Agenda Olímpica 2020. 20 + 20 Recomendações

Por: Comitê Olímpico Internacional.

20 páginas. Comitê Olímpico Internacional. 2014

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Sobre a Obra

20+20  Recomendações para moldar o futuro do Movimento Olímpico

Introdução

1. Moldar o processo de concorrência como um convite

2. Avaliar cidades concorrentes por verificação de principais oportunidades e riscos

3. Reduzir o custo do processo de concorrência

4. Incluir a sustentabilidade em todos os aspectos dos Jogos Olímpicos

5. Incluir a sustentabilidade dentro da programação diária do Movimento Olímpico

6. Estabelecer uma cooperação proximal com outros organizadores de eventos esportivos

7. Fortalecer relações com organizações de administração/gestão esportiva para pessoas com diferentes habilidades

8. Reforçar relações com ligas profissionais

9. Definir uma estrutura para o programa Olímpico

10. Passar de um programa baseado em esportes para um programa baseado em evento

11. Promover igualdade de gênero

12. Reduzir o custo e reforçar a flexibilidade de administração/gestão Jogos Olímpicos

13. Maximizar a coesão com as partes interessadas do Movimento Olímpico

14. Reforçar o 6º Princípio Fundamental do Olimpismo

15. Mudar a filosofia para proteger atletas que não fazem uso de dopping

16. Alavancar o fundo de USD 20 milhões do COI para proteger os atletas que não fazem uso de dopping

17. Honrar atletas que não fazem uso de dopping

18. Fortalecer o apoio aos atletas

19. Lançar um Canal Olímpico

20. Formar parcerias estratégicas

Documento de Referência

21. Reforçar a capacidade de promoção do COI

22. Disseminar educação baseada em valores Olímpicos

23. Envolver-se com as comunidades

24. Avaliar o programa Sport for Hope

25. Rever posicionamento dos Jogos Olímpicos da Juventude

26. Adicionar a combinação de esporte e cultura

27. Cumprir com os princípios básicos da boa governança

28. Apoiar autonomia

29. Aumentar transparência

30. Reforçar a independência da Comissão de Ética do COI

31. Garantir o cumprimento

32. Fortalecera ética

33. Futuramente envolver patrocinadores no programa “Olimpismo em Ação”

34. Desenvolver um programa de licenciamento global

35. Criar envolvimento dos TOP patrocinadores com os CONs

36. Estender o acesso da marca Olímpica para uso não-comercial

37. Discutir idade limite de filiação ao COI

38. Implementar um processo de recrutamento direcionado

39. Fomentar o diálogo com a sociedade dentro do Movimento Olímpico

40. Rever o escopo e a composição das comissões do COI

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Introdução

Aqui estão os 20 + 20 recomendações discutidas na 127ª Sessão do COI em Monaco, em 8 e 9 de Dezembro.

Juntas, essas 40 recomendações são estratágicas para o futuro do Movimento Olímpico e Jogos Olímpicos

As recomendações abordam as alterações propostas para o futuro. Se a política não é especificamente mencionada é porque será mantida.

As recomendações seguem um ano de discussões e consultas com todas as partes interessadas pelo Movimento Olímpico, bem como peritos externos e do público. Elas também foram debatidas na
126ª Sessão do COI em Sochi, Mais de 40.000 sugestões foram recebidas do público durante o processo, gerando cerca de 1.200 idéias.

Elas foram sistematizadas na reunião da Diretoria Executiva, em outubro de 2014, depois de apresentações dos Presidentes dos 14 Grupos de Trabalho.

Para mais informações, por favor consulte o documento completo, desde a você antes da 127ª Sessão do COI, que contém detalhes e contexto, bem como as recomendações.

Depois do IOC 127, Sessão do COI, o Conselho Executivo do COI terá a tarefa de determinar o prioridades para a implementação das recomendações.

Recomendação 1

1. Moldar o processo de concorrência como um convite

Introduzir uma nova filosofia: o COI passa a convidar potenciais cidades candidatas para apresentar um Projeto Olímpico que melhor corresponda às suas necessidades de longo prazo no âmbito esportivo, econômico, social e ambiental.

1. O COI passa a introduzir uma fase de assistência durante o qual cidades que estão considerando apresentar uma proposta de sediar os Jogos serão aconselhadas pelo COI sobre os procedimentos de licitação, os requisitos essenciais e como as cidades anteriores tiveram suas garantiram suas propostas and legado dos Jogos.

