Ambiente Construído e Nível de Atividade Física de Adolescentes de Curitiba-pr

Por: Adalberto Aparecido dos Santos Lopes.

186 páginas. 2014 26/03/2014

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Resumo

Aproximadamente um a cada três adolescentes estão acima do peso em países de alta e média renda. Dietas regulares, assim como a prática regular de atividades físicas são fatores contribuintes para a prevenção da obesidade nesta faixa etária. A prática regular de atividade física (AF) em adolescentes está relacionada a diversos fatores, dentre os quais biológicos, psicossociais, comportamentais, culturais e ambientais. Considerando que os adolescentes passam pelo menos um terço do seu dia na escola, este local tem sido reconhecido como importante veículo para a promoção da AF, particularmente em relação às suas características ambientais e políticas. No entanto, poucos são os estudos realizados neste contexto, principalmente em países em desenvolvimento como o Brasil. Desta forma, compreender a relevância do ambiente escolar na prática de AF de adolescentes pode contribuir para o delineamento de intervenções efetivas para a promoção da AF nesta faixa etária. O objetivo deste estudo foi verificar a associação entre o ambiente construído e as políticas de promoção da AF na escola com os níveis de AF dos adolescentes de Curitiba-PR no período de aula. Entre os meses de agosto a dezembro de 2013, foi realizado um inquérito domiciliar com adolescentes entre 12 a 17 anos, pertencentes a 32 setores censitários selecionados de acordo com o índice de walkability e renda, e seus responsáveis com idade igual ou superior a 18 anos. As escolas selecionadas para o estudo foram aquelas reportadas pelos adolescentes. A prática de atividade física moderada e vigorosa (AFMV) foi avaliada de maneira objetiva com a utilização de acelerômetro (modelo GT3X), durante sete dias consecutivos, e as características individuais e psicossociais dos adolescentes foram avaliadas com o auxílio de questionário. Os instrumentos utilizados nas escolas foram a "Ferramenta de Auditoria da Escola", para verificar a disponibilidade de estruturas relacionadas à prática de AF e a "Avaliação da Promoção da Atividade Física na Escola (APAFE)", para identificar as políticas de promoção de AF. Os dados dos acelerômetros foram analisados com o auxílio dos softwares Actigraph 4.4.1 e Actilife 6.8.0. Para a análise de dados utilizou-se a estatística descritiva, teste de qui-quadrado, teste T independente, correlação de Spearman, análise de regressão linear e análise de variância para medidas repetidas, todas com auxílio do software SPSS 17.0. A análise de regressão linear mostrou aumento de 0,38 minutos/dia e 0,56 minutos/dia de AFMV de recreio de acordo com o número de quadras poliesportivas em locais sem cobertura e dentro de um ginásio, respectivamente (p<0,05). Houve associação positiva entre as políticas relacionadas às atividades extracurriculares, resultando em 1,15 minutos/dia de AFMV de recreio a cada aumento no escore (p<0,021). Além disso, a presença de aulas de educação física na escola resultou em aumento de 14 minutos/dia de AFMV para indivíduos entre 14 a 17 anos, em relação aos dias de aula sem educação física. As principais conclusões deste estudo indicam que existe associação entre características políticas e ambientais das escolas com a prática de AF de adolescentes.

Endereço: http://www.pgedf.ufpr.br/Dissertacoes.html

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