objetivo do estudo foi identificar os sentimentos e emoções dos professores formadores na relação pedagógica e quais as situações indutoras desses sentimentos e emoções. As teorias de Henri Wallon e Lev S. Vygotski foram o referencial teórico desta pesquisa, por desenvolverem teorias do desenvolvimento, suas contribuições têm sido muito importante para o estudo da afetividade no processo ensino-aprendizagem. As informações foram coletadas através de entrevista reflexiva ou recorrente, tendo como participante deste estudo, um professor e uma professora que ministram aulas, de disciplinas teórico-prático, num Curso de Formação de Professores. Os resultados apontaram sentimentos de tonalidades agradáveis como realização e prazer de estar na docência no Curso de Formação, e confiança depositada pelos alunos no seu trabalho. Sentimentos de tonalidades desagradáveis como angústia, ansiedade, timidez, medo e raiva nas mais diversas situações de relacionamento com seus alunos. A professora verbalizou as emoções sentidas como, palpitações e tremor em situações que tem que se expor, e o professor não nomeou nenhuma emoção. Desprovida da intenção de generalizações dos resultados encontrados, nos moldes da estatística, dos resultados encontrados, esta pesquisa limitou-se a estudar à afetividade no processo ensino-aprendizagem, trazendo uma reflexão sobre o processo de constituição das manifestações subjetivas dos Professores Formadores, procurando assim entender suas necessidades. 

Endereço: http://www.dominiopublico.gov.br

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