2. O COI passa a promover ativamente a utilização máxima das instalações existentes e a utilização de instalações temporárias e desmontáveis.

3. O COI passa a permitir, para os Jogos Olímpicos, a organização de competições preliminares for a da cidade sede ou, em casos excepcionais, fora do país sede, particularmente por razões de sustentabilidade.

4. O COI passa a permitir, para os Jogos Olímpicos, a organização de esportes ou disciplinas inteiras fora da cidade sede ou, em casos excepcionais, fora do país sede, particularmente por razões de geografia e sustentabilidade.
5. O COI passa a incluir no contrato com as cidades sede cláusulas que dizem respeito ao Princípio Fundamental 6 da Carta Olímpica, bem como a questões ambientais e trabalhistas.

6. O COI passa a fazer público o Contrato com a Cidade Sede (CCS).

7. O CCS passa a incluir detalhes da participação financeira do COI para o COJO.

8. Respeitar interesses jurídicos de terceiros tornando elementos contratuais disponíveis de maneira “não-confidencial”.

9. O COI passa a aceitar outros signatários do CCS além da cidade sede e do CON, de acordo com o contexto local.

10. O COI passa a fornecer o CCS no início de um dado processo de inscrição para sediar os Jogos.

Recomendação 2

2. Avaliar cidades concorrentes por verificação de principais oportinidades e riscos

O relatório da Comissão de Avaliação passa a apresentar uma avaliação de riscos e oportunidades mais explícito com um forte foco na sustentabilidade e legado.

1. Introduzir nos 14 critérios de avaliação da cidade candidata existente um novo critério intitulado: Experiência dos atletas.

2. O COI passa a considerar como aspectos positivos para ua proposta de sediar os Jogos: a utilização máxima das instalações existentes e a utilização de instalações temporárias e desmontáveis ​​onde nenhum legado de longo prazo seja necessário ou possa ser justificada.

3. O COI, em colaboração com as partes interessadas do Movimento Olímpico, passa a definir os requisitos básicos para sediar os Jogos Olímpicos. O campo de jogo para os atletas passa a ter sempre que ser exemplar (state-of-the-art) para todas as competições e para formar parte dos requisitos essenciais.

4. O COI passa a esclarecer os elementos para os dois orçamentos diferentes relacionados à organização dos Jogos Olímpicos: por um lado o investimento de longo prazo em infra-estrutura e retorno sobre esse investimento, e por outro o orçamento operacional. Além disso, a contribuição do COI para os Jogos passa a ser mais divulgados e promovidos.

5. O Briefing da Cidade Candidata passa a incluir uma discussão interna entre os membros do COI e da Comissão de Avaliação do COI.

6. A Comissão passa a se beneficiar de terceiros, aconselhamento independente em áreas como as condições sociais, econômicas e política, com um foco especial na sustentabilidade e legado.

Recomendação 3

3. Reduzir o custo do processo de concorrência

O COI passa a ajudar ainda mais cidades candidatas e reduzir o custo de licitação.

1. As cidades candidatas passam a ser autorizadas a comparecer e fazer apresentações apenas para:
- Membros do COI durante o Briefing da cidade candidata,
- ASOIF / AIOWF respectivamente. Esta apresentação pode ser combinado com o Briefing da cidade candidata,
- Assembléia Geral de ANOC que precede a votação,
- Sessão do COI em que a cidade sede é eleita.
2. O COI passa a arcar com os seguintes custos:

- custos incorridos em relação à visita da Comissão de Avaliação do COI,
- viagem e alojamento para seis delegados credenciados para o Briefing Cidade Candidata para os Membros do COI em Lausanne,
- viagem e alojamento para seis delegados credenciados para o Briefing Cidade Candidata à ASOIF / AIOWF respectivamente,
- viagem e alojamento para seis delegados credenciados para a Assembléia Geral ACON,
- viagem e alojamento para 12 delegados credenciados para a Sessão do COI em que a cidade anfitriã é eleita.
3. A publicação do Dossiê de Candidatura passa a ser apenas em formato eletrônico.

4. O COI passa a criar e monitorar um registo de consultores / lobistas elegíveis para trabalhar para uma cidade candidata. A aceitação formal do Código de Ética e Código de Conduta do COI por tais consultores / lobistas passa a ser um pré-requisito para inscrição no registo.

5. O COI para dar acesso a cidades candidatas, a seu pedido, ao Canal Olímpico, se a criação de tal canal for aprovado.

Recomendação 4

4. Incluir a sustentabilidade in todos os aspectos dos Jogos Olímpicos

O COI passa a assumir uma mais posição pró-ativa e um papel liderança em relação à sustentabilidade e garantir que seja incluído em todos os aspectos do planejamento e realização dos Jogos Olímpicos.

1. Desenvolver uma estratégia de sustentabilidade para que os potenciais e atuais organizadores dos Jogos Olímpicos passem a integrar e implementar medidas de sustentabilidade que englobem domínios econômico, social e ambiental em todas as fases do seu projeto;
2. Passa a presta assistência às Comissões Organizadoras recém-eleitas para estabelecer a melhor governança possível com intuito de integração da sustentabilidade em toda a organização;

3. O COI para garantir um acompanhamento pós-Jogos do legado dos Jogos com o apoio dos CON e organizações externas, como a União Mundial de Olympic Cites (UMVO)

Recomendação 5

5. Incluir a sustentabilidade dentro da programação diária do Movimento Olímpico

O COI passa a adotar os princípios da sustentabilidade:

1. O COI passa a incluir a sustentabilidade em suas operações do dia-a-dia

- O COI passa a incluir a sustentabilidade em sua aquisição de bens e serviços, bem como a organização de eventos (reuniões, conferências, etc.).
- O COI passa a reduzir o impacto de viagens e compensar suas emissões de carbono.
- O COI passa a aplicar as melhores normas de sustentabilidade possíveis para a consolidação da sua Sede em Lausanne.
 

2. O COI passa a envolver e ajudar as partes interessadas no Movimento Olímpico na integração da sustentabilidade dentro de sua própria organização e funcionamento por:
- desenvolvimento de recomendações,
- fornecendo ferramentas, como por exemplo melhores práticas e marcadores,
- fornecendo mecanismos para assegurar o intercâmbio de informações entre as partes interessadas nos Jogos Olímpicos,

▪ usando acessos existentes, como a Solidariedade Olímpica, para ajudar e auxiliar na implementação de iniciativas.
3. Para atingir o acima exposto, o COI passa a cooperar com as organizações relevantes, tais como especialistas do PNUMA

Recomendação 6

6. Estabelecer uma cooperação proximal com outros organizadores de eventos esportivos

Cooperação proximal com outros organizadores de eventos desportivos:

1. O COI e a Associação Internacional dos Jogos Mundiais (IWGA) passam a ter uma cooperar proximal em relação a composição programa de esportes e suas respectivas avaliações.

2. O COI e a Associação Internacional dos Jogos Master (IMGA) passam a estudar a possibilidade das cidades-sede dos Jogos Olímpicos se beneficiar de uma opção para organizar os Jogos Mester nos anos seguintes os Jogos Olímpicos.

3. O COI passa a considerar a inclusão de um "laboratório esportivo" ou programas de iniciação esportivas como parte dos Jogos Olímpicos ou nos Jogos Olímpicos da Juventude para acionar o envolvimento de jovens e beneficiar a comunidade anfitriã.

Recomendação 7

7. Fortalecer relações com organizações de administração/gestão esportiva para pessoas com diferentes habilidades

Fortalecer as relações com organizações de gestão esportiva para pessoas com diferentes capacidades, visando a exploração de sinergias em todas as áreas possíveis, incluindo:

- Assistência técnica
- Atividades de comunicação
- Promoção de eventos por meio do Canal Olímpico

Recomendação 8

8. Reforçar relações com ligas profissionais

Investir e estabelecer relações com ligas profissionais e estruturas por das respectivas Federações Internacionais com o objetivo de:

- Garantir a participação dos melhores atletas;
- Reconhecer a diferente natureza e limitações de cada uma das ligas profissionais;
- Adotar o modelo de colaboração mais apropriada de forma ‘ad-hoc’ em cooperação com cada Federação Internacional relevante.

Recomendação 9

9. Definir uma estrutura para o programa Olímpico

Definir limites para credenciamento:

1. O COI passa a limitar o número de atletas, dirigentes e eventos para os Jogos das Olimpíadas para aproximadamente:

- 10,500 atletas
- 5,000 treinadores credenciados e staff de atletas
- 310 eventos
 

2. O COI passa a limitar o número de atletas, dirigentes e eventos para os Jogos Olímpicos de Inverno para aproximadamente:
- 2,900 atletas
- 2,000 treinadores credenciados e staff de atletas
- 100 eventos
 

3. O COI passa a estudar maneiras em que o número global de outros credenciamentos nos Jogos Olímpicos possam ser reduzidos.

Recomendação 10

10. Passar de um programa baseado em esportes para um programa baseado em evento

Passar de programa baseados em esporte para um programa baseado em eventos:

1. As revisões regulares do programa passam a ser baseadas em eventos, em vez de esportes, com o envolvimento das Federações Internacionais e com as seguintes restrições que devem ser respeitadas:

- For os Jogos da Olimpíada: aproximadamente 10.500 atletas, 5.000 treinadores credenciados e staff de atletas, e 310 eventos,
- For os Jogos de Inverno, aproximadamente 2.900 atletas, 2.000 treinadores credenciados e staff de atletas, e 100 eventos.
2. A Sessão do COI passa a decidir sobre a inclusão de qualquer esporte (FI) no programa.

3. O COI passa a permitir que os COJO apresentem uma proposta para a inclusão de um ou mais eventos no programa Olímpico para essa edição dos Jogos Olímpicos.

Recomendação 11

11. Promover igualdade de gênero

Promover igualdade de gênero

1. O COI passa a trabalhar com as Federações Internacionais para alcançar a participação de 50 por cento do sexo feminino nos Jogos Olímpicos e para estimular a participação das mulheres e a participação no esporte, criando mais oportunidades de participação nos Jogos Olímpicos.

2. O COI passa a incentivar a inclusão de eventos da equipe mista em gênero.

Recomendação 12

12. Reduzir o custo e reforçar a flexibilidade de administração/gestão Jogos Olímpicos

Reduzir o custo e reforçar a flexibilidade da gestão Jogos Olímpicos

1. O COI passa a estabelecer um procedimento de gestão transparente para qualquer mudança de requisitos, independentemente do seu iniciador, a fim de reduzir os custos.

2. O COI com as partes interessadas passam a avaliar sistematicamente o nível de serviços, preparação e entrega dos Jogos, com vista a conter o custo e a complexidade. Propostas regulares serão feitas a este respeito.

3. O COI passa a considerar o fornecimento de soluções chave para COJO em áreas que exigem experiência Olímpica altamente específicas.

Recomendação 13

13. Maximizar a coesão com as partes interessadas do Movimento Olímpico

Maximizar sinergias com as partes interessadas do Movimento Olímpico para garantir uma organização uniforme e reduzir os custos.

1. O COI passa a reforçar o papel das Federações Internacionais (FIs) no planejamento e entrega das competições Olímpicas, incluindo o estudo da transferência de competências técnicas dos COJO às FIs.
 

2. O COI passa a focar no papel da Comissão de Coordenação do COI sobre as questões-chave e validação dos níveis de serviço.

Recomendação 14

14. Reforçar o 6º Princípio Fundamental do Olimpismo

O COI passa a incluir não-discriminação por orientação sexual no Princípio Fundamental 6 do Olimpismo.

Recomendação 15

15. Mudar a filosofia para proteger atletas que não fazem uso de dopping

O objetivo primordial do COI passa a ser o de proteger atletas que não fazem uso de doping.

Recomendação 16

16. Alavancar o fundo de USD 20 milhões do COI para proteger os atletas que não fazem uso de dopping

O COI passa a utilizar o fundo adicional "Proteção de atletas sem dopping" de 20 milhões de dólares:

1. 10 milhões de dólares para desenvolver programas de educação e sensibilização sólidos sobre os riscos de ‘arranjo de resultado’, qualquer tipo de manipulação de concursos e corrupção relacionada.

2. 10 milhões de dólares para apoiar projetos que oferecem uma nova abordagem científica para anti-doping.

Recomendação 17

17. Honrar atletas que não fazem uso de dopping

Honrar os atletas sem doping que ganham uma medalha Olímpica por decorrência de um caso de doping:

1. Cerimônias formais passam a ser organizadas para medalhistas que recebem sua medalha Olímpica após a desqualificação de um competidor.

2. A cerimônia passa a ter que ser devidamente comunicada a todas as partes envolvidas.

Recomendação 18

18. Fortalecer o apoio aos atletas

Reforçar o apoio aos atletas:

1. O COI passa a colocar a experiência dos atletas no coração dos Jogos Olímpicos.
2. O COI passa a investir ainda mais no apoio a atletas dentro e fora do campo de jogo.

Recomendação 19

19. Lançar um Canal Olímpico

O COI passa a lançar o Canal Olímpico

Recomendação 20

20. Formar parcerias estratégicas

O COI abre-se para a cooperação e conexão com organizações competentes e reconhecidos internacionalmente e ONGs passa a aumentar o impacto de seus programas.

Recomendação 21

21. Reforçar a capacidade de promoção  do COI

Reforçar a capacidade de defesa do COI:

- O COI passa a defender as organizações e agências intergovernamentais.
- O COI passa a encorajar e ajudar os CONs em seus esforços de defesa.

Recomendação 22

22. Disseminar a educação baseada em valores Olímpico

Disseminar a educação baseada em valores Olímpicos

1. O COI passa a reforçar a sua parceria com a UNESCO para incluir o esporte e seus valores nos currículos escolares em todo o mundo.

2. O COI pasasa a elaborar uma plataforma electrônica para compartilhar programas de educação Olímpica baseadas em valores de diferentes CONs e outras organizações.

3. O COI passa a identificar e apoiar as iniciativas que podem ajudar a difundir os valores Olímpicos.

Recomendação 23

23. Envolver-se com as comunidades

Envolver-se com as comunidades:

1. Criação de um centro virtual para os atletas.
2. Criação de um clube virtual de voluntários.
3. Envolvimento com o público em geral.
4. Envolvimento com a juventude.

Recomendação 24

24. Avaliar o programa ‘Sport for Hope’

Avaliar o programa ‘Sport fo Hope’:

1. O COI passa a avaliar o sucesso e os impactos do programa ‘Sport for Hope’ durante os próximos dois a três anos e, nesse meio tempo, limita o programa para os dois centros existentes no Haiti e na Zâmbia.

2. O COI passa a desenvolver um modelo operacional sustentável para os dois centros existes do ‘Sport for Hope’ e convida outras ONGs para contribuir com as suas áreas específicas de especialização com o objetivo de fazer com que os centros se tornem auto-sustentáveis e não mais dependentes do forte e direto investimento e apoio do COI.

3. O COI passa a definir uma melhor estratégia de investimento em instalações locais adaptadas o esporte de base, tomando como início a experiência e as lições aprendidas com do modelo Olímpi-África.

Recomendação 25

25. Rever posicionamento dos Jogos Olímpicos da Juventude

O COI passa a rever com as partes interessadas o posicionamento dos Jogos Olímpicos da Juventude.

1. O Conselho Executivo do COI passa a criar uma comissão tripartida com os CONs e FI para rever em profundidade a visão, missão, posicionamento, programa de esportes, Programa de Cultura e Educação (PCE), protocolo, organização, prestação e financiamento dos Jogos Olímpicos da Juventude, e passa a voltar à sessão do COI para discussões e decisões finais.

2. O COI passa a organização do JOJ a um ano não-Olímpico, começando com o 4º Jogos Olímpicos da Juventude de Verão, a ser adiado de 2022 para 2023.

Recomendação 26

26. Adicionar a combinação de esporte e cultura

Continuar a reforçar a combinação de esporte e cultura nos Jogos Olímpicos e entre os Jogos.

1. Durante os Jogos:

- Crie o prêmio Laureo Olímpico para contribuições relevantes para Olimpismo (cultura, educação, desenvolvimento e paz) em cada edição dos Jogos Olímpicos. A cerimônia de premiação terá lugar durante uma das cerimônias. O destinatário do Laureo Olímpico será nomeado por um júri incluindo personalidades independentes altamente respeitadas.
- Estudar o desenvolvimento de uma Casa Olímpica para acolher o público em geral para se engajar em um diálogo com o Movimento Olímpico.
- Estudar de um conceito de "Museu Olímpico em movimento" para introduzir a cultura Olímpica para o público em geral no contexto do revezamento da tocha, os locais ao vivo e/ou a Olimpíada Cultural.
- Desenvolver um programa de artistas em casa.

2. Entre Jogos Olímpicos:
- Estudar como desenvolver um programa impactante de artistas comissionados para envolver uma interação constante e autêntica com agentes culturais globais e construir um legado dinâmico.
- Incentivar CONs para nomear um "attaché" para a cultura Olímpica.

Recomendação 27

27. Cumprir com os princípios básicos da boa governança

Todas as organizações que pertencem ao Movimento Olímpico passam a aceitar e cumprir os Princípios Básicos Universais de Boa Governância dos Jogos Olímpicos e Movimento Esportivo (“PBG”).

1. O referido cumprimento passa a ser monitorado e avaliado. Ferramentas e processos de suporte podem ser fornecido pelo COI, a fim de ajudar as organizações a se tornarem conformes com os princípios da boa governância, se necessário.

2. As organizações passam a ser responsáveis pela execução de auto-avaliação de forma base regular. O COI passa a ser regularmente informado dos resultados das auto-avaliações das organizações. Em caso de falta dessas informações, o COI passa a pedir uma avaliação à sua discrição.

3. O “PBG” passa a ser atualizado periodicamente, enfatizando a necessidade de transparência, integridade e oposição a qualquer forma de corrupção.

Recomendação 28

28. Apoiar autonomia

O COI passa a criar um modelo para facilitar a cooperação entre as autoridades nacionais e as organizações esportivas em um país.

Recomendação 29

29. Aumentar transparência

Para aumentar ainda mais a transparência

1. As demonstrações financeiras do COI passam a ser preparadas e auditadas de acordo com os Padrões Internationais de Relatório Financeiro (IFRS), mesmo que esses padrões mais elevadas não sejam legalmente solicitados pelo COI.

2. O COI passa a produzir um relatório financeiro anual de atividades incluindo a política de subsídio para os membros do COI.

Recomendação 30

30. Reforçar a independência da Comissão de Ética do COI

O Diretor e os membros da Comissão de Ética do COI passam a ser eleitos pela Assembléia Geral do COI.

Recomendação 31

31. Garantir o cumprimento

O COI passa a estabelecer no âmbito administrativo um cargo de fiscal executivo, para:

1. Aconselhar os membros do COI, a equipe do COI, os CONs, FI e todas as outras partes do Movimento Olímpico em relação ao cumprimento.

2. Dar conselhos sobre aos novos desenvolvimentos em relação ao cumprimento.

Recomendação 32

32. Fortalecer a ética

A Comissão de Ética do COI passa a rever o Código de Ética e seus Regras e Procedimentos  para que sejam plenamente alinhados com a Agenda Olímpico unidade 2020 dirigindo à mais transparência, boa governância e prestação de contas.

Recomendação 33

33. Maior envolvimento de patrocinadores nos programas “Olimpismo em Ação”

O COI passa a adoptar medidas para integrar os Parceiros Principais no financiamento, promoção e implementação de atividades do “Olimpismo em Ação” do COI, além de passar a reforçar o reconhecimento dos patrocinadores a este respeito.

1. O COI passa a definir especificamente quais programs do “Olimpismo em Ação” irião ajudar a impulsionar a marca Olímpica

2. O COI para agilizar as inciativas do  “Olimpismo em Ação” trás algumas iniciativas fundamentais as quais os patrocinadores podem se “âncorar” e se alinharem com a visão central da “construção de um mundo melhor por meio do esporte “.

3. O COI passa a avaliar e entender o que parcerias com cada um dos Parceiros Principais pode oferecer em termos de promover os objetivos do “Olimpismo em ação” do COI.

4. Os Parceiros Principais passam a ser envolvidos pelo STM do COI para co-construir futuras iniciativas do “Olimpismo em Ação”.

5. Aumentar o reconhecimento da participação dos parceiros nos programas do “Olimpismo em Ação”.

Recomendação 34

34. Desenvolver um programa de licenciamento global

O COI passa a desenvolver um programa de licenciamento global, colocando a ênfase em promoção e não em geração de receitas.

Recomendação 35

35. Criar envolvimento dos TOP patrocinadores com os CONs

O COI passa a criar um programa visando a aumentar o envolvimento entre  os Parceiros Principais e os NOCs.

1. O COI passa a criar medidas feitas especificamente para aumentar a ativação local dos Parceiros Principais  e as integrações com os CONs. Passa a apoiar NOCs individualmente e patrocinadores no desenvolvimento e aumento de ativações de patrocínio em nível local usando os ativos financeiros dos CONs.

2. O COI passa a criar Seminários de Marketing do COI para NOCs em colaboração com a Solidariedade Olímpica e ACON para fornecer informação sobre marketing Olímpico e as melhores práticas. O programa do seminário para todos os CONs vai melhorar e desenvolver as capacidades de comercialização e manutenção das CONs para melhor envolvimento com patrocinadores e para melhor apoiar e organizar ativações de patrocínio. A listagem de treinamento existente para CONs será um componente-chave do programa do seminário.

3. O COI passa a considerar obrigações contratuais a serem incluídos em acordos com os Principal Parceiro para facilitar o envolvimento com os NOCs.

Recomendação 36

36. Estender o acesso da marca Olímpica para uso não-comercial

Estender o acesso da marca Olímpica para uso não-comercial

Recomendação 37

37. Discutir idade limite de filiação ao COI

Discutir limite de idade membros do COI:

- A sessão do COI, por recomendação do Conselho Executivo do COI, pode decidir por uma única prorrogação de tempo de mandato de um membro do escritório do COI para um máximo de quatro anos, para além do limite de idade atual de 70 anos de idade.
- Esta extensão passa a ser aplicada em um máximo de cinco casos de um dado momento.
- A Comissão de Nomeações passa a ser consultada.

Recomendação 38

38. Implementar um processo de recrutamento direcionado

Mudar de um processo de inscrição para um processo de recrutamento direcionado para os membros do COI:

1. A Comissão de Nomeações passa a assumir um papel mais pró-ativo na identificação dos candidatos certos para preencherem as vagas a fim de melhor cumprir a missão do COI.

2. O perfil dos candidatos passam a cumprir um conjunto de critérios – a ser apresentado pela Comissão de Nomeações para o Conselho Executivo do COI para aprovação -, nomeadamente:

- Necessidades do COI em termos de habilidades e conhecimentos (por exemplo, especialização médica, sociológica, cultural, política, administrativo, jurídico, em gestão de esportes, etc.)
- Equilíbrio geográfico, bem como um número máximo de representantes do mesmo país
- Equilíbrio de gênero
- A existência de uma comissão dos atletas dentro da organização para os representantes de FI / NOCs
3. A Sessão do COI passa a ser capaz de conceder um máximo de cinco exceções de casos especiais para os membros individuais no que diz respeito aos critérios de nacionalidade.

Recomendação 39

39. Fomentar o diálogo com a sociedade dentro do Movimento Olímpico

Fomentar o diálogo com a sociedade e dentro do Movimento Olímpico:

1. O COI passa a estudar a criação de um Congresso “Olimpismo em Ação” que iria avaliar da sociedade a cada quatro anos:

- Reunir representantes do Movimento Olímpico, suas partes interessadas e representantes da sociedade civil.
- Envolver-se em um diálogo com os representantes de todas as esferas da vida e histórico sobre o papel do esporte e seus valores na sociedade.
- Discutir a contribuição do Movimento Olímpico à sociedade em áreas como a educação, coesão, desenvolvimento, etc.
 

2. O COI passa a transformar a sessão em uma discussão interativa entre os membros do COI sobre temas estratégicos, com as intervenções dos oradores externos convidados.

Recomendação 40

40. Rever o escopo e a composição das comissões do COI

1. O Presidente passa a avaliar o âmbito e a composição das comissões do COI, para alinhá-los com a Agenda Olímpica 2020.

2. O Conselho Executivo do COI passa a determinar as prioridades para a implementação das recomendações.

GLOSSÁRIO

ABREVIAÇÕES EM PORTUGUÊS

COI – Comitê Olímpico Internacional

CCS – Contrato com a Cidade Sede

COJO – Comitês Organizadores dos Jogos Olímpicos

CON – Comitê Olímpico Nacional

ASOIF – Associação das Fedearções Internacionais dos Jogos Olímpicos de Verão

AIOWF – Associação das Federações dos Esportes Olímpicos de Inverno

ACON – Associação dos Comitês Olímpicos Nacionais

UMVO – União Mundial das Cidades Olípicas

UNEP – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente

IWGA – Associação Internacional dos Jogos Mundiais

IMGA – Associação Internacional dos Jogos Master

FI – Federação Internacional

UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura

JOJ – Jogos Olímpicos da Juventude

PEC – Programa de Educação e Cultura

PBG – Princípios da Boa Governância

IRFS – Padrões Internacionais de Relatório Financeiro

STM – Serviços de Televisão e Marketing

Endereço: http://www.olympic.org/news/olympic-agenda-2020-from-decision-to-implementation/242211

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